terça-feira, 4 de agosto de 2009

Candidato da moda

O Sarney virou o alvo da moda, os veículos de comunicação resolveram explorar o máximo tudo que ele fez (sim, só agora), as pessoas não param de falar, os adversários acham um “absurdo” o que ele fez (como se já não soubessem de tudo isso antes), pessoas na rua cobram providências e culpam o governo, sempre o governo, pela situação lamentosa que vive a nossa política nacional, mas aí eu pergunto foi o governo que colocou o Sarney lá?
Eu não entendo porque as pessoas ficam tão incomodadas assim com atitudes como a do Sarney já que elas o elegeram. Sim, você pode dizer: “Mas ele não é do meu Estado”, porém todos nós votamos muito mais em nomes, carisma, aparência do que em idéias propriamente ditas.
Quer uma prova disso? Se pegarmos as eleições dos últimos anos vamos constatar que nos cargos de Deputado e Vereadores os grandes campeões são pessoas públicas que em na maioria dos casos nunca tiveram contato com a política. Nessa lista podemos falar de nomes como Clodovil, Frank Aguiar, Wagner Montes, Túlio Maravilha entre outros...
Pior ainda que eleger nomes que nunca tiveram contatos com a política é o de eleger nomes que já tiveram o contato desastroso com a política nacional, nessa lista eu posso citar entre os mais conhecidos, Sarney, Collor e Maluf.
Aí eu pergunto uma sociedade que elege nomes como esses, apenas por serem nomes conhecidos, merecem reclamar de algo? Acho que temos que aceitar sim tudo isso que está acontecendo e refletir que enquanto pessoas “pops” continuarem sendo eleitos e a eleição for ganha porque candidatos ficam cada vez mais conhecido, situações como essa vão ser cada vez mais comuns.
Em outras palavras, eu espero sinceramente que em um futuro talvez não tão distante assim, as eleições sejam vencidas realmente por idéias e programas de campanha e não apenas por Marketerios e Publicitários... Salve Duda Mendonça

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Teatro

A falta de memória não é minha
Mas me afeta
Me baseio pelos outros
Mas nem sempre outros são os certos
Espero por meses
Que ainda não chegaram
E nem vão chegar
Como em um filme que passou
E eu não vi
Sei lá por que...
Espero algo me levar
Levar-me pra onde tenho que ir
Não tenho mais controle de tudo
Não do que me interessa
Tudo que se movimenta
Acho que vai me dizer algo
Diz, mas não me interessa
Parece que vivo um teatro
Em que o roteiro
Não foi mais escrito por mim
Mas no fundo eu achava que tinha sido
Então fecho os olhos
Volto para meu palco
Com meu roteiro
Minha cena
E minha direção
Olho em volta não tem ninguém
Não tem ator
Ajudante
Nem platéia
Só uma multidão de vazio
Em que pessoas inexistentes
Fazem papéis que não me interessam
Na verdade, já serviram
Mas já não servem mais
Ontem à noite pela primeira vez eu dormi cedo
Mas mesmo assim perdi a hora...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vai entender

É só olhar pro lado com um pouco de atenção que a gente logo se depara com alguém com febre, dor de garganta, dor no corpo, moleza, entre outras coisas. Vendo esse quadro sempre tem algum gênio que diz: “Isso deve ser a virose que anda por aí” (engraçado que a virose sempre anda por aí, ela nunca vai embora).
Agora o quadro se agravou, todo resfriado ou tosse que aparece logo tem aquela piadinha: “Olha a gripe suína hein...”
È a nova onda, é a doença da moda que emplacou e desde que surgiu só perdeu espaço na mídia para o acidente do Airbus e da morte do Michael Jackson.
Mesmo depois de tanto tempo a doença ainda continua em evidência, porém ninguém sabe ao certo o que fazer. Dizem que os sintomas são como a da gripe comum (até aí não me disseram nada) e se você ligar para o atendimento sobre a gripe, eles mandam você procurar um posto especializado... Se eles mandam você procurar um posto, por que existe um telefone para você ligar?
Eu também não sei ao certo, mas dizem que certos hospitais você não deve ir, porque se você não tiver a gripe suína você corre o risco de pegar... E agora José?
Algumas medidas que eu não entendi muito bem foram tomadas como a de prolongar as férias, trocar bebedouros por copos descartáveis, tentando assim evitar aglomerações... Mas será isso realmente suficiente e necessário? Será que todas as pessoas que não foram para o colégio tentando evitar o contágio de gripe suína, deixaram de ir para uma boate e ter contato com aglomeração? Ou até cinemas que desligaram escadas rolantes para a pessoa não colocar a mão no corrimão, mas ficam trancadas em uma sala com várias pessoas do mesmo jeito... Eu hein... Parece coisa de Português (brincadeirinha)
O que eu não entendo é que as autoridades pedem para não ser feito alarde, pois dizem que não é necessário, porém, medidas como essas soam como algo bem apocalíptico e irreversível... Realmente eu não sei em que lado me colocar...
A parte engraçada nisso tudo é a preocupação que temos, mas não porque temos, mas porque nos fazem ter, e a gripe suína é um exemplo disso, pois como eu li em algum lugar, menos de 2000 mil pessoas morreram e todo mundo quer usar máscara, milhões de pessoas morrem de AIDS em todo mundo, e muita gente se recusa a usar camisinha... Vai entender...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Quem? Eu?

Todo mundo pelo menos alguma vez na vida já teve um ídolo em que em alguns momentos já quis ser. Normalmente crianças gostam de tentar se vestir igual, falar igual, e principalmente serem iguais aos seus ídolos. Quem nunca comeu espinafre pra ficar igual ao Popeye? Eu mesmo confesso que furei as duas orelhas porque queria me parecer com o Dado Villa-Lobos (Um grande abraço, Dado). Bons tempos aquele em que o que bastava era algo para se acreditar.
Hoje em dia não necessariamente queremos ser nossos ídolos, mas sim, queremos ser alguém que está em uma situação melhor que a nossa...se pudéssemos ser um pouquinho de cada um já estava valendo.
Na verdade, em certos momentos não queremos ser ninguém, apenas não queremos ser nós mesmos. Quem em uma situação de dificuldade já não falou: “Nossa, como eu não queria ser eu”, e seriamos o quê? Nada? Tem gente que vive a vida inteira assim e se diz feliz.
Tem pessoas em que o grau de deficiência mental é tão grande que por momentos queria ser um objeto ou um animal, mas aí eu pergunto ser outra pessoa ou outra coisa em momentos bons é bom, mas você seria essa pessoa também nos momentos ruins?
Todo ser humano por melhor ou pior que seja tem seus momentos íntimos de glória e frustração. Se alguém quisesse ser o Romário em 94, o grande nome do Tetra, agora teria que pagar pensão, teria que perder carros e até o apartamento devido a um negócio totalmente mal planejado de Pirâmide. Querer ser um campeão Olímpico em uma Olimpíada deve ser fenomenal, porém amargar a derrota para um concorrente não deve ser tão bom assim...Ser o Ronaldo dos gols deve ser maravilhoso, mas viver como ele (sem duplo sentido) sendo piada de viúvo de travesti não é mole.
Caetano Veloso em uma música diz que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, mas eu discordo (desculpa, Caetano). Acho que todo mundo sabe muito bem reclamar da dor de ser quem é, mas a delícia, sei lá... Tem muita gente que ainda acha ela amarga...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Talento ou Sorte?

Segundo especialistas todos nos temos um dom (tudo bem, nunca vi especialistas falarem isso, mas eles falam tantas coisas que devem ter falado isso também).
Eu sempre persegui o meu dom em esportes e descobri que ele nunca existiu, porém sempre tive uma grande facilidade com jogos eletrônicos, coisa de NERD né, mas a vida sempre nos compensa em alguma coisa... Enfim a questão é quantas pessoas tem o dom, mas não sabem que tem o dom porque nunca tiveram a chance de mostrá-lo...
Confuso, né? vou explicar melhor. Quantas pessoas poderiam ser melhor do que os que existem por aí, porém não tiveram a chance de ter contato com determinada coisa e assim, viveram e morreram no anonimato.
Será que não existe ninguém no mundo melhor que o Phelps, porém vive em uma comunidade carente e nunca aprendeu a nadar? Será que o Ronaldo seria o Ronaldo se nascesse em algum país da Europa e jogasse apenas Polo? Quantas poderiam ganhar um Grand Slam, porém nunca seguraram em uma raquete de tênis? Ou quantos Brasileiros poderiam ser astros do Baseball, mas nunca viram nem uma bola de perto.
Essa questão não se resume somente no esporte, mas em profissões em geral. Quantos publicitários não poderiam ter sido bons médicos? (inclusive eu acho que seria... rs), quantos dentistas não seriam excelentes engenheiros? Ou quantos advogados poderiam salvar ao invés de presos, baleias, se tivessem sido Biólogos Marinho?
Enfim, é engraçado pensarmos que para termos sucesso em algo, acima de ter talento e dedicação precisamos da sorte de ter contato com determinada situação que nos mostre que caminho seguir, e devido a isso eu vou morrer achando que eu seria um excelente jogador de Cricket, mas nunca tive a oportunidade de jogar...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Baader Meinhof Blues

Confesso estar muito ansioso para assistir um filme alemão chamado “O Grupo Baader Meinhof". Na verdade não sei se esse filme vai chegar a passar nos grandes cinemas ou se vou ter que procurar um dos alternativos para ver, enfim...
Para quem não conhece o grupo Baader Meinhof foi como ficou conhecido a Facção do Exército Vermelho Alemão; uma organização guerrilheira e terrorista alemã de extrema-esquerda da década de 70 na antiga Alemanha Ocidental.
Então, esse filme deve ser bem interessante, pois na minha visão esse grupo é um exemplo de como violência realmente gera violência.
Iniciado no movimento estudantil, ao perceber que o único jeito de conseguir acabar com a violência no mundo era aderindo à mesma, é dado assim início a uma onda de violência e terror. Vale a pena conferir.
Mas o que quero dizer é que a violência sempre existiu na humanidade e desde os seus primórdios existem vários tipos e categorias de violência. Guerras gigantescas foram travadas, pessoas foram queimadas injustiçadas, até Cristo foi cruficicado, pessoas foram mortas e torturadas por terem um ideal, enfim, não é de hoje que a violência sempre existiu.
Mas se analisarmos a evolução da humanidade e o aumento da violência, elas deveriam ser inversamente proporcionais, pois nos primórdios da humanidade os homens faziam guerras para resolver questões políticas. Hoje nós temos líderes para resolver essas questões. Se antes existiam pessoas queimadas em praças públicas, hoje nós temos cadeias e tribunais para decidir isso e se antes pessoas eram mortas sem motivo qualquer, hoje temos conscientização de que uma vida sempre será uma vida.
Mas porque a violência continua grande? Será culpa de quem? Da má distribuição de renda? Da índole de cada um? Da sociedade? Da natureza autodestrutiva humana? Vai saber...
Eu acho muito triste vivermos totalmente expostos a “sorte” de sermos ou não assaltados, de sermos ou não vítimas de sequestros relâmpagos, vítimas de brigas em estádios de futebol, de agressões verbais sem qualquer motivo aparente (sim, isso também é um tipo de violência). Temos que nos policiar com quem vamos debater ou discutir, pois essa pessoa pode sem mais nem menos agir com uma violência pra cima de nós. Alguém percebe o quanto isso tudo é surreal?
Quem realmente tem culpa nisso tudo, eu me pergunto. Acabar com o tráfico de drogas seria possível se eles quiserem? E isso acabaria com a violência? Fazer um desarmamento da população acabaria com a violência? E seria isso suficiente?
Pra mim, essas questões têm que vir da base, o mundo em si tem que ensinar as pessoas a terem valores morais. Na educação temos que mostrar que a violência em qualquer de suas formas não leva ninguém a lugar nenhum. E só a teoria não adianta. Do que adianta consciência que não devemos causar violência, se a nossa vida nos mandar agir como tal? Temos que dar emprego, estrutura, alimentação, enfim dar escolhas para as pessoas não terem que entrar no mundo do crime e ser mais uma nessa triste estatística.
E a lição não se resume somente a sociedade.É fundamental que os pais ensinem seus filhos valores para serem pessoas de bem.
Outro ponto importante é que poderia ser feito também uma maior rigidez na lei em cima de qualquer tipo de violência. Por que alguém que não paga pensão é preso e alguém que agride alguém não é? Por que alguém que tomou um chopp e dirigiu é tratado como um marginal ou como um criminoso, mas alguém que briga em uma boate não é?
Enfim, de nada adianta participar de passeatas pela morte injusta de alguém e chegar em casa e gritar com um empregado... Faça sua parte!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Caminho

Vejo o caminho
Mas canto e disfarço
Se ele fosse tão certo por que tem tanta gente voltando?
Outra música toca
Lembrei-me de algo que se foi
Nem tudo que nasce
Acaba do jeito que é
Sinais vêm de onde menos espero
Viajo para longe
Para um novo mundo no mesmo lugar
Ele chega a ser tão perto do distante que dá até preguiça de voltar
Lá eu vejo uma nova verdade
Cheia de erros e novidades passadas
Tem novas pessoas conhecidas
Elas dizem oi
Dão-me a mão
Eu não preciso da mão de ninguém
Na verdade eu só finjo que não preciso
Dizem que o tempo resolve tudo
Na verdade o tempo não resolve nada
É só uma desculpa para o que não aconteceu
Continuo no caminho
Mas não sei se vou ou volto
Tudo me parece igual
Para no meio do caminho
Olho em volta
Não tem pedras
Nem é belo
Não tem mato
Nem tem gente
Não tem mais música
Nem som
E só assim eu percebo
Que o caminho nunca é solução
O caminho é só um caminho e nada mais...