Pegando gancho em uma linha mais light de escrita (aproveitem porque dura pouco) estive pensando ou tentando entender de onde vem a afinidade. Por que gostamos de alguém ou não gostamos antes mesmo de conhecer.
Na infância e na adolescência todo mundo já viveu aquela história de “não vou com a cara”, seja sendo a pessoa que fala ou a que escuta. Mas porque as amizades que surgem na infância e na adolescência são mais duradoras? Normalmente os grandes amigos que levamos para a vida surgem nessa época, por quê?
Alguns podem dizer que é porque nessa fase da vida que geralmente temos menos responsabilidade, nossa vida se resume a estudar e com isso temos mais tempo livre para interagir. Será só isso? Tenho uma visão diferente, e acho que nessa fase da vida as pessoas são elas mesmas, não usam tantas máscaras, não tem tanto medo ou pudor de se envolver com alguém, elas são mais simples, menos interesseiras, se contentam com pouco ou quase nada.
Pare pra pensar como antes todos se divertiam muito mais com muito menos, as situações não precisavam ser grandiosas para ser especiais. Bastava alguns bons amigos, algumas aventuras e pronto, estava ali uma história para a vida inteira.
Com o tempo tudo fica muito complicado, as coisas têm que ser grandiosas demais para serem legais e as pessoas tem que dar cada vez mais para parecerem interessantes, existe no fundo uma disputa por certas amizades, pessoas acabam sendo quem elas não são, para parecer mais legais pra alguém, triste né?
A afinidade passa a se restringir com quem está perto de você, as opções diminuem, falamos com muitas pessoas, mas não conhecemos ninguém. Temos listas cheias de amigos no MSN e no Orkut e não sabemos nada sobre eles, apenas o superficial e no máximo descobrimos a tão perguntada “boa do fim de semana”.
Pare pra pensar nas últimas pessoas que você conheceu e tem contato, o que sabe sobre ela? Sabe dos pais? Sabe se tem irmãos? Sabe do que faz? Dos Sonhos? De nada adianta saber pra onde foi ou vai, se não sabemos quem cada um realmente é.
O mais engraçado é que às vezes jogamos fora anos de amizade por um simples desentendimento e aquela pessoa que era seu confidente, seu amigo, acaba sendo apenas mais um de uma multidão de pessoas que ficaram pra trás, e depois de um tempo você já nem lembra o porquê.
Mas voltando ao assunto principal, por que escolhemos alguém para ser amigo? Será interesse? Será alguma idéia em comum? Será aparência? Será falta de opção? Eu prefiro acreditar que é destino, pois em um mundo em que temos cada vez mais conhecidos, e menos amigos, é o que me resta acreditar...
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
O Portão
Em um mundo cada vez mais corrido (toda redação do 2º grau eu começava assim) as relações interpessoais ao vivo (isso é redundante? Acho que não né) ficaram cada vez mais distantes.
Amigos, namorados e afins estão se vendo cada vez menos devido toda a tecnologia de telefones, e-mails, sites de relacionamentos que suprem aparentemente toda essa barreira de tempo. Cada vez mais as palavras, sejam elas escritas ou não, estão mais fortes, e uma dúvida fica no ar: A comunicação só existe com palavras?
Os gestos estão ficando cada vez mais frios e distantes, o MSN até tenta fazer aquelas carinhas, mas é tudo tão confuso, frio e sem sentido. Os olhares apaixonados ou de desprezo para onde foram? A mentira ficou mais fácil de ser dita, o olho no olho já virou uma coisa démodé. Hoje em dia só escrevemos, escrevemos e escrevemos (inclusive esse que vós falas).
Passamos horas de frente para o computador, horas nos telefone e assim achamos que estamos mantendo contato com aqueles que gostamos, e estamos sim, mas é o bastante?
Para onde estão indos os olhares apaixonados? Os pequenos gestos de carinho, aquele momento de silêncio em que dizemos mais do que horas falando pelo telefone, para onde foram?
Estamos cada vez mais “experts” em descrever coisas, em publicar livros, em traduzir tudo o que sentimos para palavras, mas certas coisas não dá para traduzir...
È possível traduzir um olhar? É possível traduzir um sorriso? È possível traduzir um choro de saudade ou uma gargalhada sincera de uma situação realmente engraçada?
Um abraço ou o beijo consegue dizer muito mais coisas do que qualquer pessoa jamais pode contar. As palavras mentem, alguns gestos não. As palavras se perdem, são esquecidas, mas os gestos são eternos. Você pode esquecer o que uma pessoa te disse, mas duvido que esqueça o jeito que ela fez você se sentir, normalmente em momento em que ninguém disse uma palavra...
Felizes são aqueles que vivem intensamente de sentimentos e costumo sempre dizer que pra mim feliz de verdade deve ser o nosso Rei Roberto Carlos que certa vez cantou: “Eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo...”
Amigos, namorados e afins estão se vendo cada vez menos devido toda a tecnologia de telefones, e-mails, sites de relacionamentos que suprem aparentemente toda essa barreira de tempo. Cada vez mais as palavras, sejam elas escritas ou não, estão mais fortes, e uma dúvida fica no ar: A comunicação só existe com palavras?
Os gestos estão ficando cada vez mais frios e distantes, o MSN até tenta fazer aquelas carinhas, mas é tudo tão confuso, frio e sem sentido. Os olhares apaixonados ou de desprezo para onde foram? A mentira ficou mais fácil de ser dita, o olho no olho já virou uma coisa démodé. Hoje em dia só escrevemos, escrevemos e escrevemos (inclusive esse que vós falas).
Passamos horas de frente para o computador, horas nos telefone e assim achamos que estamos mantendo contato com aqueles que gostamos, e estamos sim, mas é o bastante?
Para onde estão indos os olhares apaixonados? Os pequenos gestos de carinho, aquele momento de silêncio em que dizemos mais do que horas falando pelo telefone, para onde foram?
Estamos cada vez mais “experts” em descrever coisas, em publicar livros, em traduzir tudo o que sentimos para palavras, mas certas coisas não dá para traduzir...
È possível traduzir um olhar? É possível traduzir um sorriso? È possível traduzir um choro de saudade ou uma gargalhada sincera de uma situação realmente engraçada?
Um abraço ou o beijo consegue dizer muito mais coisas do que qualquer pessoa jamais pode contar. As palavras mentem, alguns gestos não. As palavras se perdem, são esquecidas, mas os gestos são eternos. Você pode esquecer o que uma pessoa te disse, mas duvido que esqueça o jeito que ela fez você se sentir, normalmente em momento em que ninguém disse uma palavra...
Felizes são aqueles que vivem intensamente de sentimentos e costumo sempre dizer que pra mim feliz de verdade deve ser o nosso Rei Roberto Carlos que certa vez cantou: “Eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo...”
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Beat it
Já não me lembro ao certo quando foi a primeira vez que ouvi. Na verdade provavelmente não entendi uma palavra do que ele dizia, mas lembro que desde a infância as músicas de Michael Jackson fizeram parte da minha vida.
Lembro de quando ganhei meu tão sonhado Master System em 89 (sim, eu sou velho), o primeiro jogo que tive foi Moonwalker. Como eu e minha irmã jogamos aquele jogo.
Aí, ontem fico sabendo que Michael Jackson morreu e é estranho eu me chocar de certa forma com isso, até porque eu nem o conhecia ou nem sabia mais nada demais dele nos últimos tempos, mas eu fiquei no mínimo “pensativo” e comecei a refletir.
Quando pensamos em Michael Jackson infelizmente a música é deixada de lado e nos lembramos dos inúmeros escândalos, de suas fases brancas e pretas, de suas inúmeras cirurgias plásticas, suas atitudes extravagantes e estranhas, para só assim pensarmos na música.
Indiscutivelmente a música dele não pode ser criticada ou nem ao mesmo comparada, já que não podemos classificar a música antes e depois de Michael Jackson, mas pessoalmente realmente ele deixou muito a desejar.
Nós (inclusive eu) gostamos de mostrar o pior dos nossos ídolos, acho que porque assim nos sentimos mais próximos, meio que como se disséssemos: “Viu eles também erram, são pessoas como nós...” , procuramos sempre o pior, deixando em segunda mão todos os talentos e os feitos positivos daquela pessoa.
Alguém já parou pra pensar que talvez nós temos nossa parcela de culpa em tudo isso? Será que a histeria por determinado ídolo, a perseguição de veículos de comunicação, a falta de privacidade constante também não ajudam para certo desequilíbrio mental e emocional da pessoa? (mas a questão da pedofilia não tem justificativa)
Tudo bem, alguém pode dizer que isso é a escolha de cada um, sim é, mas no caso do Michael Jackson, será que realmente foi?
Desde criança ele era obrigado pelo pai a ensaiar, cantar e fazer shows não vivendo uma infância normal como toda criança. Sua vida foi totalmente dedicada ao showbizz, e isso sempre tem um preço.
Depois de um tempo fica muito difícil voltar atrás, o sucesso é um caminho sem volta para quem o alcança em proporções gigantescas e depois dele o que vem não tem nada de glamour.
Posso até me arriscar a concluir que nós podemos até não ser culpados pela morte de Michael Jackson, mas temos sim a nossa parcela de culpa por ele ter morrido sem ao menos saber direito quem ele era, sem ao menos saber mais se era animal, vegetal ou mineral...
Lembro de quando ganhei meu tão sonhado Master System em 89 (sim, eu sou velho), o primeiro jogo que tive foi Moonwalker. Como eu e minha irmã jogamos aquele jogo.
Aí, ontem fico sabendo que Michael Jackson morreu e é estranho eu me chocar de certa forma com isso, até porque eu nem o conhecia ou nem sabia mais nada demais dele nos últimos tempos, mas eu fiquei no mínimo “pensativo” e comecei a refletir.
Quando pensamos em Michael Jackson infelizmente a música é deixada de lado e nos lembramos dos inúmeros escândalos, de suas fases brancas e pretas, de suas inúmeras cirurgias plásticas, suas atitudes extravagantes e estranhas, para só assim pensarmos na música.
Indiscutivelmente a música dele não pode ser criticada ou nem ao mesmo comparada, já que não podemos classificar a música antes e depois de Michael Jackson, mas pessoalmente realmente ele deixou muito a desejar.
Nós (inclusive eu) gostamos de mostrar o pior dos nossos ídolos, acho que porque assim nos sentimos mais próximos, meio que como se disséssemos: “Viu eles também erram, são pessoas como nós...” , procuramos sempre o pior, deixando em segunda mão todos os talentos e os feitos positivos daquela pessoa.
Alguém já parou pra pensar que talvez nós temos nossa parcela de culpa em tudo isso? Será que a histeria por determinado ídolo, a perseguição de veículos de comunicação, a falta de privacidade constante também não ajudam para certo desequilíbrio mental e emocional da pessoa? (mas a questão da pedofilia não tem justificativa)
Tudo bem, alguém pode dizer que isso é a escolha de cada um, sim é, mas no caso do Michael Jackson, será que realmente foi?
Desde criança ele era obrigado pelo pai a ensaiar, cantar e fazer shows não vivendo uma infância normal como toda criança. Sua vida foi totalmente dedicada ao showbizz, e isso sempre tem um preço.
Depois de um tempo fica muito difícil voltar atrás, o sucesso é um caminho sem volta para quem o alcança em proporções gigantescas e depois dele o que vem não tem nada de glamour.
Posso até me arriscar a concluir que nós podemos até não ser culpados pela morte de Michael Jackson, mas temos sim a nossa parcela de culpa por ele ter morrido sem ao menos saber direito quem ele era, sem ao menos saber mais se era animal, vegetal ou mineral...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
So se for alcalina...
Achei maravilhoso (no sentido irônico da coisa) ver que Maria da Graça “Xuxa” Meneghel processou a rede Bandeirantes de Televisão a pagar 4 milhões por mostrar suas fotos nua, da época que a mesma posou nua é claro, em algum programa lá do Leão Lobo, algo assim.
Deixo bem claro que não gosto do Leão Lobo e muito menos da Xuxa, mas isso eu acho uma palhaçada.
Por que ela tem essa mania de querer esconder de Deus e do mundo o que ela fez? Para o juiz ela alegou que sua filha Sasha (tinha que ser Xaxa o nome, mas esse povo não entende de Marketing)ficou sabendo do passado da mãe através da televisão. Por que ela não contou para filha que posou nua? Por que não contou que fez filmes eróticos com crianças? Por que não contou que namorou com o Pelé? (essa sim eu acho a maior derrota de todas).
Sem discutir a Xuxa apresentadora (da qual eu não gosto, porém sei que tem milhares de pessoas que amam), todos sabem quais os meios utilizados por ela para chegar aonde chegou, mas isso é outra história. Eu não a critico e não a julgo, só que me irrita profundamente ela querer posar a imagem de santa para todos como se ninguém com mais de 40 anos olhasse pra ela e falasse: “Já toquei muito pra ela...”
A Luciana Gimenez é ainda mais cara de pau, pois quer apagar um passado ainda mais recente. Eu não agüento quando ela faz aquela cara de chocada quando escuta uma letra de Funk, ou vê alguém falando de filme pornô... Será que o que ela fez ficou muito longe disso?
Aí eu entro na questão: Até onde as pessoas realmente mudam? Será que elas nunca foram o que foram, e sim sempre foram o que são, ou sempre foram o que foram e continuam sendo o que eram? Confuso né?
Engraçado também é que o povo tem memória curta para umas coisas e para outras não... Ou acho que fingem que não. Enquanto a vida da Xuxa sempre é atormentada com o passado no mínimo interessante dela; o Collor, Sarney e Maluf continuam na política até hoje, dá pra entender? Será que todos merecem uma segunda chance? Até onde existe realmente algum “ex” convicto? Dá para ser ex de alguma coisa que está no seu íntimo? Existe ex viado? Eu não consigo pensar em um ex viado, pois eu não conseguiria não gostar mulher. Por exemplo, mesmo se alguém falasse que isso era errado, ta dentro de mim, sou eu.
Com isso eu entro na fabula do escorpião que pica o Sapo, mesmo este o tendo ajudado e diz que aquilo é a sua natureza... Até onde conseguimos fugir de nossa natureza?
Pensando tudo isso, em todas as pessoas que até tentam de alguma forma negar a sua origem, mas no final não conseguem, eu criei a síndrome chamada “Rafael Ilha”, o nosso grande amigo ex Polegar (pelo menos ele conseguiu realmente ser ex alguma coisa) que pode se enquadrar em vários casos, todos em suas devidas proporções é claro, e consiste em a pessoa ter uma chance de mudar tudo que já foi e com isso começa a ir a igreja (o nome da igreja teria que ser fábrica de ex), ajuda os próximos criando ONG´s (o nome de algumas ONG´s tinha que ser “Me perdoe pelo que eu já fiz”), ficam bonzinhos, que chega dá até pena, e ajudam tudo e todos, mas um belo dia eles tem uma recaída (aí entra a história da natureza) e toda a bondade acaba, eles voltam a fazer o que faziam, deixam para trás todos os ensinamentos e são pegos de madrugada na maior cara de pau, doidos pra caralho, engolindo pilhas...
Deixo bem claro que não gosto do Leão Lobo e muito menos da Xuxa, mas isso eu acho uma palhaçada.
Por que ela tem essa mania de querer esconder de Deus e do mundo o que ela fez? Para o juiz ela alegou que sua filha Sasha (tinha que ser Xaxa o nome, mas esse povo não entende de Marketing)ficou sabendo do passado da mãe através da televisão. Por que ela não contou para filha que posou nua? Por que não contou que fez filmes eróticos com crianças? Por que não contou que namorou com o Pelé? (essa sim eu acho a maior derrota de todas).
Sem discutir a Xuxa apresentadora (da qual eu não gosto, porém sei que tem milhares de pessoas que amam), todos sabem quais os meios utilizados por ela para chegar aonde chegou, mas isso é outra história. Eu não a critico e não a julgo, só que me irrita profundamente ela querer posar a imagem de santa para todos como se ninguém com mais de 40 anos olhasse pra ela e falasse: “Já toquei muito pra ela...”
A Luciana Gimenez é ainda mais cara de pau, pois quer apagar um passado ainda mais recente. Eu não agüento quando ela faz aquela cara de chocada quando escuta uma letra de Funk, ou vê alguém falando de filme pornô... Será que o que ela fez ficou muito longe disso?
Aí eu entro na questão: Até onde as pessoas realmente mudam? Será que elas nunca foram o que foram, e sim sempre foram o que são, ou sempre foram o que foram e continuam sendo o que eram? Confuso né?
Engraçado também é que o povo tem memória curta para umas coisas e para outras não... Ou acho que fingem que não. Enquanto a vida da Xuxa sempre é atormentada com o passado no mínimo interessante dela; o Collor, Sarney e Maluf continuam na política até hoje, dá pra entender? Será que todos merecem uma segunda chance? Até onde existe realmente algum “ex” convicto? Dá para ser ex de alguma coisa que está no seu íntimo? Existe ex viado? Eu não consigo pensar em um ex viado, pois eu não conseguiria não gostar mulher. Por exemplo, mesmo se alguém falasse que isso era errado, ta dentro de mim, sou eu.
Com isso eu entro na fabula do escorpião que pica o Sapo, mesmo este o tendo ajudado e diz que aquilo é a sua natureza... Até onde conseguimos fugir de nossa natureza?
Pensando tudo isso, em todas as pessoas que até tentam de alguma forma negar a sua origem, mas no final não conseguem, eu criei a síndrome chamada “Rafael Ilha”, o nosso grande amigo ex Polegar (pelo menos ele conseguiu realmente ser ex alguma coisa) que pode se enquadrar em vários casos, todos em suas devidas proporções é claro, e consiste em a pessoa ter uma chance de mudar tudo que já foi e com isso começa a ir a igreja (o nome da igreja teria que ser fábrica de ex), ajuda os próximos criando ONG´s (o nome de algumas ONG´s tinha que ser “Me perdoe pelo que eu já fiz”), ficam bonzinhos, que chega dá até pena, e ajudam tudo e todos, mas um belo dia eles tem uma recaída (aí entra a história da natureza) e toda a bondade acaba, eles voltam a fazer o que faziam, deixam para trás todos os ensinamentos e são pegos de madrugada na maior cara de pau, doidos pra caralho, engolindo pilhas...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Pegue o Pombo, pegue o Pombo (lá lá lá lá lá lá)
Essas lendas que aparecem de quando em quando são engraçadas. Vire e mexe surge uma história de um amigo de um amigo (nunca ninguém é amigo direto, é sempre de alguém) que foi levado para um motel com uma mulher linda e acordou em uma banheira cheia de gelo com uma cicatriz nas costas e quando viram estava sem algum órgão (o órgão variava de história para história). Tinha também a história do cinema da agulha contaminada em que a pessoa pegava AIDS. Sempre tem a história de algum maluco que agarra as pessoas e tudo mais.
Essas histórias apavoram as pessoas demais e faz com que elas se esqueçam de coisas muito mais importantes e perigosas que existem por aí.
Por exemplo, os pombos. Todo mundo só sabe falar mal dos bichinhos. Falam que eles causam doenças e tudo mais. Pobre coitado do Pombo; tão bonito, o símbolo da paz, esperto, dificilmente se deixam ser pego ou atropelado, não picam ninguém, são doces, embelezam a cidade e tanta coisa mais. Tá certo, a coisa ruim no pombo é o cocô, o cocô do pombo é uma desgraça, mas tirando isso eu não vejo malefício nenhum no pobre bichinho, mas mesmo assim existem inúmeras pessoas que se preocupam mais com o pobre do Pombo do que com a higiene do corpo, se preocupam mais com o Pombo do que com a saúde, se preocupam mais com o Pombo do que em fazer atividade física, se Preocupam mais com o Pombo do que com a própria segurança. É minha gente vamos nos preocupar com coisas realmente importantes, pois conheço muito mais gente que morreu com ataque cardíaco, bala perdida, do que de doença de Pombo.
Essas histórias apavoram as pessoas demais e faz com que elas se esqueçam de coisas muito mais importantes e perigosas que existem por aí.
Por exemplo, os pombos. Todo mundo só sabe falar mal dos bichinhos. Falam que eles causam doenças e tudo mais. Pobre coitado do Pombo; tão bonito, o símbolo da paz, esperto, dificilmente se deixam ser pego ou atropelado, não picam ninguém, são doces, embelezam a cidade e tanta coisa mais. Tá certo, a coisa ruim no pombo é o cocô, o cocô do pombo é uma desgraça, mas tirando isso eu não vejo malefício nenhum no pobre bichinho, mas mesmo assim existem inúmeras pessoas que se preocupam mais com o pobre do Pombo do que com a higiene do corpo, se preocupam mais com o Pombo do que com a saúde, se preocupam mais com o Pombo do que em fazer atividade física, se Preocupam mais com o Pombo do que com a própria segurança. É minha gente vamos nos preocupar com coisas realmente importantes, pois conheço muito mais gente que morreu com ataque cardíaco, bala perdida, do que de doença de Pombo.
Justo, muito justo, justíssimo...
Estive lendo ontem (sim eu leio!) que uma eleição para vereador no Estado do Arizona foi decidida por meio de um jogo de baralho. Não, eu não estou fazendo nenhuma piada de duplo sentindo ou algum tipo de título pra chamar a pessoa pra ler, mas que na verdade não se trata daquilo. Pasmem, foi isso mesmo que aconteceu! Em uma cidade do Arizona a eleição terminou empatada e o desempate foi decidido no jogo de cartas já que a constituição da cidade permitia que o desempate fosse feito através de um jogo de azar e o vencedor foi o que tirou um rei de copas.
Agora vamos pensar friamente nisso, imagina você viver em uma cidade em que o futuro da política é decidido através de um jogo de azar. Imagina se a moda pega? Imagina se a nossa política tão bem estruturada também funcionasse assim? Estou até vendo mesas de pôquer sendo montadas, com bebidas, mulheres, charutos e pessoas falando: “O vencedor da próxima rodada leva a prefeitura” ou “Vou apostar meu Governo contra o Senado de vocês”, meio surreal né... Mas se existir essa possibilidade é isso que iria acontecer.
Eu teria uma solução melhor, em minha opinião as eleições aqui teriam que ser decididas através de um jogo de azar sim, através de um jogo de roleta russa, o que sobrar no final tem direito a se eleger. Justo não? Acho que só assim, no fim de tudo, poucos candidatos sobrariam para o próximo ano e duvido que dos que ganhassem iriam tentar a reeleição.
Agora vamos pensar friamente nisso, imagina você viver em uma cidade em que o futuro da política é decidido através de um jogo de azar. Imagina se a moda pega? Imagina se a nossa política tão bem estruturada também funcionasse assim? Estou até vendo mesas de pôquer sendo montadas, com bebidas, mulheres, charutos e pessoas falando: “O vencedor da próxima rodada leva a prefeitura” ou “Vou apostar meu Governo contra o Senado de vocês”, meio surreal né... Mas se existir essa possibilidade é isso que iria acontecer.
Eu teria uma solução melhor, em minha opinião as eleições aqui teriam que ser decididas através de um jogo de azar sim, através de um jogo de roleta russa, o que sobrar no final tem direito a se eleger. Justo não? Acho que só assim, no fim de tudo, poucos candidatos sobrariam para o próximo ano e duvido que dos que ganhassem iriam tentar a reeleição.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Sonho meu
Uma música, uma platéia, um homem de meia idade me chama no palco eu vou sorridente, ele é engraçado, cativante e do seu microfone preso no pescoço pergunta: “De qual caravana você é?” E eu digo: “Parque Analândia” (a platéia vai à loucura). Esse durante anos foi um dos meus grandes sonhos da minha vida, ir ao programa do Silvio Santos e falar o nome da minha caravana. Quantos sonhos não perdemos ao longo da vida?
Quando somos crianças temos sonhos mais sinceros, mais puros e mais fantasiosos. Alguns a gente leva para a vida toda, outros não. Que menina nunca quis ser Paquita? Que menino nunca quis ser jogador de futebol? Confesso que até hoje tenho um sonho frustrado de não conseguir jogar uma Copa do Mundo, mas são coisas da vida.
Depois de certo tempo grande parte de nossos sonhos passam a ser ligados em aspectos financeiros, só o dinheiro movimenta o mundo? E as fantasias? Foram deixadas de lado?
A realização pessoal como fazer algo para realmente ser feliz já quase não existe, o que existe é uma verdadeira luta para se fazer o que dá dinheiro. Quantas pessoas quando vão escolher a carreira sempre tem a dúvida de: Fazer o que gosta ou fazer o que dá dinheiro? Não sou uma pessoa bondosa ou sem pretensões financeiras, mas porque vivemos em um modelo social em que nossos sonhos sempre ficam atrás ou depois do dinheiro?
Claro que precisamos de dinheiro para viver, precisamos viver bem, com conforto, mas porque não utilizamos uma parte de toda a ganância que temos, de toda vontade e insatisfação em querer sempre mais para realizarmos um sonho de alguém que precisa.
Certas pessoas têm um sonho apenas de uma refeição diária enquanto nós queremos um helicóptero... Mas isso aí é outra história.
Voltando aos sonhos verdadeiros e não os materiais. Por que nos distanciamos dos nossos sonhos de infância? Será apenas maturidade e falta de talento para determinado sonho? Ou será que aprendemos durante que quem sonha demais deixa a vida passar. Um dia espero que a vida seja muito mais levada pela vontade do que pela necessidade, alias sonhar não custa nada...
Quando somos crianças temos sonhos mais sinceros, mais puros e mais fantasiosos. Alguns a gente leva para a vida toda, outros não. Que menina nunca quis ser Paquita? Que menino nunca quis ser jogador de futebol? Confesso que até hoje tenho um sonho frustrado de não conseguir jogar uma Copa do Mundo, mas são coisas da vida.
Depois de certo tempo grande parte de nossos sonhos passam a ser ligados em aspectos financeiros, só o dinheiro movimenta o mundo? E as fantasias? Foram deixadas de lado?
A realização pessoal como fazer algo para realmente ser feliz já quase não existe, o que existe é uma verdadeira luta para se fazer o que dá dinheiro. Quantas pessoas quando vão escolher a carreira sempre tem a dúvida de: Fazer o que gosta ou fazer o que dá dinheiro? Não sou uma pessoa bondosa ou sem pretensões financeiras, mas porque vivemos em um modelo social em que nossos sonhos sempre ficam atrás ou depois do dinheiro?
Claro que precisamos de dinheiro para viver, precisamos viver bem, com conforto, mas porque não utilizamos uma parte de toda a ganância que temos, de toda vontade e insatisfação em querer sempre mais para realizarmos um sonho de alguém que precisa.
Certas pessoas têm um sonho apenas de uma refeição diária enquanto nós queremos um helicóptero... Mas isso aí é outra história.
Voltando aos sonhos verdadeiros e não os materiais. Por que nos distanciamos dos nossos sonhos de infância? Será apenas maturidade e falta de talento para determinado sonho? Ou será que aprendemos durante que quem sonha demais deixa a vida passar. Um dia espero que a vida seja muito mais levada pela vontade do que pela necessidade, alias sonhar não custa nada...
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