terça-feira, 10 de setembro de 2013

You've Lost That Lovin' Feeling

A tecnologia chegou (há tempos na verdade) e com ela a sociedade passou por uma sequência de transformações,  principalmente no meio de buscar informações.  Antes, talvez até a década de 90, todos eram mais passivos (por não terem escolhas), dependentes dos meios de comunicação de grande massa, que de certa forma influenciavam diretamente em tudo aquilo que era visto e ouvido.

Claro que existiam sim possibilidades de se trilhar outros caminhos na busca de algo diferente do que se era oferecido, mas a facilidade nem se compara com a velocidade que um simples clique na internet proporciona agora. Não estou nem entrando de mérito do poder da mídia em manipulações sobre os fatos, verdades e mentiras, teoria de Agenda-setting, entre outras coisas, mas sim única e exclusivamente no acesso cultural, mais especificamente da música.

A tecnologia, e com ela seu principal veículo a internet, aumentou ainda mais a segmentação musical ou melhor, ajudou na busca dessa segmentação que talvez já existisse desde sempre. Hoje em dia é muito fácil ouvir uma banda da China ou acompanhar a carreira de algum artista Hindu em momento real, porém, na maioria dos casos, escuta-se muito, porém conhece-se pouco.

Até a já citada década de 90, antes da maravilha do download de músicas, quando se gostava de uma simples música de uma determinada banca, se ouvia o disco inteiro, o K7 inteiro, e a partir daí toda uma descoberta adentro daquele álbum era feita. Hoje não. Hoje existe apenas uma melhor música de vários álbuns, várias músicas ouvidas, porém nenhum trabalho conhecido, sem tempo para conhecer, sem paciência para apreciar, uma busca incessante apenas do apararentemente melhor do melhor de cada um e nada mais.

O problema é que com isso, mesmo com toda a possibilidade de informação ao alcance, o não aprofundamento de certos materiais, continua manter a sociedade dependente de certos meios não tão grandes como os meios de massa de anos passados, porém, ainda parciais como: festas, DJ’s e rádios online, que passaram a ser os “garimpadores” do que existe de bom por aí para um público que mesmo com toda a possibilidade de buscar seu próprio conhecimento, prefere continuar no papel de passivo aceitando apenas o que lhe é dado, mas que acha que escolhe, só porque faz o download.

Por outro lado, os meios de massa enxergando agora de perto tantas e tantas ramificações segmentadas de estilos e mais estilos, precisam de coisas cada vez mais simples para fazer de homogênea uma sociedade que deixou de ser homogênea há muito tempo. E a partir daí a sensação de que nada de bom mais é feito, nada mais de interessante surge, apenas uma sobrevida dada por músicas novas de bandas que já estão na estrada há bastante tempo , ou novidades artísticas, cada vez mais sem conteúdo, que servem apenas para preencher os espaços publicitários e shows e mais shows de uma sociedade carente, que transforma até ex-BBB em ídolo.

Até aí estaria tudo bem, cada um escuta e gosta do que quiser, se isso não levasse certos artistas e bandas em estereótipos que talvez não merecessem. Pois com o popular, cada vez mais popular, gravadoras e rádios investindo cada vez menos, qualquer coisa que se destaca, foge do simples, dos mesmos recados que são passados, passou a ser alternativo, cult, não prestar e etc.

Imagine se um rapaz de óculos, barbudo cantando poemas de amor aparecesse com sua banda por aí. Eles se enquadrariam na massa? Ou teria o status de “maluco”, “alternativo”, “chato” e tudo mais. Pois é... Esse rapaz poderia ser o Renato Russo que chegaria talvez duas décadas atrasado com a Legião Urbana, e hoje não faria sucesso algum. Alguém tem alguma dúvida disso?

Eu não consigo imaginar alguns CDs que tanto fizeram sucessos em outrora sendo lançados agora e tento a mesma receptividade. Por quê? A sociedade evoluiu tanto assim em qualidade ou exigência, ou ficou cada vez mais preguiçosa em captar mensagem que já fizeram sentido há algum tempo 
atrás? 

Talvez por isso as músicas antigas tem feito cada vez mais sucessos em festas, regravações, releituras e tudo mais que puder ser explorado... Por essa necessidade de resgatar um tempo especial que infelizmente, pelo andar da carruagem, nem se botar o disco ao contrário, volta mais.

Pra mim, por mais que a massa sempre tenha sido popular para alinhar ao máximo o número de pessoas dentro dela, a sociedade se perdeu com tantas possibilidades de informação e hoje em dia fica por aí, migrando de som em som, de faixa em faixa, se achando dona do controle remoto, mas apenas varia entre febres e histerias de artistas (questionáveis) de um sucesso só, que ainda são oferecidos pela nova grande massa, que mesmo sem condições nenhuma mais de controlar, inexplicavelmente... Continua controlando...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vice e Versa

E pra mim não foi estranho sentir
Que se alguém faz algo por mim
Eu devo retribuir da mesma maneira
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho saber
Que se alguém me trata com carinho e amor
Eu devo tratar da mesma forma
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho ver
Que se eu se eu falo ou peço algo
Eu devo entender que o outro tem esse direito também
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho vivenciar
Que se eu sou de uma maneira com alguém um dia
Normalmente a pessoa espera que eu seja o mesmo no dia seguinte
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho analisar
Que se alguém é companheiro comigo
Eu obrigatoriamente tenho que ser de volta
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho ponderar
Que se eu critico alguém por algo
Eu dou o direito de ser criticado de volta
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho entender
Que se eu digo que gosto de alguém
Essa pessoa pode contar comigo em todos os momentos
E vice e versa.
E pra mim não foi estranho aprender
Que se alguém está sempre ali pra mim
Eu não posso estar somente quando eu quero
E vice e versa.
Porque estranho mesmo (pra não dizer triste)
Foi perceber que reciprocidade pra você não vale nada
E que o seu vice
Nunca teve versa...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

20 Coisas Que Só a Vida Vai Te Ensinar Sobre o Sexo

1- Vá com calma. Nunca mostre um kit com lubrificantes, gel, e brinquedos no primeiro encontro, podem pensar que você é tarado (a) ou pervertido (a).

2- Não tenha nojo. Beijar na boca depois de alguns atos pode ser nojento, pouca gente assume, mas é mais normal do que parece.

3- Não se frustre. Tentar imitar alguma coisa de um filme pornô é quase como querer correr como uma maratonista do dia pra noite. É preciso prática.

4- Seja sábio. O melhor meio de fazer sexo sem camisinha com alguém é insistindo em usar.

5- Confie desconfiando. Na hora sempre dizem que está tudo bem, mas se zangar vai contar para todo mundo de uma maneira ainda mais exagerada do que realmente aconteceu.

6- Aceite. Pra elas, tamanho e diâmetro importa e muito.

7- Opte pelo simples. Muitas das suas grandes conquistas nesse campo começarão com um simples dedo.

8- Seja otimista. Se ela disse a frase: “Sabe que não vou te dar hoje” ‘e porque ela cogita dar.

9- Fique tranquila. Caso você tenha sido firme na dica acima, ele vai te chamar pra sair novamente, nem que seja só pra te comer.

10- Atenção. Cuidado com algumas exceções, elas podem virar vícios.

11- Todo dia é dia. Sempre ande bem depilada, você nunca sabe o que uma quarta feira sem graça pode proporcionar.

12- Saiba não começar. Se você mulher pagou ou dividiu a conta no 1º encontro, não tente o segundo, você corre um grande risco de ter que dividir o motel também.

13- Perceba os sinais. Se você já terminou de fazer o que tinha pra ser feito e não liga de ficar abraçado (a) é porque você gosta da pessoa.

14 – Não invente, siga o clássico! Apelidos e nomes aos órgãos sexuais, não são tão legais quanto parecem.

15 – Ouse! Um ”me come” bem dito pode funcionar melhor que muito remédio pra impotência.

16- Atenção na escolha! Roupa engana e muito!

17- Assuma riscos. Se for fazer algumas estripulias sem um planejamento prévio, esteja preparado (a) para possíveis acontecimentos indesejáveis.

18- Cuidado com alguns locais de tatuagens. Um simples galho de flor no local errado pode colocar todo um relacionamento a perder.

19- Tente de tudo. É verdade que todo mundo tem um limite, mas se você não tentar o máximo, perderá a incrível oportunidade de descobrir que aquele “machão” curte um fio terra ou que ela aquela “santinha” é doida por um ménage.

20-  Nunca subestime a vida. Não importa o quanto você acha que sabe ou viu de tudo, você sempre será surpreendido.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Amor x Posse

A posse lembra quando precisa.
O amor precisa, por isso lembra.
A posse mantém para quem sabe um dia.
O amor não se imagina um dia sem.
A posse procura quando bem entende.
O amor não entende, por isso às vezes nem procura.
A posse está quando dá pra estar.
O amor ainda que se não puder, arranja um jeito de conseguir.
A posse vê por falta de ter o que fazer.
O amor mesmo cheio de coisas para fazer, dá um jeito de ver.
A posse fica porque acha que é certo.
O amor mesmo não sabendo se é o certo, fica.
A posse se mantém por perto até arrumar alguém melhor.
O amor sabe que por mais que procure, não achará ninguém melhor.
A posse tem ciúmes porque tem medo de deixar de ser gostado.
O amor tem ciúmes, simplesmente porque gosta e ponto.
A posse sente falta de ter um alguém.
O amor sente saudades do alguém específico.
A posse acha que gosta porque sente segurança.
O amor, mesmo sem segurança alguma, tem certeza que ama.
Porque embora a posse às vezes acha que sente amor
O amor se preciso até deixa o outro ir
Porque sabe que sente de tudo
Menos posse...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Aham

E se naquele momento
Em que um desconhecido qualquer
Se aproximasse pra conversar
Você soubesse
O quão interessante as pessoas podem ser
Independente da sua casse social
Aparência
Ou coisas possuem.
Não deixaria que sua soberba
Seus valores invertidos
Nem seu foco por beleza
Respondessem monossilabicamente:

“Aham”...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Gente Podia

E a gente podia ter sido o "Casal 20".
Apaixonado
Em paz
Com tanto amor
Que daria náuseas a quem ficasse perto
De causar em inveja de todos que nos vissem.

E a gente podia ter sido o "Casal Acaso" .
Aquele que se conhece em uma batida de trânsito
Na porta de um supermercado
Ou qualquer outra coisa armação do destino
Que comprove que independente de nossa vontade
O que tem que ser tem muita força.

E a gente podia ter sido o "Casal Rivotril".
Ter se conhecido na espera de um psiquiatra em comum
Ou em hospitais especializados em gente como nós
E ali
No meio de frases sem sentidos
E alucinações cotidianas
O amor fosse nossa cura.

E a gente podia ter sido o "Casal Online".
Ter se conhecido em um chat de internet
Alguma rede de relacionamento
E entre uma mentira e outra
Um "Sou loiro de olhos azuis" e outro
Seríamos felizes de verdade.

E a gente podia ter sido o "Casal De Outras Vidas"
Ter nos conhecidos
E a partir daí 
Ter a certeza de que nascemos pra ficar juntos.
Do primeiro:  "Oi sou fulano de tal"
Até a eternidade.

E a gente até podia ser o "Ca-Sal".
Pegar minhas iniciais
E eu ser o “Ca”
E arrumar uma justificativa
Pra você ser o “Sal”.
E assim
Vivermos uma vida sem rótulos
Sem cobranças
Apenas sendo
E pronto...

Porque mesmo com tudo que dava pra ter sido
Com todos as maneiras que poderia ter acontecido
Com todos os jeitos que poderíamos ser conhecidos
Se tem uma única certeza nisso tudo
É que a gente podia…

Ah a gente podia…

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Retalhos de Cetim

E ontem eu Chorei sabe?
Chorei por tudo.
Pelos meses que segurei o choro
Por todas as vezes que usei
Por tantas vezes que me usaram
Por ter visto que seja no que for
Sempre haverá alguém melhor que eu.
Chorei pelas vezes que fiz pouco
Por ter feito demais.
Por você ter mentido
Por todas às vezes que menti
E pelo destino ter sido tão ironicamente cruel.
Chorei pela minha inocência.
Chorei pelo medo de não passar o que sinto.
Chorei pelo vazio
Pelos tempos de espera
Por não ter como voltar atrás.
Chorei por tudo ter sido tão bom
Por ter insistindo tanto
E ter me deixado levar
Quando na verdade
Eu é que tinha que ter levado.
Chorei pelas vezes que foi outra pessoa.
Chorei por não ter mais esperanças.
Chorei pelo desespero que me dá a ideia de morrer sozinho.
Chorei pela a última conversa que não tivemos
Pelas coisas que não te entreguei
Por tudo que não faremos.
Chorei por ser boa pessoa
Porém um péssimo amante.
Chorei por cada lembrança
Cada detalhe.
Por todo “boa noite” dito.
Chorei por cada momento
Chorei porque tive saudades
Porque te procurei e não te vi.
Chorei porque estava triste
Chorei pela dor.
Chorei por mim
Por você
Por nós.
Chorei por desespero
Porque gosto
Porque senti
Porque sinto
Por tudo que ainda sentirei
E muito...
Chorei porque tive vontade
Porque já tinha passado a hora.
Chorei pra me libertar
Pra perguntar “por que”
Pra gritar pra mim mesmo soluçando que acabou.
Chorei pra seguir em frente
Pra lembrar-me de você tudo em uma noite só
E depois
Enfim...
Nunca mais...