Pensando na vida e sonhos de um futuro, sempre esbarramos em alguns caminhos ou atos clássicos: Conseguir ou não. Tentar ou desistir e normalmente esses dois extremos são considerados como vitórias ou fracassos sem nenhuma negociação ou abertura para mudar esse quadro. Mas pensando friamente em uma vida cheia de escolhas e necessidades, desistir sempre pode ser considerado um ato de falhar?
Eu não acho desistir na maioria das vezes um ato de falhar ou uma atitude covarde como muitos consideram por aí. Talvez desde os tempos medievais e de guerras, o desistir de algo é ser fraco, é jogar uma vida fora, jogar um trabalho fora, desistir de um ideal, de uma ideologia, mas nos tempos de hoje, a coisa já pode ser vista de maneira diferente.
Parafraseando o conceito de um belo poema, pra mim, em diversas passagens da vida, desistir é sim um ato de coragem, pois ela mostra além de uma noção de bom senso, uma atitude corajosa de entender que aquilo que queremos ou queríamos não é mais possível.
Desistir de um sonho qualquer é ruim, ainda mais o que vem da infância que todos participam como o de ser jogador de futebol, um cantor famoso, mas mostra uma noção muito importante de perceber que a vida continua e passa sem se importar que o sonho dele fica pra trás.
Não estou pregando aqui que não se deve correr atrás de um sonho, mas sim que devemos perceber até onde existe esse meio termo entre a busca do sonho e não enxergar a realidade.
Por exemplo, desistir de um grande amor, além de um ato de bom senso, também é um ato de amor próprio, porque por mais que você queira aquilo, você sonhe com aquilo, desistir daquilo requer de uma coragem muito grande, tanto para se distanciar desse amor, quanto para seguir em frente e tentar não olhar pra trás.
É isso, o ponto principal que eu vejo em ter a coragem de desistir de algo é que logo você terá que ter a força de começar ou recomeçar algo novo, sem mais aquele velho sonho, projeto ou meta ocupando seu pensamento, e isso que é o difícil, pois muitas vezes a pessoa fica acomodada em diversos sonhos, como se eles fossem um ponto de partida para sim se começar a viver, é como aquele que estuda a vida inteira tentando passar em algum concurso, mas se vê escondido atrás disso, se escondendo da vida, tentando ficar ao máximo nessa zona de conforto, achando que a vida é aquilo ou não é... Não... Desistir disso, dos sonhos é sim um ato corajoso, em que cada um tem que assumir pro mundo e pra si mesmo que erra, que foi incapaz, que não deu certo, que vai tentar outras coisas, que talvez não estivesse certo, que outros foram melhores , ou que no fundo... Nem era tão bom assim. Se existe algo mais corajoso que assumir isso pra todo mundo, eu desconheço...
Por isso, acho que não devemos ficar com medo ou vergonha de desistir, porque desistir em várias situações é muito mais agradável do que viver a vida dando murro em ponta de faca.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Quem Vê Até Pensa...
Gostei te ver assim do nada
Mesmo com a blusa que eu não gostava
E sua mãe me olhando desconfiada
Como quem se perguntava quem era eu
Gostei de te ver tão animada
Mesmo com o sol que fazia na praia
E eu sempre olhando para sua cara
Até sua mãe percebeu
O tempo poderia ter sido mais caridoso
Quem sabe se eu tivesse demorado mais no almoço
Teria ficado bem menos nervoso
Por ver você chegando e eu indo
Mas acho que no fundo o destino foi bondoso
Por eu ganhar um beijo tão cheiroso
E só de virar as costas e você virar o pescoço
Já fez valer um domingo
Mesmo com a blusa que eu não gostava
E sua mãe me olhando desconfiada
Como quem se perguntava quem era eu
Gostei de te ver tão animada
Mesmo com o sol que fazia na praia
E eu sempre olhando para sua cara
Até sua mãe percebeu
O tempo poderia ter sido mais caridoso
Quem sabe se eu tivesse demorado mais no almoço
Teria ficado bem menos nervoso
Por ver você chegando e eu indo
Mas acho que no fundo o destino foi bondoso
Por eu ganhar um beijo tão cheiroso
E só de virar as costas e você virar o pescoço
Já fez valer um domingo
Coisas Velhas...
Cinema Mudo
Televisão Preto e Branco
Forno a Lenha
Rádio de Pilha
Relógio de Bolso
Telefone de Disco
Saudade que sinto...
Televisão Preto e Branco
Forno a Lenha
Rádio de Pilha
Relógio de Bolso
Telefone de Disco
Saudade que sinto...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Esperando
To te esperando
Meu cabelo tá até ficando branco
Você disse que não demoraria tanto.
Mas nada de chegar
To te esperando
Já to ficando meio tonto
Com meu estômago que ta rocando
E nada de você ligar
To te esperando
Pra você falar o ponto de encontro
O nosso sol já ta se pondo
E nem o que fazer eu sei
To te esperando
Com a saudade que não tem tamanho
Com sua promessa que já tava voltando
E eu acreditei...
To te esperando
Com um monte de segredo deste ano
Já nem me lembro desde quando
Esperando ouvir os seus também
To te esperando
Mas confesso que por mais que ando
Que de ti pra todo mundo eu conto
No fundo eu sei que você não vem...
Meu cabelo tá até ficando branco
Você disse que não demoraria tanto.
Mas nada de chegar
To te esperando
Já to ficando meio tonto
Com meu estômago que ta rocando
E nada de você ligar
To te esperando
Pra você falar o ponto de encontro
O nosso sol já ta se pondo
E nem o que fazer eu sei
To te esperando
Com a saudade que não tem tamanho
Com sua promessa que já tava voltando
E eu acreditei...
To te esperando
Com um monte de segredo deste ano
Já nem me lembro desde quando
Esperando ouvir os seus também
To te esperando
Mas confesso que por mais que ando
Que de ti pra todo mundo eu conto
No fundo eu sei que você não vem...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Cidade Desespero
O bicho ta pegando... Mais uma vez.
Nem sei se já falei sobre isso, ou se já usei esse título. Se não usei é sinal que sou criativo, se já usei é sinal que situação ta mesmo braba... Logo, me saio bem de qualquer maneira.
Então... Nessas últimas 48 horas o terror tomou conta do Rio de uma forma ainda mais intensa. Bandidos fazem pressão, mas não se sabe exatamente porque, a polícia não consegue controlar, não se sabe exatamente porque... E a população, sem saber o que fazer, nem porque...
Vários são os pontos para ser abordados aqui que talvez bateriam meu recorde de palavras em um só post, mas será que adiantaria?
Indo pra ficção, a situação do Rio lembrou-me do último filme do Batman em que o Coringa espalha o terror de diversas formas para conseguir o que quer... É... Lá é ficção e aqui não temos Batman.
Mas começando pelo começo (óbvio), novamente eu volto a citar e gritar para todos que o grande culpado disso, ou quem tem a maior parcela de culpa é o “usuário de vez em quando”. Sim, é o cara que gosta de fumar, cheirar, comprar coisas roubadas, participar de coisas ilícitas e acaba contribuindo no final para o tráfico ter dinheiro e investir pesado em materiais de guerra ou até mesmo seduzindo jovens e cada vez mais pessoas a participar do mesmo.
Quando eu digo usuário de vez em quando, eu não falo do viciado, porque esse, infelizmente já não tem mais controle pelas suas escolhas, mas sim eu falo da galera que gosta de fumar um pra se divertir, que gosta de cheirar, principalmente os que têm um nível sócio econômico considerável e são os primeiros a reclamarem por aí da violência, do absurdo e do Governo. Minha gente, mesmo não querendo... Vocês são os grandes culpados e se reclamarem comigo, lembrarei isso.
Não querendo jogar só para um lado, a grande parte da sociedade também tem culpa quando compra coisas ilegais, coisas roubadas ou dá aquela propina, aquele suborno tentando assim dobrar o sistema... Diz-me, quem não se enquadra no quadro citado a cima?
Mas... Tudo isso não justifica, o Governo também tem sua parte de culpa.
Achei essa coisa da UPP uma ação totalmente despreparada e bem maliciosa logo no ano de Eleições, já que como alguém tira o bandido da favela e acha que ele sumiria no espaço? Não... Ele vai ficar por aí, tentando modos de sobreviver através de arrastão, assaltos, seqüestros etc... Até onde uma coisa compensa a outra?
Sinceramente, eu acho que o Governo e a Polícia deveriam ser mais duros no que diz respeito a esses “elementos”, acho sim que em alguns casos, prender não adiantaria e matar talvez fosse sim a solução... E os direitos humanos? Sim... Eu queria ver essa galera defensora dos direitos humanos perderem um filho, uma mãe, ou um ente querido para essa marginalidade se eles continuariam achando a mesma coisa.
Pode não parecer, mas se analisarmos friamente que cada vítima que vemos, que cada pessoa que sofre com a violência, leva mais tantas com elas. Mesmo não sendo conhecidas, são pessoas que podem ter filhos, pais, mães, parentes e tudo mais. Isso não é filme e cada pessoa que morre ou sofre com essa violência não é figurante. Pode não parecer mais são pessoas.
Mas pouco importa, porque pro Governo ou para pessoas do alto escalão, isso não afeta muito. Por isso o discurso de que “façam tudo normalmente”, e a população fica preocupado sem saber como agir, se deve ou não ir, já que a imprensa ainda mais sensacionalista ajuda a divulgar o pânico. Será que um patrão entenderia se o funcionário não fosse trabalhar com medo?
Não entendo porque o Governo ou o País não faz nada para conter isso. O que falta? Dinheiro? E a quantidade de dinheiro que entra no Estado através de inúmeras fontes como arrecadação de impostos e de multas. Não é suficiente? Então onde ele entra que ninguém vê?
Mas eu acho que no fundo já sei... Enquanto os bandidos estão tocando o terror em nossa cidade, o Governo está sem contingente Policial para combater a criminalidade porque MEGA operações da Lei Seca estão sendo feitas por aí... Afinal, dirigir e beber deve realmente ser muito pior que matar...
Nem sei se já falei sobre isso, ou se já usei esse título. Se não usei é sinal que sou criativo, se já usei é sinal que situação ta mesmo braba... Logo, me saio bem de qualquer maneira.
Então... Nessas últimas 48 horas o terror tomou conta do Rio de uma forma ainda mais intensa. Bandidos fazem pressão, mas não se sabe exatamente porque, a polícia não consegue controlar, não se sabe exatamente porque... E a população, sem saber o que fazer, nem porque...
Vários são os pontos para ser abordados aqui que talvez bateriam meu recorde de palavras em um só post, mas será que adiantaria?
Indo pra ficção, a situação do Rio lembrou-me do último filme do Batman em que o Coringa espalha o terror de diversas formas para conseguir o que quer... É... Lá é ficção e aqui não temos Batman.
Mas começando pelo começo (óbvio), novamente eu volto a citar e gritar para todos que o grande culpado disso, ou quem tem a maior parcela de culpa é o “usuário de vez em quando”. Sim, é o cara que gosta de fumar, cheirar, comprar coisas roubadas, participar de coisas ilícitas e acaba contribuindo no final para o tráfico ter dinheiro e investir pesado em materiais de guerra ou até mesmo seduzindo jovens e cada vez mais pessoas a participar do mesmo.
Quando eu digo usuário de vez em quando, eu não falo do viciado, porque esse, infelizmente já não tem mais controle pelas suas escolhas, mas sim eu falo da galera que gosta de fumar um pra se divertir, que gosta de cheirar, principalmente os que têm um nível sócio econômico considerável e são os primeiros a reclamarem por aí da violência, do absurdo e do Governo. Minha gente, mesmo não querendo... Vocês são os grandes culpados e se reclamarem comigo, lembrarei isso.
Não querendo jogar só para um lado, a grande parte da sociedade também tem culpa quando compra coisas ilegais, coisas roubadas ou dá aquela propina, aquele suborno tentando assim dobrar o sistema... Diz-me, quem não se enquadra no quadro citado a cima?
Mas... Tudo isso não justifica, o Governo também tem sua parte de culpa.
Achei essa coisa da UPP uma ação totalmente despreparada e bem maliciosa logo no ano de Eleições, já que como alguém tira o bandido da favela e acha que ele sumiria no espaço? Não... Ele vai ficar por aí, tentando modos de sobreviver através de arrastão, assaltos, seqüestros etc... Até onde uma coisa compensa a outra?
Sinceramente, eu acho que o Governo e a Polícia deveriam ser mais duros no que diz respeito a esses “elementos”, acho sim que em alguns casos, prender não adiantaria e matar talvez fosse sim a solução... E os direitos humanos? Sim... Eu queria ver essa galera defensora dos direitos humanos perderem um filho, uma mãe, ou um ente querido para essa marginalidade se eles continuariam achando a mesma coisa.
Pode não parecer, mas se analisarmos friamente que cada vítima que vemos, que cada pessoa que sofre com a violência, leva mais tantas com elas. Mesmo não sendo conhecidas, são pessoas que podem ter filhos, pais, mães, parentes e tudo mais. Isso não é filme e cada pessoa que morre ou sofre com essa violência não é figurante. Pode não parecer mais são pessoas.
Mas pouco importa, porque pro Governo ou para pessoas do alto escalão, isso não afeta muito. Por isso o discurso de que “façam tudo normalmente”, e a população fica preocupado sem saber como agir, se deve ou não ir, já que a imprensa ainda mais sensacionalista ajuda a divulgar o pânico. Será que um patrão entenderia se o funcionário não fosse trabalhar com medo?
Não entendo porque o Governo ou o País não faz nada para conter isso. O que falta? Dinheiro? E a quantidade de dinheiro que entra no Estado através de inúmeras fontes como arrecadação de impostos e de multas. Não é suficiente? Então onde ele entra que ninguém vê?
Mas eu acho que no fundo já sei... Enquanto os bandidos estão tocando o terror em nossa cidade, o Governo está sem contingente Policial para combater a criminalidade porque MEGA operações da Lei Seca estão sendo feitas por aí... Afinal, dirigir e beber deve realmente ser muito pior que matar...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mas quem sabe...
Outros deviam ser melhor que eu
Quem sabe uns 10
Quem sabe mais
Só fiquei sabendo disso
Nem quis saber de mais
Ou não
Que injusto eu...
Mas quem sabe você se enganou
Confundiu meu nome
Minha idade
Meu email
E eu to te culpando
Erros acontecem
Mas quem sabe você não me afasta de tentar de novo
Não vou ter vergonha na cara
Amor próprio
Ou um bando de coisas que os perdedores falam
Pra justificar
O obvio...
Outros eram melhores...
Ou novamente não
Mas quem sabe talvez você não tenha entendido o que eu quis dizer
Talvez eu não tenha lido o seu manual
A sua cartilha direito
E nem você a minha
E ficamos por aí...
Por aqui
Eu meses
Ou menos
Esperando você pra me escolher
E no fundo você
Sem ao menos saber
Que eu existia
Mas quem sabe...
Quem sabe uns 10
Quem sabe mais
Só fiquei sabendo disso
Nem quis saber de mais
Ou não
Que injusto eu...
Mas quem sabe você se enganou
Confundiu meu nome
Minha idade
Meu email
E eu to te culpando
Erros acontecem
Mas quem sabe você não me afasta de tentar de novo
Não vou ter vergonha na cara
Amor próprio
Ou um bando de coisas que os perdedores falam
Pra justificar
O obvio...
Outros eram melhores...
Ou novamente não
Mas quem sabe talvez você não tenha entendido o que eu quis dizer
Talvez eu não tenha lido o seu manual
A sua cartilha direito
E nem você a minha
E ficamos por aí...
Por aqui
Eu meses
Ou menos
Esperando você pra me escolher
E no fundo você
Sem ao menos saber
Que eu existia
Mas quem sabe...
Muitos por aí...
Eu assumo a culpa que me colocaram
Assumo o papel que recebi
E como um ator
Eu encarnei
Eu disse o que me contaram
Passei o que ouvi
E como um bom atravessador
Eu repassei
No fundo foi armado
Acharam que eu não agüentaria
Se bobear foi apostado
Devo ser previsível
E eu agi como programado
Confirmando minha biografia
Fiz o que era esperado
Sou incorrigível
E dessa vez sem arrependimentos
Falei porque quis
Contei porque achei devia
E no fundo fiquei bem
Nem me importei com os sentimentos
Por isso fiz o que fiz
Expus o que sentia
Será que não fariam isso também?
E tanto faz esse “fazer”
Pra sinceridade não dá pra voltar
Se algum colega por isso eu perdi
Certamente não seria o primeiro
Então, dane-se o que vão dizer
Foda-se o que vão falar
Não ligo de assumir
“Eu sou fofoqueiro”
Assumo o papel que recebi
E como um ator
Eu encarnei
Eu disse o que me contaram
Passei o que ouvi
E como um bom atravessador
Eu repassei
No fundo foi armado
Acharam que eu não agüentaria
Se bobear foi apostado
Devo ser previsível
E eu agi como programado
Confirmando minha biografia
Fiz o que era esperado
Sou incorrigível
E dessa vez sem arrependimentos
Falei porque quis
Contei porque achei devia
E no fundo fiquei bem
Nem me importei com os sentimentos
Por isso fiz o que fiz
Expus o que sentia
Será que não fariam isso também?
E tanto faz esse “fazer”
Pra sinceridade não dá pra voltar
Se algum colega por isso eu perdi
Certamente não seria o primeiro
Então, dane-se o que vão dizer
Foda-se o que vão falar
Não ligo de assumir
“Eu sou fofoqueiro”
Assinar:
Postagens (Atom)