E foi só na sua viagem
Que eu vi que “viajei”
Pensei em atrapalhar sua decolagem
Mas agir igual filme, eu nem sei
Decidida ir me fez triste
Insinuando que pro meu coração não tinha vaga
Não sei se essas coisas de destino existem
Mas foi uma coincidência você ir pra Praga
Nome melhor não tem
Para um lugar que te tirou de mim
Será que um dia volto a ser alguém?
Ou pra sempre fico assim:
Esperando seus recados
Saudosos e arrependidos
Acusando-me de culpado
Por tudo que tem acontecido
Decidida, viajou e fez o seu caminho
Enquanto isso, eu me afundei solitário
Acho que o destino quis que enquanto você estivesse se divertindo
Estaria eu, sozinho, comendo uma torta de alho
E quando eu vejo que não tenho mais caminho algum
Eu descubro que tudo ainda pode ser pior
Porque o alho da torta era do tipo comum
Tava longe de ser um Poró...
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Uma Questão de Motivos
Se fosse antes eu questionaria
Hoje em dia eu concordo
Antes eu nem dormiria
Hoje, depois que acontece, já nem me recordo
Se fosse antes tentaria reverter
Hoje não digo nada
Antes perguntaria “por quê?”
Hoje só dou risada
Se fosse antes choraria
Hoje em dia nem levo a mal
Antes te idolatraria
Hoje te acho normal
Nas duas épocas pensaria que é problemática
E que ficar perto seria impróprio
Só que antes seria por tática
Hoje em dia em nome do amor próprio...
Hoje em dia eu concordo
Antes eu nem dormiria
Hoje, depois que acontece, já nem me recordo
Se fosse antes tentaria reverter
Hoje não digo nada
Antes perguntaria “por quê?”
Hoje só dou risada
Se fosse antes choraria
Hoje em dia nem levo a mal
Antes te idolatraria
Hoje te acho normal
Nas duas épocas pensaria que é problemática
E que ficar perto seria impróprio
Só que antes seria por tática
Hoje em dia em nome do amor próprio...
Só Quase
Eu já quase morri
Já quase amei
Já quase desisti
Já quase acreditei
Já quase fui alguém
Já quase fui adiante
Já quase me fiz de refém
Já quase fui importante
Eu já quase sorri
Já quase tive graça
Já quase desisti
Já quase fiz pirraça
Eu quase não me lembro ti
Já quase passei dessa fase
Na verdade, acho que já quase te esqueci
Mas infelizmente quase... Só quase...
Já quase amei
Já quase desisti
Já quase acreditei
Já quase fui alguém
Já quase fui adiante
Já quase me fiz de refém
Já quase fui importante
Eu já quase sorri
Já quase tive graça
Já quase desisti
Já quase fiz pirraça
Eu quase não me lembro ti
Já quase passei dessa fase
Na verdade, acho que já quase te esqueci
Mas infelizmente quase... Só quase...
terça-feira, 17 de maio de 2011
De Legal Só Tem Você?
Engraçado
Como no mundo inteiro
“Está tão difícil achar alguém legal por aí”
É o que dizem
Depois da última pessoa que foi.
E normalmente
Até aparece alguém que a gente realmente ache legal
Mas...
Comprovando Murphy e sua lei
Quem a gente acha legal
Nunca é legal com a gente...
Mas será que a gente é legal com todo mundo?
Por quantas vezes
A gente reclama que não existe ninguém legal
Que todo mundo é vazio
Ninguém quer nada com nada
Mas quando aparece...
Não nos damos oportunidade
De realmente deixarmos algo acontecer.
É sempre uma mão grande
Um sorriso sem graça
Um nariz "meio" torto
E qualquer outra desculpa ridícula que a gente inventa
Para falar que uma pessoa não é tão legal assim
Não!
Isso não tem nada a ver com ser legal
O mundo é cheio de pessoas legais
Com coisas legais pra falar
Passar
Ensinar
Compartilhar
E aprender
Só que a gente
Nessa cegueira pela busca de alguém perfeito
Esquecemos de que
O encaixe perfeito entre duas pessoas
Está na maior tolerância possível entre os defeitos
Sim...
Amar as qualidades de alguém é fácil
Todo mundo ama a beleza
A inteligência
O charme
Agora amar aquele tique nervoso
Aquele roda moinho no cabelo
O jeito estranho de falar
Ou o individualista de pensar
É sim o problema.
Mas os defeitos por si só
Podem fazer a pessoa não ser legal?
Quando alguém não nos quis
Deixamos de ser legais?
Então
Quer dizer que no mundo inteiro
Só tem a gente de legal e mais ninguém?
Por isso
Vamos parar de falar pelos 4 cantos
Que não existem pessoas legais por aí
Que ta difícil encontrar...
E vamos assumir
Que até que existem muitas pessoas legais
Nós que apenas não gostamos muito das que estão disponíveis...
Até agora...
Mas isso muda...
Como no mundo inteiro
“Está tão difícil achar alguém legal por aí”
É o que dizem
Depois da última pessoa que foi.
E normalmente
Até aparece alguém que a gente realmente ache legal
Mas...
Comprovando Murphy e sua lei
Quem a gente acha legal
Nunca é legal com a gente...
Mas será que a gente é legal com todo mundo?
Por quantas vezes
A gente reclama que não existe ninguém legal
Que todo mundo é vazio
Ninguém quer nada com nada
Mas quando aparece...
Não nos damos oportunidade
De realmente deixarmos algo acontecer.
É sempre uma mão grande
Um sorriso sem graça
Um nariz "meio" torto
E qualquer outra desculpa ridícula que a gente inventa
Para falar que uma pessoa não é tão legal assim
Não!
Isso não tem nada a ver com ser legal
O mundo é cheio de pessoas legais
Com coisas legais pra falar
Passar
Ensinar
Compartilhar
E aprender
Só que a gente
Nessa cegueira pela busca de alguém perfeito
Esquecemos de que
O encaixe perfeito entre duas pessoas
Está na maior tolerância possível entre os defeitos
Sim...
Amar as qualidades de alguém é fácil
Todo mundo ama a beleza
A inteligência
O charme
Agora amar aquele tique nervoso
Aquele roda moinho no cabelo
O jeito estranho de falar
Ou o individualista de pensar
É sim o problema.
Mas os defeitos por si só
Podem fazer a pessoa não ser legal?
Quando alguém não nos quis
Deixamos de ser legais?
Então
Quer dizer que no mundo inteiro
Só tem a gente de legal e mais ninguém?
Por isso
Vamos parar de falar pelos 4 cantos
Que não existem pessoas legais por aí
Que ta difícil encontrar...
E vamos assumir
Que até que existem muitas pessoas legais
Nós que apenas não gostamos muito das que estão disponíveis...
Até agora...
Mas isso muda...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A Vida Tem Sempre Razão
O sentido das coisas
Não está no que acontece
Não está em como acontece
Não estão nas coisas que acontecem
Mas sim na gente mesmo
Em como nos sentimos em relação ao mundo.
Parece confuso
Papo de auto-ajuda
Mas por quantas vezes
A mesma coisa
Em momentos diferentes
Foi de muito legal
Divertido
Para Entediante
Até mesmo Dolorosa
Apenas pelo modo como a gente a encarou
De como estávamos nos encarando.
Se sentimos rejeição
As coisas nos rejeitam
Tudo olha torto
E sem cor
Daí, para não ficar pra trás
Nós também rejeitamos as coisas.
Se sentimos amor
Tudo nos ama
O colorido é lindo
E nos amamos tudo de volta
Tanto que quando estamos felizes
Tudo tem mais sentido
Tudo tem mais graça
O canto dos pássaros
Uma reunião
Uma festa
Uma saída
Uma conversa
É... A Alegria tem dessas coisas mesmo.
Agora quando estamos tristes
Nada tem graça
Nada tem sentido ou razão
Talvez nem o maior sonho realizado seja o bastante
As palavras são vazias
A hora não passa
Nada acontece
Parece que só existe um buraco no dia
Entre o momento em que acordamos
E o que vamos dormir
O que falta somos mais nós dentro de nós
Não nada, nem ninguém.
Mas não se desespere
O tempo
Sempre ele
Chega
Vem
Passa
E Faz passar
Tão rápido que a gente nem sente
E de quebra faz a gente entender
E perceber
Que o sentido das coisas
É simplesmente uma forma de percepção
De como a gente olha o mundo
E de como o mundo nos olha.
Mas não culpem a tristeza por nada
Ela tem seu papel
De fazer a gente reconhecer a alegria quando ela chegar
E quando ela chegar
(Porque ela vai chegar)
Talvez em fim
Quem sabe
A gente veja que isso tudo é uma bobagem
E que o real sentido das coisas
É o de viver
O resto é o bônus que a vida
Quando tá de bom humor
Acaba nos dando...
Não está no que acontece
Não está em como acontece
Não estão nas coisas que acontecem
Mas sim na gente mesmo
Em como nos sentimos em relação ao mundo.
Parece confuso
Papo de auto-ajuda
Mas por quantas vezes
A mesma coisa
Em momentos diferentes
Foi de muito legal
Divertido
Para Entediante
Até mesmo Dolorosa
Apenas pelo modo como a gente a encarou
De como estávamos nos encarando.
Se sentimos rejeição
As coisas nos rejeitam
Tudo olha torto
E sem cor
Daí, para não ficar pra trás
Nós também rejeitamos as coisas.
Se sentimos amor
Tudo nos ama
O colorido é lindo
E nos amamos tudo de volta
Tanto que quando estamos felizes
Tudo tem mais sentido
Tudo tem mais graça
O canto dos pássaros
Uma reunião
Uma festa
Uma saída
Uma conversa
É... A Alegria tem dessas coisas mesmo.
Agora quando estamos tristes
Nada tem graça
Nada tem sentido ou razão
Talvez nem o maior sonho realizado seja o bastante
As palavras são vazias
A hora não passa
Nada acontece
Parece que só existe um buraco no dia
Entre o momento em que acordamos
E o que vamos dormir
O que falta somos mais nós dentro de nós
Não nada, nem ninguém.
Mas não se desespere
O tempo
Sempre ele
Chega
Vem
Passa
E Faz passar
Tão rápido que a gente nem sente
E de quebra faz a gente entender
E perceber
Que o sentido das coisas
É simplesmente uma forma de percepção
De como a gente olha o mundo
E de como o mundo nos olha.
Mas não culpem a tristeza por nada
Ela tem seu papel
De fazer a gente reconhecer a alegria quando ela chegar
E quando ela chegar
(Porque ela vai chegar)
Talvez em fim
Quem sabe
A gente veja que isso tudo é uma bobagem
E que o real sentido das coisas
É o de viver
O resto é o bônus que a vida
Quando tá de bom humor
Acaba nos dando...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Chatuba de Mesquita Feelings 2 - A Volta do Homem Mau
Ela me chamou de “Nem”
E eu nem soube bem
O que isso quis dizer
Eu ri e perguntei: "Quem?"
ela foi e sorriu também
E me disse é você
Agradeci mas virei pro lado
Ainda meio acanhado
Com meu novo apelido
Mas pensei que poderia estar enganado
Quem sabe até mal educada
E chamei pra vir comigo
Saí sem ela nem me dizer seu nome
Mas logo me disse que se matasse sua fome
Ela faria de “tudo”
Depois dessa, uma lição de moral talvez eu tome
Mas por culpa do meu instinto de homem
Eu comprei dois X-Tudos
Ela comeu como se não houvesse amanhã
Com os dois X-Tudos ganhei uma fã
Que quando acabou, me pareceu até mais robusta
Mas não sei se foi porque me senti um galã
Ou se foi porque ela realmente fez “tudo” até de manhã
Mas dois X-Tudos por uma foda? Achei uma troca justa
E eu nem soube bem
O que isso quis dizer
Eu ri e perguntei: "Quem?"
ela foi e sorriu também
E me disse é você
Agradeci mas virei pro lado
Ainda meio acanhado
Com meu novo apelido
Mas pensei que poderia estar enganado
Quem sabe até mal educada
E chamei pra vir comigo
Saí sem ela nem me dizer seu nome
Mas logo me disse que se matasse sua fome
Ela faria de “tudo”
Depois dessa, uma lição de moral talvez eu tome
Mas por culpa do meu instinto de homem
Eu comprei dois X-Tudos
Ela comeu como se não houvesse amanhã
Com os dois X-Tudos ganhei uma fã
Que quando acabou, me pareceu até mais robusta
Mas não sei se foi porque me senti um galã
Ou se foi porque ela realmente fez “tudo” até de manhã
Mas dois X-Tudos por uma foda? Achei uma troca justa
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Menos a Piada
Genilson e Sônia sempre sonharam em ter um filho. Depois de um casamento de alguns anos (que os dois faziam questão de esconder) já consolidado, uma vida super estável, e certa confiança no futuro, uma criança era o próximo passo para concluir o “rumo das vida” como eles mesmo gostavam de falar.
Não se sabia muito bem com quem era o problema, mas era perceptível que ali existia um. Depois de algum tempo tentando pelo método tradicional e nada acontecendo, a procura de um especialista foi inevitável. Depois de alguns exames, testes e métodos, o sonho do casal enfim se realiza, e Sônia estava grávida do primeiro filho do casal: Robson! Ou Robinho como era chamado por todos.
Como já era de se esperar, Robson, ou Robinho, foi uma criança que teve de tudo, nunca ouviu não. Era muito mimado, fazia o que queria e diversas vezes era possível vê-lo desafiando a autoridade dos pais com suas crises de chantagem emocional, já que os dois não conseguiriam viver sem o filho e diversas vezes, fizeram juras de amor caso algo acontecesse com o seu filho.
O tempo foi passando e, Robinho, talvez por não ter muito essa noção de limites, passou a ser um exímio pregador de peças entre os amigos e parentes, seguindo o passo do seu então ídolo Sérgio Malandro. Em casa, no colégio, em brincadeiras, Robinho era visto com bombas caseiras, balas que deixavam a língua azul, insetos de borracha, passando trote ou fazendo qualquer outra peripécia, cada vez mais sem limite.
Como todo grande brincalhão e mentiroso, Robinho passou a ficar sem credibilidade entre os amigos e familiares que passaram a não acreditar mais em nada do que ele dizia, nem mesmo na verdade. Vira e mexe alguém dizia: “ihh Robinho, agora você não me engana mais”, o que para ele era o fim e o fez procurar quase que compulsivamente por um truque infalível.
Pesquisando na internet, fatos e histórias Robinho chega à conclusão do que seria o seu grande truque, a sua grande cartada, forjar sua própria morte.
Robinho ficou algumas semanas estudando o truque de como faria isso e chegou à conclusão que se apenas falasse, de uma hora pra outra, não adiantaria. A história precisaria ser consistente, ter todo um contexto envolvido, e daí deu início ao que ele considerava seu grande truque.
De uma hora para outra, Robinho passou a vestir um personagem em sua casa e também para os amigos: aquele menino brincalhão e falador, dava espaço para uma pessoa séria e introspectiva que mal saía do quarto ou queria fazer atividades rotineiras como conversar com amigos.
Logo após o terceiro dia agindo assim, os pais de Robinho começaram a desconfiar que o menino estivesse sofrendo de depressão por algum motivo ainda desconhecido, e começaram o diálogo em casa:
- Ando tão preocupada com o Robinho, ele tá estranho, sem comer direito, não fala nada, não diz o que é. - falava Sônia.
Já Genilson tentando acalmar, mas sem esconder a preocupação dizia.
- É coisa da idade.
A situação continuou por um tempo, e Robinho começou a dar um tempero especial, falando com as pessoas em um tom de despedida, como se em breve não estivesse mais aí. Foi o desespero dos seus pais, que passaram a procurar ajuda médica, de amigos, igrejas, centros espíritas e até a medida drástica de esconder venenos, calmantes e tudo mais que pudesse ajudar Robinho a fazer uma “besteira”.
E o grande dia chega pra Robinho, que arma através de inúmeros kits de peças em que ele pregava, um clima de suicídio perfeito, e é nesse clima que os pais de Robinho chegam em casa e se deparam com uma cena digna de filme de Hitchcock: o menino deitado de costas, sem cor, aparentemente gelado, com uma espécie de espuma na boca, um frasco vazio de veneno para rato, e uma carta em que ele relacionava os motivos por ter feito isso. Os pais choram, não acreditam, lêem o cartão e antes mesmo de ler o “Obs” no final que dizia: “Ahhh, pegadinha do Malandro”, tomam também o veneno que tinha sido escondido e acabam com suas vidas.
E Robinho? Robinho ainda foi visto pela última vez, pregando algumas peças no enterro dos pais... Até porque pra ele, perde-se os pais, mas não se perde a piada...
Não se sabia muito bem com quem era o problema, mas era perceptível que ali existia um. Depois de algum tempo tentando pelo método tradicional e nada acontecendo, a procura de um especialista foi inevitável. Depois de alguns exames, testes e métodos, o sonho do casal enfim se realiza, e Sônia estava grávida do primeiro filho do casal: Robson! Ou Robinho como era chamado por todos.
Como já era de se esperar, Robson, ou Robinho, foi uma criança que teve de tudo, nunca ouviu não. Era muito mimado, fazia o que queria e diversas vezes era possível vê-lo desafiando a autoridade dos pais com suas crises de chantagem emocional, já que os dois não conseguiriam viver sem o filho e diversas vezes, fizeram juras de amor caso algo acontecesse com o seu filho.
O tempo foi passando e, Robinho, talvez por não ter muito essa noção de limites, passou a ser um exímio pregador de peças entre os amigos e parentes, seguindo o passo do seu então ídolo Sérgio Malandro. Em casa, no colégio, em brincadeiras, Robinho era visto com bombas caseiras, balas que deixavam a língua azul, insetos de borracha, passando trote ou fazendo qualquer outra peripécia, cada vez mais sem limite.
Como todo grande brincalhão e mentiroso, Robinho passou a ficar sem credibilidade entre os amigos e familiares que passaram a não acreditar mais em nada do que ele dizia, nem mesmo na verdade. Vira e mexe alguém dizia: “ihh Robinho, agora você não me engana mais”, o que para ele era o fim e o fez procurar quase que compulsivamente por um truque infalível.
Pesquisando na internet, fatos e histórias Robinho chega à conclusão do que seria o seu grande truque, a sua grande cartada, forjar sua própria morte.
Robinho ficou algumas semanas estudando o truque de como faria isso e chegou à conclusão que se apenas falasse, de uma hora pra outra, não adiantaria. A história precisaria ser consistente, ter todo um contexto envolvido, e daí deu início ao que ele considerava seu grande truque.
De uma hora para outra, Robinho passou a vestir um personagem em sua casa e também para os amigos: aquele menino brincalhão e falador, dava espaço para uma pessoa séria e introspectiva que mal saía do quarto ou queria fazer atividades rotineiras como conversar com amigos.
Logo após o terceiro dia agindo assim, os pais de Robinho começaram a desconfiar que o menino estivesse sofrendo de depressão por algum motivo ainda desconhecido, e começaram o diálogo em casa:
- Ando tão preocupada com o Robinho, ele tá estranho, sem comer direito, não fala nada, não diz o que é. - falava Sônia.
Já Genilson tentando acalmar, mas sem esconder a preocupação dizia.
- É coisa da idade.
A situação continuou por um tempo, e Robinho começou a dar um tempero especial, falando com as pessoas em um tom de despedida, como se em breve não estivesse mais aí. Foi o desespero dos seus pais, que passaram a procurar ajuda médica, de amigos, igrejas, centros espíritas e até a medida drástica de esconder venenos, calmantes e tudo mais que pudesse ajudar Robinho a fazer uma “besteira”.
E o grande dia chega pra Robinho, que arma através de inúmeros kits de peças em que ele pregava, um clima de suicídio perfeito, e é nesse clima que os pais de Robinho chegam em casa e se deparam com uma cena digna de filme de Hitchcock: o menino deitado de costas, sem cor, aparentemente gelado, com uma espécie de espuma na boca, um frasco vazio de veneno para rato, e uma carta em que ele relacionava os motivos por ter feito isso. Os pais choram, não acreditam, lêem o cartão e antes mesmo de ler o “Obs” no final que dizia: “Ahhh, pegadinha do Malandro”, tomam também o veneno que tinha sido escondido e acabam com suas vidas.
E Robinho? Robinho ainda foi visto pela última vez, pregando algumas peças no enterro dos pais... Até porque pra ele, perde-se os pais, mas não se perde a piada...
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