quarta-feira, 13 de julho de 2011

Só Aparece

A gente já foi amigo
Já tivemos ginga
Dividimos a cama
De maneira direta

Eu já fui teu mendigo
Você foi o meu drama
Meu eterno coringa
O que me fez ser poeta

Pra que esse castigo?
Você nem me ama
Então por que se vinga?
Se isso apenas ME afeta...

Só fala comigo
Se quiser me xinga
Mas pelo menos me chama
Só não continua assim: Quieta

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sono

Agora já tanto faz
O motivo da insônia
Mas quem me dera que todas fossem assim

Pois, mesmo incomodando ela traz
Sem nenhuma cerimônia
Um certo bem estar pra mim

Se todas as noites mal dormidas
Tivessem essa risada
Delas eu seria fã

Assim como se todas as despedidas
Fosse só uma parada
Para a conversa de amanhã

Se todo o mau humor
Fosse tão bem humorado
Juro que nunca mais dormiria

E se todas as vezes que dissesse “já vou”
Estivesse tão bem acompanhado
Juro que não mais iria

Ficar com um corpo que não sou dono
Não ter forças pra levantar
Poderia me deixar desanimado

E por todo esse meu sono
Eu até poderia te xingar
Mas só te peço obrigado...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Arrependido?

Nunca entendi muito bem essa coisa de arrependimento
Pelo menos não do jeito que ele é usado.
Arrependimento
Pesar
Querer voltar atrás
E qualquer outro adjetivo do tipo
Deveria ser muito mais uma lição verdadeira
Perante a um erro reconhecido
Do que uma forma
Talvez apelativa
E inconseqüente
De se pedir desculpas.
Inconseqüente sim
Porque quando “ele”, o arrependimento, é aceito como tal
E uma possível 2ª chance é dada
Dependendo do resultado
Ele tem a capacidade única e desastrosa
De transformar em uma fração de segundos
A até então “Vítima”
Na “Idiota” da história...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não Te Contei

Estava escrito
Como todas as cartas que escrevi
Mas não mandei

Foi tudo dito
Como tudo aquilo que senti
Mas não contei

Ta tudo certo
Como tudo o que foi programado
Mas não aconteceu

Eu to bem perto
Do lugar de onde tava combinado
Mas se perdeu

Eu ainda declamo
Toda a devoção pela gente
Mas você nunca ouve

Porque eu ainda Te Amo
Do mesmo jeito que sempre
Mas que você nunca soube

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Depois de Partir

Depois que você partiu
Só o silêncio me fez companhia
Cantando pra mim a nostalgia
De um tempo em que você existiu

O vazio era tão forte que vinha em uma espécie coro
Servia de plano de fundo do meu dia a dia
Pois angústia de falta de som e melodia
Só era interrompido por momentos de choro

Sorriso, só na foto que já não te importa
Sei lá porque ainda a deixei do meu lado
Talvez na esperança desse nosso passado
Romanticamente ainda voltar pela porta

Sei que já nem pesa o bem que te fiz
Pois você ainda me deixa com a cruz de culpado
E por culpa desse amor meio inacabado
É impossível eu negar que sou infeliz

O pior foi só perceber quando já estava indo
Sem nem me explicar bem o porquê
E eu me vi sendo obrigado a esquecer
Um amor que pra mim, foi o mais lindo...

E não sei se você já descobriu
Mas me dividindo em dois, eu parei de viver
Pois o pedaço que importava você levou com você
Depois que você partiu..

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Última da Última

“É a última vez que falo com você”
“Depois de hoje, não temos mais nada a ser falado”
Seria trágico se fosse verdade
Mas nunca é, pelo menos não pra quem ainda quer falar.
No fundo, por mais que se fale algo
Por mais que se fale “tudo”
Por mais que se anote o que deve ser dito
Pra quem ainda importa a conversa
Sempre vai ficar algo pra depois.
Talvez nem seja nada de novo
Nem algo relevante
Talvez seja mais aquela esperança de que depois dizer a mesma coisa
De outra maneira
Ou não
A resposta dessa vez seja diferente
Ou não...
Mas antes fosse só ter algo pra dizer...
Acho que nesse caso
Ouvir é mais importante
Renovar algumas coisas
Manter-se perto
Manter o contato
Manter-se vivo
Validando cada dia um
“eu também”
“quem sabe um dia”
Como se palavras fossem a garantia de algo.
Tolo de nós
Que não conseguimos fechar certos ciclos
E agimos como se olhássemos
Para um fotografia antiga na esperança que ela mudasse
Deixamos vínculos eternamente abertos
Sempre na esperança de ainda ter mais uma última coisa pra dizer
E mesmo depois de ter dito "tudo"
Pela ultima vez...
Ainda guardamos um milhão de coisas
Para serem ditas
Depois
Quem sabe um dia
Mas que no fundo
Pelo menos pra gente
Nunca são..

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dia Meu

Hoje eu não consegui ser discreto
Que até o dia sentiu o que eu senti
E também acordou
Meio cinza
Chuvoso, com frio e sem sol...

Hoje eu não consegui disfarçar a ausência
Que até o dia percebeu o que eu senti
E também acordou
Meio triste
Meio vazio, lento e entediado...

Hoje eu não consegui nem mentir pra mim
Que até o dia ficou sabendo o que eu senti
E também acordou
Meio carente
Atrasado e sem vontade nenhuma de ser...

Hoje eu não consegui esconder a falta
Que até o dia se comoveu com o que eu senti, foi solidário
E também acordou
Meio estranho
Com a falta de algo, com essa cara de saudade...