terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Desabafo de Um Amor Mal Amado

E depois de tudo
Ou melhor
Quase nada...
As últimas coisas que eu realmente tenho pra te dizer são:
Você foi uma das melhores coisas que me aconteceu.
Te acho uma das pessoas mais especiais que eu conheci.
Eu gostei de você desde a primeira vez que te vi.
Eu me lembro de você todo dia antes de dormir.
Eu tenho a impressão que sonhei com você todo vez que acordo.
Eu realmente acreditei em um futuro juntos.
Quantas e quantas vezes sussurrei pra mim que queria que você estivesse aqui.
Não tem um dia que eu não pense em uma música pra cantar pra você.
Acredito que nossa história realmente seja de outras vidas.
Mesmo fazendo que não
No fundo eu sempre entendi seus motivos.
Sinto sua falta nos dias felizes.
Preciso de você nos dias tristes.
Muitas das coisas que eu fiz por mim
No fundo eram por você.
Já morri várias vezes só de te imaginar chorando.
E mesmo que eu encontre felicidade nos braços de alguém
Eu continuarei achando uma pena
Nós dois não termos ficado juntos...
Porque no fundo
Eu sonho em acabar com essa coisa agoniante
De a gente conversar
Conversar
E conversar
E ainda assim me engasgar com a sensação
De que mesmo dizendo tudo
Fica tanta coisa pra dizer
Que sabe-se lá por que
Eu nunca digo...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Fantasia

Difíceis são esses dias
Em que me levanto de manhã
Raspo todo o otimismo que já não existe mais no fundo da gaveta
Pego a criatividade que não me tem mais serventia
E tento inventar uma perspectiva que não existe.
Um sonho que me faça sorrir.
Uma meta pra me manter de pé.
Um futuro que nem sei se ocorrerá.
Uma força que ficou pra trás.
Um alguém que escute meu desabafo.
Um abraço de "vai ficar tudo bem" que aperte forte.
A voz de um “conta comigo” que não é dito há tempos.
E mais um bando de outra coisas
Que eu sou obrigado a fantasiar
Desde o momento que acordo
Até a hora que vou dormir.
Só pra não morrer de tristeza...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mínima Ideia

E foram tantos eventos
Datas
E aniversários
Que a gente participou.
Que eu não tenho a mínima ideia
Do quanto comemoramos juntos.
E foram tantos apelidos
Nomes
E ironias
Que a gente se chamou.
Que eu não tenho a mínima ideia
Do que realmente fomos.
E foram tantas vistas
Locais
E acontecimentos
Que a gente viu.
Que eu não tenho a mínima ideia
De como está nosso álbum de fotografia.
E foram tantos dias
Meses  
E anos
Que a gente viveu.
Que eu não tenho a mínima ideia
De quanto tempo a gente durou.
Porque foram tantos momentos
Lembranças
E saudades
Que você me causou.
Que você poderia ao menos me dar a mínima ideia
De como eu continuo sem você...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mas E Se Fosse?

Mas e se fosse você o assaltado
O que você faria?
Mas e se fosse um parente seu o abusado
O que você diria?
Mas e se fosse um amigo seu o julgado
Como você o defenderia?
Mas e se fosse um desafeto seu o culpado
Como você o “esculacharia”?
Mas se fosse você o dono da Casa de Bicicletas
Como você incentivaria?
Mas e se fosse você o que amarasse
O que você justificaria?
Mas e se fosse você o cara da polícia
Quem você chamaria de "meliante"?
Mas e se fosse sua a bicicleta roubada
Quantos tapas você daria?
Mas e se fosse você a corrente
Como você amarraria?
Mas e se fosse você o dos Direitos Humanos
Como você  se indignaria?
Mas e se fosse você o cara da TV
Que discurso você faria?
Mas e se fosse você a vítima da violência diária
Como você aplaudiria?
Mas e se fosse um filho seu o amarrado
Como você sofreria?
Mas e se fosse você o acorrentado
Como você se defenderia?
Mas e se fosse você o das redes sociais
O que você compartilharia?
Mas e se fosse realmente seu o direito de julgar
(Mesmo sabendo de tantos pontos de vistas)
 

Ainda assim julgaria?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

05 de Fevereiro

Somos do tempo
Em que a saudade se matava com abraços
E não com mensagens de texto.
Somos do tempo em que o jeito era aceito por ser único
Marca registrada
E não algo para se tentar mudar.
Somos do tempo
Em que perder tempo não era ficar em um relacionamento
Mas sim
Ficar longe um do outro.
Somos do tempo em que olhar pra lua
Era sinal de romantismo
E ali não tinha nada de brega.
Somos do tempo em que brigas e discussões
Eram necessárias para o amadurecimento
Para entender lados e ideias
E não determinavam o fim de nada.
Somos do tempo em que o que estava ruim
Se consertava
Tentava ajeitar
E não se jogava fora.
Somos do tempo em que a conversa era o principal diferencial
E não a aparência ou físico
(Talvez por isso ainda conversamos tanto.)
Somos do tempo em que não existia
Cada um ir para um canto
Fazendo o que quiser.
Que a graça de ser de alguém
Era pra ter companhia e acompanhar.
Somos do tempo em que domingo era dia de ver TV juntos
E não cada um em um canto isolado em seu próprio gosto.
Porque somos de um tempo
Em que os anos juntos realmente aconteciam
E eram sinais de orgulho.
E talvez por isso hoje
Resistimos a tantas mudanças do tempo
Pra vir aqui falar do tempo que somos...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Deixa Ela Ir Embora

E por quantas vezes...
Eu olhava pra você
E sentia mágoa.
A cada foto que eu via
A moldura era uma mágoa.
De cada momento que eu lembrava
O cenário era de mágoa.
Todo poema que eu escrevia
Continha frases em forma de mágoa.
Os rascunhos mal acabados de tantos planos
Tinha o rabisco de mágoa.
Todo lugar que eu passava
O chão era feito de mágoa.
Afinal
Tudo que tinha a ver com você
Só podia ser mágoa...
Eu estava cansado
Farto de tanto peso.
Já não aguentava mais me engasgar com tanta dor.
Envenenar-me com meu próprio veneno.
Me sufocar por um passado
Que teve tudo pra ser futuro
Mas infelizmente não foi.
Ficar preso entre tratos desfeitos
Coisas que não existiram
Acontecimentos que não aconteceram
Felicidades que não tiveram nada de feliz
E tantas outras coisas que poderiam justificar
Uma raiva
Mas que no final das contas
Não justificavam nada.
Porque um dia me olhando no espelho
Eu percebi
Que no fundo mesmo
Todo esse poço de rancor no qual eu me afundava
De nada tinha a ver com você
A mágoa que tinha mesmo era de mim.
E assim
Quando eu fui capaz de me perdoar
Por tudo que fiz e deixei de fazer
Eu fiquei livre
Vivi em paz
E consequentemente
Toda a mágoa que eu achava que tinha
Assim como você
(Sem mais nem menos)
Foi embora também...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Corte o Talvez da Sua Vida

“E esse é o problema do talvez”
Pensava eu
Enquanto me apegava a mais uma incerteza.
Porque o talvez pode até ser confortante
Esperançoso
Ajuda a encarar um amanhã sem o carma do “definitivo”.
Deixa a porta aberta com esse eterno “se”
Revigora os dias
Com o ar de tudo ser possível...
Mas o talvez também agonia com a dúvida
Com tudo que não vai de vez:
A tristeza que não passa
O não se importar que ainda se importa
O quase
O quem sabe
O passado que sempre tem a possibilidade de voltar.
Aquele seguir em frente que olha pra trás
Escoltando pra ser se algo mudou
Na esperança de assim
De um dia pro outro
Sem mais nem menos
Com pura metamorfose da vida
Tudo que não é claro
Um dia
Virará certeza.