quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Prepare-se Pro Que Vier

Por mais que a gente queira.
Por mais que a gente faça.
Por mais que a gente tente.
Por mais que a gente lute.

Certas coisas têm planos e caminhos próprios.
Que independente da nossa vontade
Ou de quantas promessas moedas a gente jogue pela ponte.
Simplesmente acontecem e pronto.

Por isso:
Prepare-se para todo azar
Receba toda sorte.

Tragédia
Só é tragédia
Porque nos pega de surpresa.

Milagre
Só é milagre

Porque no fundo mesmo

A gente não estava mais acreditando...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sentido Não Sentido

Estou um pouco sentido
(Não nesse sentido)

Mas por ter sentido
Que andei com minha vida nesse sentido:

Vivendo e sentindo 

SEM (ter) TIDO

Sentido...

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Amor em Tempos de Cólera

Engraçado mesmo
É que só depois de te perder
E ouvir o convincente “não dá mais”
Que eu resolvi morrer de saudades de você.

Como se de todos os sentimentos do mundo
A impossibilidade de não mais te ver
De ter
Nem de tocar da mesma maneira de antes.
Fosse capaz de criar dentro de mim
Um sofrimento
Uma paixão arrasadora
Que eu jamais sonhei em ter.

Porque no final das contas
Mesmo com todos os motivos 
Que eu tinha pra me apaixonar...

Eu me apaixonei mesmo

Pelo o que eu
Inventei de você...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O Estranho Rumo dos Eventos

 E só porque:

...o destino fez o certo.
...e nossos amigos foram os certos.
...e nossa conversa foi a certa.
...e nosso toque foi certeiro.
...e nosso beijo deu certo.
...e me encantar foi assertivo.
...e querer mais de você é óbvio.

... por um ”certo” desentendimento com o tempo

A gente
Tem tudo pra dar errado...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Interessante

Escute uma história
Conte sua história.
Se surpreenda com uma vida
Surpreenda com sua vida.
Veja mais que a aparência
Seja mais que a aparência.
Se interesse pelo outro
E principalmente
Seja interessante para o outro!

Entenda que:
Não foram as pessoas legais que sumiram da sua volta.
Você que anda preguiçoso demais
Para se permitir conhecer alguém.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Distúrbio do Colapso Das Colônias

E eu não sei que estranho prazer
Esse que te dá
De minimizar nossa história ao nada.
Como se de tudo
Em tudo
E por tudo
O fato de não termos dado certo
Fosse o suficiente para transformar o que fomos
Em algo totalmente irrelevante.

Como se cada palavra
Confidência
Abraço
Carinho
Beijo
E olhares sinceros
(De um tempo que éramos sim sinceros)
Se perdessem.  
Virassem estáticas
Em uma versão sem graça 
Descartável
Do que já fomos.

E nossa existência
Fosse um engano. 
Provavelmente um exagero
Invenção
Coisa da minha cabeça.

Como se o simples fato de você falar pra si mesmo
E pro mundo que não foi nada
Apagasse o que aconteceu.
Te livrasse do fracasso
Não "gastasse" sua sorte.
Te desse só a parte divertida do que aconteceu.

E todo o resto:
O peso
As lembranças
O seu cheiro
A saudade
E essa sensação horrível
De sentir um pouco de você entranhado em tudo

Ficasse só pra mim...

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Somos a Geração

E desde que nascemos
Aprendemos e ouvimos que somos fortes.
Destemidos.
Preparados.
Inteligentes.
Que faríamos tudo se tornar possível com nosso talento.
Que conseguiríamos tudo que sempre almejamos.
Que teríamos sucesso no lado profissional e amoroso.
Mas anos depois...
Estamos mesmo 
Nos tornando uma geração de frustrados.

Crescemos sonhado com uma carreira brilhante e satisfatória.
Um amor de cinema.
Uma vida feliz e perfeita.
Tudo tão simples e programado
Que nos preparamos para tudo
Mas para não ter isso!!

E assim
Somos essa geração “estranha”
Que passou a não valorizar o simples
A sorte.

Que passou a não achar graça de nenhuma no básico.
Em férias que não sejam viajando.
Em qualquer amor
Que não seja intenso nem devaste.

E assim
Somos a geração do impossível
Dos sonhos mirabolantes.

Quantas e quantas vezes já não vimos tantas pessoas
E até nós mesmos
Com um vontade absurda de chutar o balde
Largar tudo
Ir morar em outro país
Abrir uma empresa
Ser rico e famoso.

De descobrir novos sentimentos
De se envolver com o que não temos
Não sentimos
E de sair correndo atrás daquele amor que dilacera.

E assim
Somos a geração que quer tudo
Mas não aceita nada.

Não aceita a vida como ela é.
Não aceita a vitória que existiu até agora.
Não aceita alguém que oferece carinho.

A geração que reclama da sua vida
Mas não abre mão da zona de conforto.

A geração que reclama da falta de amor
Mas não abre mão das escolhas vazias
Ou de dar a chance pra alguém que realmente mereça.

Reclamamos que as pessoas são vazias
Que ninguém se interessa mais por ninguém
Que não tem ninguém interessante.
Mas achamos um saco explicar pra alguém
Quem realmente somos.

E assim
Somos a geração de infelizes
Pobres coitados
Depressivos
Que só enxerga o sentido da vida em grandes feitos.
Como se a felicidade
E o amor
Fossem impossíveis
De achar nos pequenos atos
Nos pequenos gestos
Na simplicidade de um dia a dia.

Somos a geração dos dispensados
“Dispensantes”
E dispensáveis.

A geração dos descartáveis
Do usou gastou.

A Geração dos mimados
“Do quem é fácil não tem graça”
“Se ele gosta de mim tem algo errado”
“Quero tudo que não tenho”.

Dispensamos
Temos medo de viver emoções
Achamos que tudo deve ser como um filme
Uma novela
Com fogos
Amores à primeira vista
Emprego dos sonhos
E assim seguimos na vida:

Infelizes
Com uma vontade absurda de jogar tudo pro alto.

Mas estáticos
Sem nenhum senso de avaliação própria.

Sem a mínima coragem
De abrir mão de nada.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Deu Certo

E a gente deu certo pelo destino.
E a gente deu certo pelos sonhos em comum.
E a gente deu certo pelo jeito que fazíamos nos sentir.
E a gente deu certo pelos sorrisos da manhã.
E a gente deu certo pela amizade.
E a gente deu certo pelo companheirismo.
E a gente deu certo desde o primeiro dia.
E a gente não deu certo pelas escolhas.
E a gente deu certo pelas confidencias.
E a gente deu certo pelo cuidado.
E a gente deu certo pelo carinho.
E a gente deu certo pela força mútua.
E a gente deu certo pelo “vai ficar tudo bem”.
E a gente deu certo porque o que tem de ser tem muita força.
Porque a gente foi assim:
Mesmo com tudo de bom
Com todos os motivos
E sinais a nosso favor.
Foi por um medo
Um motivo irrelevante
Por um detalhe
Que não foi.
Tipo o “não” escrito na oitava linha
Que quase ninguém percebeu
Mas fez toda a diferença...