Não, o título não faz nenhuma alusão aos boatos da opção sexual do Gianecchini, nem muito menos traça uma linha conspiratória insinuando que sua doença seja o HIV e não o Câncer. Esse texto também, antes de tudo, não tem nem um pouco de humor ou sarcasmo com um assunto tão delicado e triste como esse, mas sim mostra a minha torcida pela melhora de nosso ator nessa batalha e principalmente minha preocupação sobre esse assunto.
Não sei se mais alguém percebeu, mas essa luta do Gianecchini contra o câncer está muito além de ser só dele e passou a ser de uma sociedade inteira que através disso está colocando toda a sua esperança de cura, seja de alguém bem próximo, seja de um parente, seja dela mesmo no ator.
Quando uma pessoa jovem, bonita, com dinheiro, enfim, uma referência aos padrões de saúde e bem estar tem uma doença tão grave como essa, é normal que a sociedade se abale, e veja que o problema está mais próximo do que se imagina. Pior ainda é quando essa “batalha” é travada perante todos, de uma maneira exposta, em que se pode acompanhar cada passo do tratamento, cada dia de quimioterapia, cada dor, cada esperança, como um reality show detalhado dos acontecimentos.
Tracei um paralelo com o Cazuza, porque meu medo caso o Giannechini não vença essa batalha é que o efeito seja parecido com que o HIV teve com o mesmo na década de 90. Ele era jovem, tinha recursos, era famoso, era adorado, travou sua batalha publicamente, expos sua aparência fragilizada (que é lembrada até hoje como a fase final da doença) e infelizmente veio a falecer naquelas condições, dando a senso comum na época, que a doença não tinha cura. Tudo bem que de certa forma a exposição do Cazuza teve um aspecto positivo no que diz respeito à prevenção da doença, pois o medo talvez tenha feito as pessoas ficarem mais conscientes, porém, depois daquela luta pela sobrevivência tão exposta, tão midiática, quantas pessoas infectadas durante os anos que seguiram, não viveram com a sensação que estavam fadados a morte? E o câncer tem um agravante, pois diferentemente do HIV, ainda não existe um meio de ele ser evitado.
Tudo bem que muitos publicamente já venceram o câncer, assim como muitos publicamente vivem há mais de 20 anos com o HIV, porém, infelizmente uma derrota assim tão acompanhada de perto pode ser um divisor de águas e ter conseqüências desastrosas no que diz respeito ao fator mais importante de todos: A Fé.
Não estou criticando a mídia nem ao Giannechini por essa exposição, acredito sim que uma dor dividida normalmente dói menos, que ouvir palavras de apoio e conforto tem uma parcela grande na recuperação e talvez por isso eu esteja desejando ao Giannechini uma boa recuperação com toda força do mundo, porque pra mim, desde que ele divulgou o acontecido, ele deixou de lutar só por ele...
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
E Mesmo Sem Te Ver
Por muitas vezes já quis perguntar como você estava , sabe?
Saber da família
Do trabalho
Dos amigos.
Relembrar alguns fatos.
Ser amigável.
Saber o que se passa.
Jogar aquela conversa fora.
Afinal
Já tem tanto tempo
A gente cresceu
E adultos fazem isso...
Vivemos tantas coisas juntos
Que agora
É até injusto
Eu ficar de fora dos acontecimentos
Sem nunca saber se enfim sua alergia melhorou
Ou se seu emprego ainda é o mesmo.
Mas não fico sabendo
Culpa minha, óbvio.
Não sei bem se por amor, egoísmo ou ego
Mas confesso que vai doer um pouco saber
Que a sua vida sem mim
Até que ta indo bem...
(Prefiro continuar acreditando que ainda sofre)
Saber da família
Do trabalho
Dos amigos.
Relembrar alguns fatos.
Ser amigável.
Saber o que se passa.
Jogar aquela conversa fora.
Afinal
Já tem tanto tempo
A gente cresceu
E adultos fazem isso...
Vivemos tantas coisas juntos
Que agora
É até injusto
Eu ficar de fora dos acontecimentos
Sem nunca saber se enfim sua alergia melhorou
Ou se seu emprego ainda é o mesmo.
Mas não fico sabendo
Culpa minha, óbvio.
Não sei bem se por amor, egoísmo ou ego
Mas confesso que vai doer um pouco saber
Que a sua vida sem mim
Até que ta indo bem...
(Prefiro continuar acreditando que ainda sofre)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Conselho da Madrugada
Não tenha pressa
Não se desespere.
Por mais óbvio que pareça
Até o tempo também tem seu tempo...
Se o passado é só o que você possui no momento
Não perca as esperanças
Aceite
Experimente
E tente...
Começar o novo realmente não é fácil
E comparar o começo de algo
Com o auge de outro
É no mínimo crueldade.
Lembre-se que até o maior dos amores
Não começou de um dia para o outro
Ele foi construído da incoerência de um oi
Da inocência de um olhar...
Aceite!
Não é só porque o ideal ainda não apareceu
Que você precisa passar a vida inteira
Contentando-se com o que há tempos
Já cansou de ser mais ou menos...
Não se desespere.
Por mais óbvio que pareça
Até o tempo também tem seu tempo...
Se o passado é só o que você possui no momento
Não perca as esperanças
Aceite
Experimente
E tente...
Começar o novo realmente não é fácil
E comparar o começo de algo
Com o auge de outro
É no mínimo crueldade.
Lembre-se que até o maior dos amores
Não começou de um dia para o outro
Ele foi construído da incoerência de um oi
Da inocência de um olhar...
Aceite!
Não é só porque o ideal ainda não apareceu
Que você precisa passar a vida inteira
Contentando-se com o que há tempos
Já cansou de ser mais ou menos...
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Brega
Hoje
Seria até engraçado
Usar o nosso vocabulário
Cheio de frases melosas
Apelidos bregas
E brincadeiras que ninguém mais entenderia.
Afinal
A gente já nem ta mais junto
E a separação foi tão dolorosa
Que o tempo fez eu ficar com vergonha das coisas que eu te dizia
Como se fosse um erro
Ter me entregado daquele jeito
Ficar tão apaixonado...
Daí
(Talvez por culpa ou por raiva)
Por muito tempo
Cheguei achar
Que o amor
E a paixão eram bregas.
Que o jeito que cada um olha
Brinca
Ou chama aquele que ama
Eram irritantes
Fossem uma verdadeira palhaçada.
Mas na verdade não...
Talvez só agora
Lembrando de tudo
Que percebo que eu
Ou nós
Já éramos bregas por natureza
Assim como todo mundo.
E o amor
No fundo
Só deixou com que a gente
Perdesse esse filtro irracional de se importar
Com o que os outros iriam pensar.
Já podíamos ser nós mesmos...
Afinal
Naquele momento
Depois de tanto amor
O que mais importava na vida
Além do que sentíamos um pelo outro?
Seria até engraçado
Usar o nosso vocabulário
Cheio de frases melosas
Apelidos bregas
E brincadeiras que ninguém mais entenderia.
Afinal
A gente já nem ta mais junto
E a separação foi tão dolorosa
Que o tempo fez eu ficar com vergonha das coisas que eu te dizia
Como se fosse um erro
Ter me entregado daquele jeito
Ficar tão apaixonado...
Daí
(Talvez por culpa ou por raiva)
Por muito tempo
Cheguei achar
Que o amor
E a paixão eram bregas.
Que o jeito que cada um olha
Brinca
Ou chama aquele que ama
Eram irritantes
Fossem uma verdadeira palhaçada.
Mas na verdade não...
Talvez só agora
Lembrando de tudo
Que percebo que eu
Ou nós
Já éramos bregas por natureza
Assim como todo mundo.
E o amor
No fundo
Só deixou com que a gente
Perdesse esse filtro irracional de se importar
Com o que os outros iriam pensar.
Já podíamos ser nós mesmos...
Afinal
Naquele momento
Depois de tanto amor
O que mais importava na vida
Além do que sentíamos um pelo outro?
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Tá Tudo Bem
Eu já fui seu ”Mala”
Hoje a gente nem se fala
Mas ta tudo certo...
Já namoramos na sala
Já fomos em baile de gala
Agora não me quer perto...
Eu já fui seu amor
Hoje não tenho valor
Dizem que isso faz parte
Já falei da minha dor.
Dividimos um cobertor
Não aceito que me descarte...
Hoje você nem lembra
Dos fins de semana na fazenda
Mas eu guardei com carinho as fotos.
Um dia já fiz uma falta tremenda
Hoje sou o passado na sua agenda
Que infelizmente nem anoto.
O filho que um dia teríamos teve até nome
Resolvemos a ordem dos sobrenomes
Mas no fundo você nunca quis...
A menina continuou sendo só um pronome
Afinal só combinamos o nome do homem
Por ser filha da gente, ela seria feliz...
Mas já fomos felizes gritando: "Mengo"
Hoje não te faço nem dengo
Ainda tem graça torcer?
Putz...Agora me dei conta que já é Novembro
E de nós dois eu ainda lembro
Mas tudo bem, quem perdeu foi você...
Hoje a gente nem se fala
Mas ta tudo certo...
Já namoramos na sala
Já fomos em baile de gala
Agora não me quer perto...
Eu já fui seu amor
Hoje não tenho valor
Dizem que isso faz parte
Já falei da minha dor.
Dividimos um cobertor
Não aceito que me descarte...
Hoje você nem lembra
Dos fins de semana na fazenda
Mas eu guardei com carinho as fotos.
Um dia já fiz uma falta tremenda
Hoje sou o passado na sua agenda
Que infelizmente nem anoto.
O filho que um dia teríamos teve até nome
Resolvemos a ordem dos sobrenomes
Mas no fundo você nunca quis...
A menina continuou sendo só um pronome
Afinal só combinamos o nome do homem
Por ser filha da gente, ela seria feliz...
Mas já fomos felizes gritando: "Mengo"
Hoje não te faço nem dengo
Ainda tem graça torcer?
Putz...Agora me dei conta que já é Novembro
E de nós dois eu ainda lembro
Mas tudo bem, quem perdeu foi você...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Uma Tal de Saudade
Tem dores que são feitas apenas pra sofrer
Não servem mais pra nada
Nem como aprendizado.
E das dores
Talvez a mais cruel
Seja a saudade...
Porque talvez diferentemente das outras
Ela torna se tangível
Em tudo que é possível.
E com isso
A saudade é capaz de ser vista
Em forma de:
Foto
Filme
Ou música
Pessoa
Palavra
Ou lugar
Uma espécie de “Quem Sou Eu”
Que eu nunca quis jogar...
Como se em um domingo qualquer
Fossemos capazes de ir a um jogo de futebol
De mãos dadas com a saudade
Vestindo a blusa da saudade
E torcendo para um gol da saudade
Tudo ao mesmo tempo.
E o pior!
Certas dores
Tipo uma tal de saudade
São tão fortes e cruéis
Que não servem pra mais nada
Além de fazer sofrer e deixar agonizado.
São tão ruins
Que nem pra matar servem...
Não servem mais pra nada
Nem como aprendizado.
E das dores
Talvez a mais cruel
Seja a saudade...
Porque talvez diferentemente das outras
Ela torna se tangível
Em tudo que é possível.
E com isso
A saudade é capaz de ser vista
Em forma de:
Foto
Filme
Ou música
Pessoa
Palavra
Ou lugar
Uma espécie de “Quem Sou Eu”
Que eu nunca quis jogar...
Como se em um domingo qualquer
Fossemos capazes de ir a um jogo de futebol
De mãos dadas com a saudade
Vestindo a blusa da saudade
E torcendo para um gol da saudade
Tudo ao mesmo tempo.
E o pior!
Certas dores
Tipo uma tal de saudade
São tão fortes e cruéis
Que não servem pra mais nada
Além de fazer sofrer e deixar agonizado.
São tão ruins
Que nem pra matar servem...
Entenda Que Sou Assim
Não é porque eu não ligo
Que eu não queira falar
Não é porque eu não choro
Que eu não sinta tristeza
Não é porque eu não procuro
Que eu não sinta falta
Não é porque eu sorrio
Que eu esteja feliz
Não é porque eu saio
Que eu não queira ficar
Não é porque fico quieto
Que eu não queira dizer
Não é porque sou nem aí
Que eu não morra de saudade
Não é porque pareço frio
Que eu não esteja desesperado
Não é porque eu não reclamo
Que eu não sinta dor
Não é porque fico calado
Que eu não queira gritar por aí
Não é porque está sol
Que meu dia não pode estar sendo cinza
Não é porque eu não reclamo
Que eu não esteja decepcionado
Não é porque não me viu
Que eu não procurei
Não é porque pareço bem
Que eu não esteja sofrendo
Não é porque eu estou vivo por fora
Que eu não posso estar morrendo por dentro...
Que eu não queira falar
Não é porque eu não choro
Que eu não sinta tristeza
Não é porque eu não procuro
Que eu não sinta falta
Não é porque eu sorrio
Que eu esteja feliz
Não é porque eu saio
Que eu não queira ficar
Não é porque fico quieto
Que eu não queira dizer
Não é porque sou nem aí
Que eu não morra de saudade
Não é porque pareço frio
Que eu não esteja desesperado
Não é porque eu não reclamo
Que eu não sinta dor
Não é porque fico calado
Que eu não queira gritar por aí
Não é porque está sol
Que meu dia não pode estar sendo cinza
Não é porque eu não reclamo
Que eu não esteja decepcionado
Não é porque não me viu
Que eu não procurei
Não é porque pareço bem
Que eu não esteja sofrendo
Não é porque eu estou vivo por fora
Que eu não posso estar morrendo por dentro...
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