segunda-feira, 9 de junho de 2008

Uma noite, talvez duas...

Sabe aquelas histórias que acontecem como as de filme? Assim aconteceu também com nosso amigo.
Amanheceu e Mario Puentes abre o olho sentindo que aquele dia seria diferente dos outros, porém mal sabia que aquele dia, marcaria uma nova etapa na sua vida.
Mario levanta cedo para ir trabalhar, toma seu café correndo, vai para garagem, pega seu carro e sai de casa. No caminho meio que distraído falando no celular não se da conta do que acontece ao seu redor, até que em um sinal enquanto canta "Sitting, Wishing, Waiting" do Jack Johnson que acaba de tocar na rádio, percebe que tem uma moça que não para de olhar para ele.
Puentes, como é chamado por seu amigos, mal acredita no que acontece. Mal acredita que tem uma moça linda que olhando para ele. Puentes disfarça e começar a olhar pra frente esperando que o sinal abra pois acho que aquilo não é com ele, mas ele mal acredita quando vê a moça ao seu lado debruçada na porta do carro, e antes de Puentes falar qualquer coisa a moça diz:
- Tem um trocado aí Tio???
Pronto, é como um banho de água fria sobre Puentes que não sabe o que dizer, mas pega sua carteira e como uma maneira de impressionar pega uma nota de 50 e diz:
-Tenho, mas antes tenho que saber o seu nome???
-Isabel. Diz a moça
-Você tem um belo nome, sabia???
E Isabel sem falsa modesta diz...
- Sabia. E vira as costas para Puentes que de uma maneira meio que institiva diz:
-Espera, como faço para te encontrar novamente???
-Eu estou sempre por aqui.
E Puentes durante semanas ficou passando sempre pelo mesmo lugar, no mesmo horário em busca de Isabel (Bel como ela costumava a chamar), e sempre deixava 50 reias de ajuda para moça.
Puentes estava fascinatemente intrigado de como uma moça tão bela e bonita estaria pedindo dinheiro todos os dias na rua e enquanto mais ele pensava nela, mais apaixonado ele ficava, até no papel de parede de seu computador do trabalho já tinha uma montagem escrita "Puentes e Bel", mais ainda faltava algo... A coragem de chamá-la pra sair...
Depois de semanas de espera, finalmente Puentes a chama para sair. O convite? Ir ao show do cantor Belo do qual Bel dizia ser muito fã, ele a chama e ela sem fazer muito charme aceita o convite na hora.
Puentes está super ansioso, pois já esperava por esse momento tinha tempos. Eles ficam no show em clima de romance, dançam juntos, trocam carícias e no fim entre uma música e outra eles se beijam. Pronto... ele estava realizado.
Puentes mal chega em casa e já quer marcar outro encontro com Bel, que diz que não sabe se deve se envolver com ele, mas Puentes consegue convencê-la de que é um homem de bem e tem boas intencões com ela, e o romance continua (dizem que na verdade ele ofereceu 50 reais diários pra ela).
Várias saídas acontecem entre os dois, que passam a namorar oficialmente, mas ainda faltava um detalhe... A grande noite ainda não tinha chegado para Puentes.
Praticamente tudo que tinha que acontecer para Puentes aconteceu, ela sentia dor de cabeça, enjôo, cólica, sono, fome, nausea, menos o que Puentes tanto queria que ela sentisse... Tesão.
Até que um dia em um momento que já não aguentava mais o acúmulo de esperamatozóides em sua região escrotal, Puentes fala:
-Bel, eu não aguento mais... Eu to doindo, to subindo pelas paredes e você nada???? Assim não vai dar mais pra nós... E enquanto ele ainda falava, é que ela com sua voz grossa diz:
-Tá bom, mas tem que ser por trás que eu estou naqueles dias...
E puentes meio que sem esperar a resposta diz...
-Não, não... Eu não ligo, eu não ligo, vamos assim mesmo...
- Não, tem q ser desse jeito que eu quero.
E ele, meio que sem opção aceita o que propõe Bel, porque para ele antes era aquilo do que nada...
E assim eles começam os "trabalhos" e Puentes fica louco com o desempenho de Bel, e tenta dar uma de espertinho e mudar de lugar e... Não acha nada, apenas algo grande e volumoso parecido com o que tem. Ele para na hora, começar a andar para um lado e pro outro sem saber o que fazer, enquanto isso Bel (que na verdade se chama Israel) olha para ele como um cão que caiu de um caminhão de mudança, e vendo aquela cena o tempo para na cabeça de Puentes que de uma maneira mais natural do mundo pega Bel pelo cabelo, faz cara de mal e diz:
- Eu até deixo tu me comer, mas se tu contar pra alguém pode esquecer os 50 reias, ouviu?? Pode esquecer...
E assim eles viveram felizes, Puentes com novas experiências e Bel com 50 reais por dia...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Uma vida imaginária

Angelo Acetta era um rapaz um tanto quanto problemático, desde a sua infância era perseguido por seus amigos de classe que o chamavam de bolinha devido ao seu peso elevado em relação a sua idade e altura, e também o chamavam de maluco devido a sua aparência um tanto quanto “diferente” e suas manias e neuroses um tanto quanto extravagantes.
Tudo isso ficou muito evidência na aula de educação física que durante uma das rotineiras partidas de Handball oferecidas pelo professor José Carlos, Angelo ao perder um gol, começa a morder todos os seus colegas de time e a arrancar todos os seus cabelos (corte de cabelo que ele optou pelo resto de sua vida) e a dizer a frase que dali por diante viraria seu lema: “Eu quero me internar, eu quero me internar”... Pronto, ali surgia um slogan...
O tempo foi passando e o jovem Angelo foi cada vez se isolando mais, não quase nenhum amigo real, (real porque angelo chegou a fazer festas para mais de 200 pessoas apenas com amigos imaginários que ele conserva até hoje, e, além disso, é até padrinho dos filhos de alguns) na escola ele só tinha dois amigos, um estudante Palestino que não conhecia nada de seu idioma e um menino mudo e surdo com o qual Angelo passava horas de seu dia conversando.
Mas o tempo de escola acabou e Angelo como outros jovens de sua idade foi buscar tentar mudar um pouco a humanidade e tentando obter um pouco mais de respeito de seus “companheiros” (como ele mesmo gostava de chamar todos os que passavam por sua vida) decidiu entrar para a Polícia.
Logo em seu primeiro ano como policial, Acetta, como era conhecido por seus amigos de PM, descobre que a sua vida lá não seria tão fácil. Sendo obrigado a fazer coisas que não queria e que era contra os ensinamentos do seu então mentor Padre Pedro, ele se vê em uma encruzilhada quando é obrigado a transar com uma prostituta Vietnamita, porque seus amigos descobrem que Angelo aos 27 anos ainda era virgem.
Pronto, dali em diante a vida de Angelo nunca mais foi à mesma. Depois de sentir o peso de sua masculinidade, seus sonhos com homens pelados logo sumiram e ele se convenceu que nasceu para ser homem.
Convencido disso Angelo, tentando buscar um pouco mais incentivo contra a sua timidez, começa a entrar no mundo do álcool, aí sim... Pode ser considerado como o princípio do fim. Depois de vários porres espetaculares e o uso contínuo de algumas drogas entre elas o crack e a cocaína. Acetta perde totalmente o controle de si, já que tudo isso misturado com os medicamentos que ele tomava desde sua infância no episodio em que mordeu todos os companheiros, virava um coquetel letal.
Devido a isso o grande sonho de Angelo acontece, e ele passa um período internado no hospital da Policia em um quarto sem moveis trancado por grades e preso por uma focinheira e uma camisa de força (até comentam que Hannibal Lecter dos silêncios dos inocentes foi inspirado nesse episódio) em que continha um anúncio na porta: “Perigo, proibido alimentar”.
Durante 3 anos Angelo passou por esse período de reabilitação, sem sucesso, mas tendo visto que seu caso não tinha jeito o doutor o libera do hospital dizendo a seguinte frase: “Seja feliz enquanto você ainda pode”, essa frase nunca saiu da cabeça de Angelo que buscou a felicidade o tempo todo.
Ele passou a viver uma vida auto-destrutiva, entre porres memoráveis, acidentes de motos e transas com travestis sem nenhuma proteção, até que um dia, enquanto dormia em um banco de praça angelo acorda com um jornal na sua frente e o seguinte anuncio o chama atenção: “Procura-se, profissional para área de MKT, não é necessário ser inteligente ou entender do assunto, basta ser esforçado ou ser Dj”; Angelo não era Dj, porém era esforçado e com isso ele foi procurar dar um novo rumo em sua vida.
Mas Angelo não sabia que depois desse emprego a sua vida nunca mais seria a mesma, ou talvez ele nem tivesse mais vida depois de aquilo.
Porém no início Angelo se dá muito bem com seus novos companheiros, especialmente Fabio Santos, com quem Acetta tem bastante empatia desde a primeira vez em que eles se encontraram, e logo no inicio passavam tardes e mais tardes vendo peitos caídos das amigas de Angelo na internet, era uma coisa linda.
Mas como na vida tudo que é bom dura pouco, a amizade dos 2 começa a rachar, quando Angelo leva a mulher de Santos para o dito e feito. Fabio não gosta, porém dá mais uma chance pra Angelo que Poe tudo a perder quando fica de muito papo com Cíntia funcionária nova com quem Fabio Santos queria ter um caso.
A amizade dos 2 antes inabalável, agora teve um fim, e Fabio que tinha um cargo de superioridade na empresa, começa uma perseguição implacável sobre Angelo.
Angelo não agüenta mais a pressão que Fabio Poe sobre ele e como uma válvula de escape começa a sentir uma verdadeira compulsão por ar condicionado e quer sempre ter um ligado ao seu lado o tempo inteiro.
Mas Angelo não resiste à pressão e Fabio vendo que ele levantava em média de 378 vezes por dia para ir fumar, o demite da empresa de que Angelo tanto gostava.
Ele estava perdido na vida, já não tinha mais rumo, nem o que fazer da vida, decide dar fim aquele sofrimento, lembra das palavras de seu médico, abandona seus medicamentos e decide por um fim em sua vida, para seu carro na ponte Rio - Niterói e no momento do salto ele encontra Alice, uma amiga imaginária de infância que o convence a não pular e a seguir a vida. Angelo a obedece, e dali em diante eles nunca mais se desgrudam, (salvo no dia em que Angelo toma seus medicamentos e não consegue mais a ver) e decidem se casar.
Desde aquele dia da Ponte nunca mais se ouviu falar de Angelo, porém uns dizem que eles se casaram, Fabio Santos até o perdoou e foi o padrinho da cerimônia, tiveram filhos imaginários, foram morar em uma casa com muitos ar condicionados, que não são imaginários...) As mais línguas até dizem que ele foi corno, mas Angelo fala que isso é coisa da imaginação deles...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A letter to Elise

Toca o despertador e Cláudio Ricardo mais uma vez acorda e lembra de toda a dor que está sentindo desde seu termino com sua namorada Elise.
Elise e Cláudio Ricardo sempre foram bem diferentes, ele fã de esportes, trabalha na loja de carros do pai e faz supletivo a noite, já que desde de cedo nunca foi muito bom nos estudos. Ela é estudante de letras e literatura e dizem por aí que mais do que ler ou fazer qualquer outra coisa na vida, tem como seu maior Hobby corrigir erros de português, concordância, colocação de palavras que as pessoas possam vir a dizer, é só alguém falar algo que não esteja dentro das normas cultas da língua portuguesa que lá está Elise para corrigir e deixar todos ao seu redor muito irritado com isso.
Cláudio Ricardo constantemente era vítima desse lado soberbo de Elise, e era só ele falar qualquer coisa errada aonde fosse que logo vinha uma patada de Elise:
- Humm, acho que vou pegar essa carne pra mim comer..
- Para EU comer Cláudio Ricardo, Eu... Mim não conjuga verbo, ai, não sei porque você é tão ignorante assim.
E o rapaz se sentia humilhado, mas aceitava e continuava a gostar de Elize mesmo com todos esses defeitos.
Até que um dia ele flagra Elise com outro homem que dizem ser um escritor desses famosos, mas é claro que Cláudio não o conhecia, e pronto a vida de Cláudio começa a ser um inferno para ele.
Mesmo estando errado ela não dá o Braço a torcer a mesmo no meio do nervosismo da discussão não perde a chance de corrigir Cláudio.
- Eu não acredito que você fez isso comigo, fazem 3 anos que estamos muitos.
- Faz 3 anos Cláudio, fazer quando exprime tempo é impessoal
- Não interessa o que é certo ou errado, isso aqui é entre eu e você, isso sim.
- Não acredito nisso, Cláudio Ricardo, depois da preposição usa-se mim ou ti, entre Mim e você.
E Cláudio depois dessa atitude de sua atual ex-namorada, chora de raiva e dá as costas sem ao menos se despedir.
Os dias que se seguem para Cláudio são horríveis, provavelmente os piores de sua vida, mas que os deu força para correr atrás de todo o tempo perdido para dar a voltar por cima e estudar cada vez mais. Ele troca o caderno de esporte por livros, passa a levar muito mais sério o estudo, e frequentemente é visto em bibliotecas aonde procura por livro de gramáticas para se aperfeiçoar cada vez mais no seu reencontro com Elize.
Já Elize estava bem, feliz e sempre fazia questão de comentar com os amigos de como seu ex namorado era ignorante, e que iria provar:
- Já sei
Disse ela para uma amiga
- Vou mandar uma carta para aquele jumento, e quando ele responder vocês terão uma idéia do que eu estou falando, vocês verão...
E um verdadeiro festival de gargalhadas toma conta do ambiente enquanto a carta é escrita por Elize, que no meio de tentar impressionar Cláudio com palavras difíceis fala sobre o termino do namoro deles e pede para que fique tudo bem, sem ressentimentos.
Pronto, a carta é entregue a Cláudio por um amigo em comum do ex-casal.
Elise espera o retorno da carta que demora dias, até que a mesma chega e Elise chama todos os amigos para ver a carta que tinha recebido do como ela mesmo dizia: “Semi-analfabeto do seu namorado”, até que quando é aberto o envelope ela tem uma surpresa: A carta que está nele é a mesma que Elise mandou para o namorado e nela agora tem um algumas anotações feitas de caneta vermelha aonde Ricardo sublinha todos os erros gramaticais que Elise cometeu, coloca a correção escrita ao lado e em cima de forma bem grande a nota 4,0 com o seguinte recado: Favor estude mais...
Depois desse dia, Elise nunca mais foi vista falando do ex namorado, e eles até chegaram a se encontrar um dia na turma de mestrado, aonde Ricardo foi o professor de Elise.

Obs: O Título desse texto é uma homenagem a uma música do the cure (tradução: Uma carta pra Elise)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Encontro quase marcado

Rafael Mendes era apenas mais um jovem que como muitos de sua idade estudava, trabalhava, gostava de uma boa diversão, bebedeira com os amigos, mas sem deixar de lado seu amor por Priscila com quem já namorava há 5 anos.
Priscila era moça séria, daquelas que nunca sai de casa sozinha, adora ler livros, estudiosa, trabalha em uma firma de vigilância, gosta de ir a missa todos os domingos, uma moça como dizem é “pra casar”
Rafael reconhecia todos esses atributos em Priscila e sua família que o tratavam muito bem, e até já pressionavam o casamento entre os dois, e era só ter algum encontro de família, que logo vinha a velha e longa pergunta:
- E aí quando sai o casamento?
E Rafael meio sem graça dizia:
- Ainda não marcamos a data, mas vai sair, vai sair...
No fundo Priscila também o pressionava quando dizia que viu um apartamento bonito para comprar ou quando queria escolher o nome dos filhos, e ele sempre se esquivava quando ela era direta:
- Rafa, quando vamos ajeitar nossa vida?
- Calma Priscila, ainda somos muito jovens...
Ela se sentia mal, porém respondia apenas da mesma forma...
- Tudo bem...
E Rafael ia administrando essa vida de curtição/namoro achando que isso eram duas coisas totalmente distintas.
Os amigos até perguntavam porque ele não levava a namorada para sair e ele respondia sempre da maneira mais simples possível e as vezes com uma piada:
- Não tem graça, ela não gosta, é do signo de virgem mas foi registrada como leão... Dá nisso
Logo mudava de assunto.
E assim chegava mais um dia em que Rafael saia com os amigos, bebia, conhecia outras mulheres, às vezes se envolvia às vezes não e fazia isso sempre no mesmo clube aonde já era bem conhecido nos dias de quinta a noite, conhecia todos, do garçom ao dono do clube. E essa rotina já se estendia durante um bom tempo até que um amigo tem a grande idéia
- Aí, essa semana vamos curtir a noite em outro lugar
E Rafael pergunta:
- Aonde brother?
- No clube 12, disseram que lá ta rolando uma parada absurda, maior vibe, puro psy... Vou levar as Laba, vamos????
- To dentro, diz Rafael
E Rafael como todo jovem de sua idade passa a semana ansioso pensando na festa que irá curtir...
Chega o dia da “Tal festa” e Rafael como sempre liga para Priscila e finge está cansado e com sono e precisa desligar, Priscila como a boa moça que é também trabalhou e estudou o dia inteiro além de estar acostumada com uma rotina de dormir cedo e acordar cedo, ela diz mais uma vez que ama Rafael e que o espera em sua casa amanhã para verem televisão juntos na sala.
Pronto, Rafael está aliviado, missão cumprida, nada irá impedir sua noite, ele não tem medo de nada Priscila só têm amigas da igreja que não freqüentam esse ambiente e diz para seu amigo, enquanto param em um posto de conveniência para comprar uma cerveja, um chiclete e um maço de cigarros:
- Essa noite vai ser minha eu estou sentindo.
Eles chegam ao clube e avistam aquela multidão entrando e Rafael ainda fica mais empolgado:
- To sentindo cara, to sentindo...
E entram já curtindo o clima do local
Rafael está muito empolgado, mas empolgado que nunca, dança, brinca, bebe, se diverte tanto que demora a perceber que Priscila, aquela mesmo que ele namora há 5 anos, está dançando, e se divertindo com as amigas, isso, aquelas mesmo que são da igreja do dia de domingo e trocaram o som da oração pela batida do trance, e as roupas tão comportadas por óculos escuros e botas... Rafael não acredita no que vê, fica desesperado, Priscila também o reconhece fica sem graça, mas finge que nem é com ela e essa situação desagradável dura alguns minutos que para Rafael parece uma eternidade.
Até que Priscila vai falar com Rafael e esse quando ia soltar uma justificativa é surpreendido pela moça que diz:
- Olá, prazer meu nome é Priscila e o seu
- Quê, Quê
- Seu nome... O gato comeu sua língua?
Diz Priscila com um sorriso e uma desenvoltura e sexualidade que não fazia parte do seu perfil até então...
Rafael decide entrar na brincadeira e diz:
- Rafael, mas pode me chamar de Rafa
E os dois acabam ficando juntos a noite inteira como se fossem um casal que acabaram de se conhecer e não se desgrudavam, não paravam de beijar como nunca havia acontecido entre os dois.
Chega a hora de ir embora, e Rafael diz que vai levá-la em casa e Priscila diz:
- Não precisa, eu vou com as minhas amigas..
Rafael entra na brincadeira novamente e diz
- Seu telefone, posso pegar??
E Priscila é curta e grossa
- Não, melhor não... Eu tenho namorado...
No dia seguinte ninguém comentou mais nada sobre isso, e dizem até que eles sempre que se encontram ainda ficam... Mas não passa disso porque os dois deixam bem claro que ambos tem namorados.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

O Frio

Antonio Marcos Gusmão era uma pessoa muito brincalhona que adorava encarnar em seus colegas, mas como todo grande zoador, tinha seu ponto fraco, não gostava que falassem do tamanho de seu pênis.
Toninho, como era chamado por amigos e familiares desde os tempos de moleque convivia com isso, em todos os momentos que tinha que tirar a roupa perto de alguém, seja na educação física, na natação, no clube, seja aonde fosse, vinham os amigos com o coro: “ÊÊÊÊ, Toninho é PP”
A adolescência veio chegando e com ele a descoberta da sexualidade e o interesse por mulheres. Toninho sempre foi um bom conquistador, pois seu jeito divertido era um ponto muito forte e cativante perante as meninas de seu bairro, vire e mexe Toninho era visto em rodas de mulheres aonde todas riam e suspiravam com os contos e as piadas que ele contava, mas até os 16 anos nada tinha passado de apenas alguns beijos e amassos mais quentes, nada, além disso.
Até que o grande dia chega para Toninho e foi inevitável que nesse momento o nervoso foi ainda maior que o normal, devido ao seu “problema”. E as coisas começaram e Toninho para tentar diminuir o impacto apaga a luz e deixa que a natureza compense a falta de experiência...
Tudo acaba Toninho se sente bem, cumpriu seu papel de homem, viu que aquilo era coisa da sua cabeça e que agora nada nem ninguém o segurava. Sentiu-se poderoso, viril, viu que aquilo não incomodaria ninguém e se sente muito bem até que liga novamente para marcar outro encontro com a menina que diz que não dá, pois tem que estudar, e Toninho passa os dias insistindo até que perceba que ela não quer mais.
Toninho fica encucado, mas não dá muita atenção a isso, até que esse caso passa a se repetir inúmeras vezes em sua vida e já não agüentando mais viver com isso em sua cabeça desabafa com seu melhor amigo Gustavo, que lhe diz:
-Contrate uma profissional
- O quê?? Indaga Toninho
- É eu, uma profissional, a faz dizer que você é o melhor, que o seu é o maior, que você vai se sentir bem, vai por mim.
E Toninho meio sem graça diz
- Você é louco cara, nunca vou fazer isso.
O tempo vai passando e Toninho cada vez mais incomodado com o assunto, até que em um dia de total desespero, em uma daquelas atividades sem pensar para em uma dessas “profissionais” que existem na beira da praia de Copacabana para o carro e diz meio sem jeito:
- Ta a fim de dar uma volta??
E a mulher identificada como Cristine que mascava um chiclete enquanto respondia diz:
- Claro Nem! E entra no carro
Toninho não quer perder tempo e diz que vai levá-la diretamente ao motel e no caminho meio que sem jeito tenta puxar algum tipo de assunto para amenizar o clima que fica dentro do carro.
Eles chegam no Motel e Toninho não quer perder tempo, tira a sua roupa e a roupa de Cristine e logo começa os trabalhos ainda um pouco sem jeito, logo no começo Toninho já pede que a moça diga como é grande e como ele é bom, e a mesma diz com a cara de quem sente todo o prazer do mundo, e vai dizendo, dizendo até que acaba e pronto, Toninho está novamente nas nuvens, recupera sua auto estima e é um novo homem novamente.
Para relaxar vai ao banheiro tomar uma chuveirada enquanto a moça vai assistir TV, e após a chuveirada fica se olhando no espelho, fazendo poses e diz em voz baixa:
- Até que você é grande né garotão...
Na mesma hora em que diz isso, solta uma gargalhada fenomenal, devido ao que acaba de ver e pronto, Toninho fica desesperado, não sabe o que fazer sai do banheiro gritando, e expulsa a moça de dentro do quarto, não a deixando nem pegar sua bolsa e se tranca...
Horas se passam e depois de muito baterem no quarto, ligarem e Toninho não atender, eles são obrigados a arrombar a porta.
Ao arrombarem a porta, eles percebem que a sala está muito gelada, o ar condicionado está ligado ao máximo e ainda presenciam uma cena horrível. Toninho está nu enforcado com o próprio cinto e em frente a ele um espelho grande em que está escrito de batom vermelho a seguinte frase:
MEU PIRU NÃO É PEQUENO É QUE ESTÁ MUITO FRIO.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Era só mais um Silva

Jorge Henrique Bongoville era de uma Família muito tradicional de São Paulo e assim como todos os seus antepassados tinha muito orgulho de seu sobrenome, aliás... Mais que orgulho, Jorge Henrique cresceu com uma verdadeira obsessão pelo seu sobrenome. Na época do colégio Santa Inês em São Paulo (um dos mais tradicionais do País) era freqüentemente visto escrevendo seu nome em cadernos, cadeiras e se apresentava para quem conhecia apenas como Bongoville.
Jorge Henrique foi crescendo e a vaidade não foi deixada de lado, já que em seus relacionamentos Jorge passou a procurar apenas moças que tinham sobrenomes tradicionais como o seu. Moças como sobrenomes como Pereira, Oliveira, Costa, Santos, Ferreira, etc. poderiam ter a beleza que fosse Jorge dispensava, o namoro começava e era só descobrir o sobrenome que Jorge descartava sem qualquer piedade, sentindo o que quer que fosse pela menina.
Procurando uma moça perfeita (em sua concepção, bonita e com o sobrenome imponente) Jorge passou a freqüentar o clube de Hipismo do bairro do Morumbi, um dos clubes mais bem freqüentados do Estado de São Paulo. E foi em uma dessas idas, que Jorge já na idade adulta encontra por Mariana a quem se apresenta no bar do clube e diz:
-Prazer, Jorge Henrique Bongoville (com ênfase no Bongoville)
Com um sorriso encantado a moça diz:
-Prazer, Mariana Deweck
Mariana era da família Deweck, uma das famílias mais influentes no meio farmacêutico de São Paulo. Pronto Jorge Henrique tinha achado o que tanto procurava.
Daquele momento em diante os dois ficaram amigos e mantiveram o contato até que começou o namoro. Depois de um tempo e da sintonia perfeita em que o casal vivia, de forma tradicionalíssima (já que não poderia ser diferente) Jorge pede Mariana em casamento e a mesma diz sim.
As famílias ficaram em festa, a alegria total de Jorge parecia não ter fim... Mas teve, no dia em que ele viu o convite de casamento com o nome total dos noivos que dizia
“Jorge Henrique Bongoville e Mariana Deweck da Silva convidam...”
- O quê????? Da Silva?????
Diz Jorge sem acreditar no que vê
- Como não me atentei para isso, como???
A mãe de Mariana tinha casado com um dos funcionários de sua fábrica Oscar da Silva e Jorge não sabia.
Agora era tarde o inevitável tinha acontecido e Jorge não poderia fazer mais nada contra isso.
O desapontamento de Jorge ficou visível para todos, e Mariana chegava a perguntar o que estava acontecendo:
- O que houve Jorge?
- Não é nada não
- Mas você anda muito estranho
- Deve ser o nervosismo.
E o dia chega para Jorge que no altar a ouvir o nome da noiva, quase passa mal, mas é homem e diz o sim com um ar de quem estava sendo mandado para a cadeira elétrica.
Eles se mudam para uma casa linda, grande com direito a limpador de piscina, caseiro e jardineiro e Jorge passa a relaxar um pouco e pensa que pode apresentar a sua noiva para todos apenas como Deweck e que provavelmente ninguém presta a atenção em convite de casamentos e é nesse momento em que ele já está mais tranqüilo que ela vem com a notícia:
- Amor, estou grávida
- Como???
- Grávida amor, nos vamos ter um filho
- Filho??? E qual será o nome?
- Não sei, vamos escolher.
Pronto, o herdeiro de Jorge teria que carregar um sobrenome manchado, pensando nisso Jorge tem a seguinte idéia.
- O sobrenome seria, Deweck Bongoville certo??
- Não né Jorge, o certo é a criança ter o último nome e eu já não tenho mais o Bongoville, era meu sobrenome de solteira.
E nesse momento Jorge percebeu a besteira que tinha feito.
Um mês se passou e Jorge estava cada vez mais abatido, até que tem uma idéia brilhante e vendo Tv ao lado de Mariana ele grita.
- JUNIOR!!!
- Que isso Jorge, está louco??
- O nosso filho, terá meu nome e irá se chamar Junior
- Ai, não sei Jorge
E ele continua seu plano:
- Vamos fazer o seguinte, se for menino eu escolho, se for menina você escolhe tudo bem...
- Tudo bem, mas então n saberemos o sexo, será surpresa, ok?
- Tudo bem...
E Jorge passa a viver os outros meses um pouco melhor, pois matematicamente teria 50% de chances de salvar seu sobre nome. Dizem até que Jorge foi em resadeira, em igreja, centro espírita, fez promessa, fez de tudo para ter um filho.
Até que Mariana passa mal e Jorge recebe a notícia e vai para o hospital. Era visível que mais do que com a saúde da criança e da mãe, ele se preocupada com o sexo e chegando no hospital ele recebe a notícia.
- Meus parabéns, você é pai de uma menina linda. Diz o Dr.
Jorge se desespera e como quem recebe a notícia de uma doença incurável, disfarça e sai correndo do hospital.
Liga depois e diz que teve que viajar de urgência uns tempos a negócio.
Passam se duas semanas e Jorge sabe que tem que voltar para casa.
Ele está tenso, nervoso, ainda não acredita no que acontece com ele, Jorge Liga o rádio do carro em mais uma daquelas rádios que tocam sucessos antigos e bem no meio de Hunting High and low do A-ha ele chega em casa.
Ele não sabe o que falar pra mulher, não sabe o que fazer, e quando ele avista sua mulher dando ordens para o jardineiro ele tem a brilhante idéia. Jorge pega a pá que o mesmo usava para cavar e acerta o jardineiro até deixa-lo inconsciente e diz gritando para sua mulher.
- Olha, eu até te perdôo, mas filho de outro eu não registro... Não Registro.
E foi assim que cresceu Camila da Silva... Sem o nome do pai.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O casamento

Sarah e Alice eram amigas desde sempre, talvez antes mesmo de nascerem já eram amigas, era mais uma daquelas amizades que vem de geração em geração, das avós, para as mães até elas.
Tinham aproximadamente a mesma idade, por isso na escola sempre freqüentavam as mesmas salas, tinham as mesmas amizades, os mesmos gostos pareciam ser uma pessoa só, se queria procurar por Alice ia até Sarah e vice-versa.
O tempo foi passando e a amizade das duas foi ficando cada vez mais fortes, ambas decidem seguir a mesma carreira universitária e a trabalharem juntas.
Mas um dia, essa amizade antes inabalável começa a demonstrar uma certa pitada de fraqueza, é quando Edson um rapaz do trabalho passa a ser um problema na amizade das duas.
Edson era um rapaz jovem, muito bonito, inteligente e despertava o suspiro entre todos do escritório principalmente de Sarah.
E foi em um dia desses de filme com direito a chuva e tudo que Edson e Alice em mais um desses acasos do destino, puderam se conhecer melhor e logo após o primeiro beijo o namoro foi consolidado.
Sarah, não gostou nem um pouco do namoro e como quem já se afastará da amiga dizia pelos corredores da empresa:
-Eu não sei o que viu nela, juro que eu não sei.
O Ciúme de Sarah era visível e deixava Alice muito triste, pois ainda sentia muita falta da amiga, mas entendia a sua revolta.
O tempo foi passando e o amor do casal foi ficando ainda mais forte e a amizade das duas cada vez mais distante.
Em mais um de seus passeios românticos Edson pede Alice em casamento, que assustada aceita, pronto, ali estava decretada o fim de uma amizade de anos. Sarah fica possessa, não acredita no boato que escuta nos corredores e em um momento de total desespero vai à sala de Edson e diz:
- Vocês vão se casar???
- Sim, e eu estou muito feliz!
Ela não acredita no que escuta e rebate com um ar agressivo a afirmação de Edson
- Mas vocês mal se conhecem!!!
- Não importa porque nos amamos...
E Sarah não diz mais nada, apenas sai do escritório com a mesma voracidade que entrou, sai do prédio, não aceita ter perdido assim, chora por um dia inteiro e pede licença por não agüentar o ciúme que sente.
Voltando de sua Licença Sarah se surpreende com o convite de casamento deixado na mesa por Alice e no momento que ia rasgar a mesma aparece em seu escritório e diz...
- Não faça isso
- Isso o quê?
- Sarah, não rasgue, por favor
-Olha...
- Não Sarah, olhe você... Já passamos por tantas coisas juntas, tantas alegrias, tristeza, tantos momentos você é como uma irmã pra mim e não quero que nada nem ninguém estraguem isso.-Mas...- Deixe-me acabar... Quero você ao meu lado nesse importante da minha vida, quero que você vá ao meu casamento.
Alice dá um tapa sem mão em Sarah que apenas se cala, abaixa a cabeça e como quem reconhece o erro faz um sinal de sim, ainda tímido com a cabeça.
O tempo passa e Sarah pensa bastante nisso,tira conclusões, até que o grande dia chega.
Alice e Edson estão animadíssimos fazem uma cerimônia linda, super tradicional, com direito a coral, orquestra e uma festa para 500 pessoas após a cerimônia na igreja.
Sarah vai, e vai sozinha, mesmo sentindo, mesmo sofrendo, atende o pedido da amiga vai ao casamento e leva um jogo de panelas como presente aos noivos.
E o momento está próximo, Edson nervoso já espera por Alice há mais de uma hora no altar, até que a noiva chega, de vestido branco e tudo que tem direito, Alice está linda e é nesse momento que se vê uma lágrima caindo dos olhos de Sarah.
Enquanto o Padre faz toda a cerimônia a história das duas começa a passar pela cabeça de Sarah que impulsionada por um força vindo do além grita no meio da cerimônia.
- Não, eles não podem se casar.
Ao contrário de que ela via nos filmes, não teve nenhum “ohhhhh”, apenas um silencio irritante em que todos da igreja olhavam para mesma direção, para Sarah que não se abala e olha para Edson com um olhar meigo e piedoso, como quem quisesse se desculpar.
Alice não acredita naquilo, não acredita que a amiga tinha tido coragem para fazer aquilo e se movimenta lentamente em direção a amiga e diz bem baixinho:
-Achei que você nunca fosse pedir, e da um beijo daqueles cinematográficos em Sarah.
Para surpresas da igreja as duas saem correndo e fogem levando somente a roupa do corpo e o jogo de panelas que Sarah daria de presente aos noivos e depois disso, nunca mais são vistas. Uns dizem que são felizes outros dizem que não durou nem um ano.
Já Edson é visto freqüentemente em sites de encontro de namorada em que deixa bem claro em seu perfil que procura mulheres sem amigas.