terça-feira, 12 de abril de 2011

Quando Você Não Vem

Quando você não vem
A hora não passa
O tempo não tem
Quando você não vem
Nada tem graça
Nada faz bem
Quando você não vem
O dia é cinza
Cheio de “porém”
Quando você não vem
Eu sou mais ranzinza
Tanto faz com quem
Quando você não vem
Eu fico inquieto
Em busca de um amém
Quando você não vem
Não sou nada discreto
Todo mundo vê que to “sem“
Quando você não vem
Eu não sou mais eu
Vejo-me com certo desdém
Quando você não vem
Não sei bem o que é meu
Nada me entretém
Quando você não vem
A coisa fica bem clara
A falta que me faz alguém
Quando você não vem
Meu coração dispara
Bate a mais de cem
Porque quando você não vem
Eu não seria feliz
Nem se tivesse um harém
E quando você vem
Sinto que é tudo que sempre quis
Mas Infelizmente (só pra ser do contra)
Já vi que você não vem...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Assustador

Quem desfaz
Nem sempre é o mesmo que fez
Mas pode alguém desfazer o que não construiu?

Ainda mais
Nessa vida que é cheia de "talvez"
Em que o que "sempre foi" é apontado como o que desistiu

Mas aqui vou eu de novo
Sentindo o que tenho
Buscando o que quero

Mesmo quando me comovo
Meu caminho mantenho
Demora, mas me recupero

Como é bom se encantar
Ouvir do dia outro som
Ver a vida com outra cor

Será que o mundo vai perdoar
Aquele que saiu do seu tom
Aquele que correu do amor?

A formalidade é fria
Nada sincera
Por isso ando largado em todo momento

Mesmo naquele dia
Que algo de mim a vida espera
Eu to largado por dentro

Eu não entendo porque sentem tanto medo
Tudo bem que o demais assusta
Mas o de menos é bom?

Não sei se já é tarde ou eu que cheguei cedo
Independente de tudo a vida se ajusta
Ou você acha que não?

Nem tem porque se esconder
Se um dia algo não acontecer como quis
Ninguém pode fugir da dor

No mundo o pior que pode acontecer
É você se apaixonar e ser feliz
E isso é assim tão assustador?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hoje Eu Sou Mais Eu...

Hoje não é ontem
Muito menos amanhã
Que isso fique claro

E antes que os dedos apontem
Taquem-me uma maça
E me chamem de bizarro

Hoje eu comemoro a vida
O que dela ficou
O que dela passei

Hoje me orgulho da ferida
Que cada cruz me causou
De cada espinho que tirei

Não ligo pro dinheiro que perdi
Pras broncas que deram
Pra falta de presente

Vejo tudo que vivi
Os anos que me esperam
A vida que tenho pela frente

Quero telefonema
Aceito todos os recados
Que venham de onde quiser

Eu ser chato não tem problema
Eu quero sim ser lembrado
Hoje pode ser o que quiser

Porque estou feliz por existir
Se eu quiser me devoro
E mesmo sem Julieta viro até Romeu

Foi hoje que eu nasci
É hoje que eu comemoro
Hoje... Eu sou mais eu...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Luto

Hoje eu to sem...
Sem palavras
Sem alegrias
Sem rimas
Sem esperanças
Hoje eu vi que não to preparado...
Para uma vida assim
Para um mundo desses
Para um destino injusto
Para o desespero alheio
Hoje eu to sentindo...
Mais que antes
Mais que sempre
Raiva do mundo
A dor dos outros
Hoje eu só queria...
Que o tempo voltasse
Que as coisas fossem diferentes
Que ninguém sofresse
Que tudo fosse um engano
Hoje bem que eu podia ter o poder
De tirar a dor dos outros
De fazer algo concreto
De ajudar
De acabar com essa tragédia
Mas infelizmente hoje...
Não tem ironia
Não tem riso
Não tem implicância
Não tem brincadeira
Não tem o que curtir...
Hoje...
Eu só to de luto...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fábricas De Quase

Hoje li no blog do Ricardo Peroni uma matéria pela qual já tinha pensado, porém nunca me “tocado” para expressar aqui, que é sobre uma valorização absurda em cima de alguns jogadores que são tratados em um curto espaço de tempo como estrelas, astros, craques sem ter feito nada realmente de concreto no futebol.
Além de Neymar e Ganso agora surge mais um “novo”, mais um novo Pelé, novo Garrincha, novo Ronaldo, novo Romário, um novo craque... Mas como é possível o Lucas que até janeiro era um total desconhecido no mundo do futebol, hoje ser já visto como craque? Uma promessa, a solução dos nossos problemas...
Eu não estou dizendo que eles não têm talento para ser alguém no futebol, nem prevendo nada, mas existe uma carência tão grande de ídolos que a gente acabar por colocar qualquer um nesse patamar.
Esse é o grande problema. Como disse bem o Ricardo, estamos criando monstros, monstros adolescentes porque uma criança com 18 anos, 19, 20, ainda não sabe nada sobre a vida e não tem condições de ter discernimento. E depois, de uma maneira covarde a mesma pessoa que diz que esse garoto é Deus, é o novo algo, é a mesma que diz que eles estão mascarados, com marras, exagerando nas festas e gandais... Seriam eles (os jogadores) os verdadeiros culpados, ou quem os coloca nesse patamar, os dá milhões, multas rescisórias absurdas e dizem que eles são “os caras”?
Quantas promessas como eles nós já vimos por aí, mas que no fim das contas tiveram apenas uma carreira “regular” como Robinhos, Denilson´s, Savio´s, etc. Quantos realmente viraram um “Pelé”? Alguém lembra como o Pato era tratado a 4 anos atrás, e hoje em dia, após um tempo de reserva na Europa, ele enfim vem tendo oportunidades e se firmando no time principal. Trabalho parecido foi feito com Kaká, Adriano entre outros. Lá o trabalho é bem feito, o jogador começa por baixo, vai treinando e se tiver que ficar no banco ele ficará, tenha custado quanto custou ao clube.
Agora por que no Brasil, após 3 atuações brilhantes, alguns jogadores já são cobrados pela torcida para uma solução. Concordo com Dunga que Ganso e Neymar não tinham condições nem maturidade para serem salvadores do Brasil, e o tempo mostrou isso, enfim...
A seleção deixou de ser o topo de algo e passou a ser uma passagem apenas para o agora tão sonhado sucesso na Europa. Primeiro ele joga bem aqui, vai pra seleção e depois Europa... Essa ordem tá certa?
Enfim, espero mesmo que esse trabalho seja revisto, porque só assim poderemos ser uma fábrica de craques ao invés de continuar sendo uma fábricas de monstro ou uma eterna fábrica de “quases”...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Eu (Meio Que) Aprendi a Viver Com a Falta

Eu aprendi a viver com a falta
Com a falta de amor
Falta de carinho
Falta de humor
Com a falta de caminho

Eu tive que aprender a viver com a falta
Falta de atenção
Falta de objetivo
Falta de educação
Falta de preservativo (e nada fiz)

A vida me forçou a aprender a viver com a falta
Falta de dinheiro
Falta de ter o que “curtir”
Falta de um Artilheiro (ah Flamengo)
Falta de ter pra onde ir

Eu tive que arrumar jeitos de aprender a viver com a falta
Falta do que fazer
Falta do que falar
Falta do que comer
Falta de conversar

Fui obrigado a aprender a viver com a falta
Falta de quem não está entre nós
Falta de quem eu não quis que estivesse
Falta dos meus avós
Falta do que me fortalece

E por mais que sempre eu tenha aprendido a viver com a falta
Tem uma que não me livrei
E que nem tão cedo vai ficar de lado
Porque de todas as faltas que passei
Pelo visto só pra sua que eu não estava preparado...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Arte De Ignorar

Desnecessário
Perda de tempo
Seria eu reclamar
Por você ter agido assim

Fazer de otário?
Coisa de momento?
E tentou me avisar
“Sai fora de mim”

A falta de consideração já é sua
E nem adianta se desculpar
E como se você falasse que quer mudar
O jeito que dança

Talvez a culpa nem seja só tua
Alguém chegar pra conversar
É como você tentar dizer como se comportar
Pra uma criança

É o ciclo vicioso
De fazer
Desculpar
E repetir

Mas foi proveitoso
Viver
Tentar
Eu aprendi!

Não vou dizer que eu tenha gostado
De ser humilhado
Ter sido feito de coitado
Sem ao menos conseguir me explicar

Eu poderia ter reclamado
Poderia ter Brigado
Eu poderia até ter Xingado
Mas no fim de tudo, preferi te ignorar...