quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Soneto do Intenso


Na minha vida, tudo é muito imenso.
Com um sentimento ilimitado
E um olhar bem agitado:
Primeiro ajo, depois eu penso.

Não sei muito bem ao que pertenço
Com esse jeito complicado.
Chamam-me de exagerado
Mas eu prefiro ser intenso...

Não é algo que se evita de ser sentido.
Pode até parecer triste
Mas não é tão ruim quanto parece.

Porque quando amo, aquilo é tudo que existe.
Mas se um dia meu coração esquece
É como se jamais tivesse vivido...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mudei

Eu já fui desse tipo meio pessimista
Que entrega os pontos
Que reclama dos acontecimentos
Sem ao menos dar mais uma chance a si mesmo…
Mas hoje em dia:
Eu experimento antes de falar que não gosto.
Eu pergunto antes de falar que não sei.
Eu busco antes de falar que não encontro.
Eu tento antes de falar que não da certo.
Eu sorrio antes de falar que estou triste.
Eu luto antes de falar que não tenho.
Eu conheço antes de falar que não vou com a cara.
Eu me faço disponível antes de falar que sou sozinho.
Eu procuro antes de falar que não acho.
Eu caminho antes de falar que estou perdido.
Eu ajo antes de falar que sou coitado.
E o mais importante:
Eu vivo antes falar que a culpa é da vida…

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Uma Pena, Mas Percebi


Eu já percebi
Que o que te importa na vida
São os momentos feitos de emoção.
E eu já percebi
Que a cabeça não é o seu guia
O que te move é o coração...
E eu já percebi
Que sua paz
É seu verdadeiro paraíso.
E eu já percebi
Que haja o que houver
Nada atrapalhará seu sorriso.
E eu já percebi
Que você é bem intensa
Quando o assunto é o que existe na memória.
E eu já percebi
Que gosta muito de contos de filmes
Mas não se deixa viver as próprias histórias.
E eu já percebi
Que o amor pra você
É um lago onde se mergulha fundo
E eu já percebi
Que você só gosta do que não tem
Igualzinho a todo mundo
E eu já percebi
Que faça o que eu fizer
Inexplicavelmente nunca terei sua atenção...
Porque eu sei
Que todo mundo acha que a gente combina
Mas eu já percebi
Que só você que não...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Estranho Mesmo


Nem se eu viver por mais 200 anos
Eu vou me acostumar com a estranheza de algumas pessoas.
Sei muito bem que existem dias e dias
Momentos e momentos
Situações e situações
E tantas outras variáveis
Que nos fazem agir de um modo diferente do habitual.
O ser humano é variável
É único
E o que ele sente hoje
Não necessariamente será a mesma coisa de amanhã.
Até aí tudo bem
Ninguém quer que alguém seja a mesma pessoa todo dia.
O problema é quando o habitual é ter a falta de constância
E o dia a dia passa a ser caminhar entre os extremos
Que faz a pessoa sorrir em um dia
E no outro nem olhar pra você.
Em momentos ser doce como mel
No outro é rabugento com um velho.
Às vezes falar demais
No outro criar um silêncio incômodo.
Nós seres humanos
Somos egocêntricos por natureza
E mesmo tendo a certeza que o problema é do outro
É inevitável de pensarmos em algum momento:
 “Será que eu fiz algo errado?”.
Continuo achando que alguns impulsos podem ser controlados
Promessas podem não ser feitas
Coisas não precisam ser ditas
Enfim
Mágoas poderiam ser evitadas
Com o simples pensamento de quê:
“Vou devagar, me conheço, amanhã tudo muda...”.
Essas variáveis também vão muito pela conveniência e falta de consideração.
Nunca vi uma pessoa ter esses surtos de personalidade tão extremistas
Quando precisava muito não ter.
Quando precisamos ser de um jeito
Damos o jeito
E somos!
Porque depois que inventaram essa coisa de bipolar
Esse tipo de gente até conseguiu uma desculpa pra sociedade
Mas eu...
Vou continuar chamando de estranho mesmo...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Soneto da Família


Essa aqui é a minha fortaleza
Meu caminho, minha morada.
Onde dividido tudo até quando não tenho nada.
O que me faz dono de tanta riqueza.

Juntos somos príncipes e princesas
Nesse castelo que a gente se guarda
E enquanto existir motivos para mais uma risada
Ficaremos bem longe de toda e qualquer tristeza.

Aqui eu não sei o que é solidão
Só de olhar em volta, recupero minha fé
Porque juntos, não tenho medo algum.
  
E o que sentimos não sabemos bem o que é
Porque amor já é algo muito comum
O que gente vive, ainda não tem definição...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Aceita e Segue

Quantas vezes
Você vai ter que olhar pra trás
Para ter a certeza
De que o passado não volta?
Apesar de todo mal que possa acontecer
Meio que instintivamente
Já é da nossa natureza continuar.
Fomos feitos para nos superar
Temos isso com a gente de não entregar os pontos
De levantar após cada tombo
Sorrir apesar das dificuldades
Acreditar apesar das desiluções
Andar pra frente mesmo quando a cabeça está lá trás.
Crescemos mesmo é na adversidade!
Tem momentos que até queríamos
Que as coisas fossem diferentes.
Voltar naquele segundo do passado
Tomar aquela decisão novamente
E assim
Mudar todo o presente…
Mas não!
O maior aprendizado que pode existir na vida de alguém
É o de saber conviver com as próprias escolhas
Por piores que elas tenham sido.
As decisões formam exatamente o que somos e fomos
E errado
É querer voltar atrás para tomar uma decisão
Sendo agora uma pessoa
Que conhece a consequência dos atos
Bem diferente do inocente que se foi um dia...
Porque talvez
Pior que o erro de ter errado
É o de se culpar
Pelo o que já aconteceu…

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pois É

Bom mesmo
São esses ciclos
Que se encerram naturalmente
Sem precisar da tristeza
Melancolia
E toda aquela chatice
Que os fins normalmente têm.
Alguns finais
São tão simples
Ocorrem de um modo tão leve
Que poderiam ser considerados
Partes naturais de um processo chamado:
Nós
Que como tudo na vida
Teve começo
Meio
E fim….
Esses finais sim
Nem precisam de choro
Sofrimento
Gente correndo atrás de ônibus
Despedidas incansáveis
Ou qualquer coisa do tipo de cena de novela para acontecer...
Existem finais
Que simplesmente ocorrem.
E daí:
Cada um vai para um lado
Segue seu próprio caminho
E entende que a vida continua
Na boa
Em paz
Sem aquele peso desleal
De conviver com a frustração
Do que poderia ter sido
Mas não foi...
Nem sempre para acabar
Precisamos lacrar coisas em caixas
Desfazer de lembranças
Destruir porta retratos
E transformar tudo tangível entre duas pessoas em lixo.
Tem certos fins
Que são tão óbvios
Tão leves
Que o máximo que precisa ser dito é:
“Tchau
Foi bom
Valeu
Mas to seguindo…”.