segunda-feira, 13 de junho de 2011

E agora? O Que é Que a Gente Faz?

E agora
O que a gente faz?
Cada um vai para um lado
E não se fala nunca mais?
Tem como eu pelo menos ser educado
E me despedir dos seus pais?

E agora
O que a gente faz?
Sei que ta decidida
Pra mim até demais
Mas pra que me tirar da sua vida
Não podemos ser cordiais?

E agora
O que a gente faz?
Deixamos essa vazio aqui no meio?
Esquecemos as coisas legais?
Me manda pelo menos email
Nunca lidei bem com finais

E agora
O que a gente faz?
Ta batendo desespero
As dores são pontuais
Você acha que é exagero
Eu acho que são sinais

Mas e agora?
O que a gente faz?
Quando a cabeça não pensa
Os dias são sentimentais
A dor é tão imensa
E as tristezas antes fossem fatais

E agora
Só me diz o que a gente faz
Se é mesmo como dizem:
“Isso é normal entre os casais”
Que pra mim você decide:
E agora? O que é que a gente faz?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Última (Será?) Que Morre

Esperança é algo tão bom
Que deveria entrar na constituição com uma daquelas frases bonitas:
“Todo mundo tem o direito e dever de ter esperança quando precisar”
Ou melhor
Ela poderia ser vendida no mercado
Ser dada nos postos de saúde
Ser prometida em campanhas eleitorais
Ser distribuídas em festas
Se entregue em casa
Ou de qualquer outra forma que cada um preferir.
A esperança na verdade nem precisaria chegar
Porque ela nunca deveria nem ir
Ela teria que ficar
Só pra lembrar que sempre haverá um amanhã.
Mas pensando bem
Melhor não
Vamos deixar a esperança ser sempre a esperança
(Até porque a gente só valoriza o que não tem)
Ser aquele empurrão
Aquele “vamos lá”
Aquele “vai dar tudo certo”
Que às vezes ta na cara, mas precisamos tanto ouvir.
Na verdade
Pra mim, a esperança
É o mais incrível dos sentimentos
Ou das dádivas
Ou do que for
Pois é a única que consegue mudar qualquer situação de uma hora pra outra
Apenas com o simples recado
Que aquilo tem conserto
Que aquilo
Pode e vai melhorar.
Imagina que triste seria uma vida sem esperança
Na primeira topada todos pararíamos
"Continuar pra quê?"
Seria indagado
Mas não...
Ela existe
Vem de todos os lados
De todas as formas
Só pra gente entender que tudo na vida é passageiro
Até aquilo que a gente acha que ficará pra sempre
E não fica
Nada fica
Acho que no fundo só a esperança
Essa sim fica
Permanece ali
Mesmo quando a gente não vê
Quando a gente não quer
Porque ela é teimosa
Ela fica até o fim
Até no leito de morte
Eu já a vi
Afinal
Como dizem por aí....
Ela é a ultima que morre
Mas eu... Sei não...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Estive Lá... Mas Não Lembrei de Você...

Hoje pra mim tanto faz
O que fez ou deixa de fazer
Hoje eu nem me importo mais
Em porra nenhuma que tem pra dizer

Pra onde tem ido
Deixou de ser problema meu
Quem tem te comido?
Sei não, só sei que não sou eu

Tanto faz se seu “atual” nem é do Rio
E vocês sempre terminam
Fiquei sabendo que ele é vazio
Ainda bem que combinam

Nem me interesso sobre quem conheceu
Muito menos quem estava por perto
Já disse que pra mim você morreu
E morto não fala, correto?

E se por acaso te encontrar e ignorar-te toda
Nem perca seu tempo me perguntando o porquê
Pois se eu que me amo, às vezes quero que eu me Foda
Imagina você...

terça-feira, 7 de junho de 2011

E Foi Só...

Só depois que você não me quis
Eu descobri o que era dor
Só depois que você não me quis
Eu vi o que era sofrer
Só depois que você não me quis
Eu percebi o que passou
Só depois que você não me quis
Que eu passei a te entender
Só depois que você não me quis
Que eu vi que estava só
Só depois que você não me quis
Que eu vi que me perdi
Só depois que você não me quis
O meu peito deu um nó
Só depois que você não me quis
Que eu parei de mentir
Só depois que você não me quis
Que passei a perceber o que sentia
Só depois que você não me quis
Que eu percebi o que fiz
Só depois que você não me quis
Que eu vi o quanto te queria
Mas foi só depois que você não me quis
Só depois que você não me quis

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Faz Falta

Bem que você poderia aparecer
Com aquela velha desculpa
De: “só pra saber como está”

Adianto que a gente pode esquecer
A discussão sobre de quem é a culpa
Deixa dividida, é mais fácil de agüentar

Bem que você poderia dizer um “oi”
Mesmo daquele jeito, meio de longe, que não encara
Acho que me faria bem

Ou me explicar bem o que a gente foi
Porque tem horas que acho que fui o cara
Já em outras penso que fui ninguém

Bem que você poderia ser como antes
Falar as coisas de sempre
Sem se importar com o que eu vou pensar

Por que estamos tão distantes?
Por que esse tempo todo ausente?
Uma conversinha nem vai te matar

Bem que você poderia esquecer o que eu te disse
Quando eu te falei que não
É porque achei que era o certo a ser dito

Sei que pra você, tudo pode soar como idiotice
Mas quando o assunto é perdão
Nem é em tudo que dizem que acredito

Bem que você poderia pelo menos dar sinal de vida
Nem que seja encontrar comigo
Só pra devolver e pegar aquilo que deixou

E quando chegar, nem fique constrangida
Se eu fizer cara de poucos amigos
Não leve a mal, eu to morrendo de saudades, é tudo parte do meu show.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Gente

Tem gente com quem falo demais
Com outras economizo palavras
Pra umas construo uma lavra
Outras algumas linhas e nada mais.

Tem gente de quem eu sinto saudade
De outras nem me lembro
De algumas do fã clube sou membro
Com outras não tenho afinidade

Tem gente com quem sonho
Já outras se perderam no tempo
Enquanto essas foram um Passatempo
Tem gente com quem ainda me indisponho

Tem gente que já me fez sorri
Com outras nem ao menos franzi a testa
Teve gente que eu quis desfilar na festa
Com outras quando fui me escondi

Tem “gente” que eu nunca sei o que quer
Outras nunca me preocupei em saber
Mas nem sei se isso se enquadra em você
Porque gente... Ainda tenho as minhas dúvidas se é...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E Isso De Ser...

Eu já fui o que me diziam que eu era
Bom, ruim , chato, interessante
E mais tantos outros adjetivos do tipo.
Na verdade
Eu era uma verdadeira coleção deles
Cada dia mais criativos e carinhosos
Ao mesmo tempo pejorativos e esdrúxulos.
Até aí tudo bem
Todo mundo tem o direito de achar o que quiser
Mas o problema era eu acreditar no que me diziam
Minha avaliação passava a ser
A visão que o outro achava de mim
Veja que desleal eu era
Com quem eu não poderia ser
Logo comigo
Deixando que outras pessoas
Com outros valores
Crenças, culturas, que tiveram um dia ruim
Que nunca me entenderam bem
Julgassem o que eu era
Dessem o meu valor.
Tão patético eu já fui
Com aquele discurso de que não queria agradar ninguém
Que não precisava provar nada pro mundo
Só porque no fundo
Eu achava que eu não conseguia
Daí fugia de ser quem eu era
Na verdade mesmo sem saber quem era
Eu queria ser o inverso de ser aquele que me diziam que era.
Confundiam-me
Eu me confundia
Nessa hora
Eu já tinha crise de personalidade
Nem sabia muito bem
Se minha cor favorita
Ou o meu hobby
Era meu mesmo
Ou era o que alguém me disse que era
Daí cansei
Como um ator que cansa de um personagem
De ter essa busca incessante por aprovação
E resolvi me ser
E aceitar que se falavam
Que se eu era isso tudo
Ou só isso
Era muito mais uma questão de quem me via
Do que de quem eu realmente era
E assim
O meu valor deixou de ser propriedade do outro
E passou a ser meu
Eu passei a ditar se era bom ou ruim
Com a liberdade de quem conseguiu a ir além
Só porque aprendeu a não se julgar por ser exatamente aquilo que é
Resumindo
Veja só que simples:
Eu não parei de prestar atenção na opinião dos outros
Elas continuam importantes
Elas continuam necessárias
Elas continuam interessantes
Mas diferente de antes
Elas continuam sendo só opiniões...
Já não me definem mais...