quarta-feira, 23 de março de 2011

O Artista do Peso

Ele carrega
No ombro e nas costas
Não porque gosta
Mas porque é obrigado

Ele se entrega
Porque aposta
Em uma resposta
De que será recompensado

Manobra
Com maestria
Quase todo dia
As dores do mundo

E sobra
A alegria
E só desistiria
Se fosse moribundo

Se é exemplo
Não sei não
Mas se virasse um “são”
Não ficaria surpreso

Mas no seu “templo”
Ele é só um peão
Nas costas levando mais que um bujão
Esse Artista do Peso...

terça-feira, 22 de março de 2011

Tudo em Nome de um NÃO Amor

Acho melhor eu pegar leve
Vai que você se apaixona
E eu não tenho rede protetora

Melhor mesmo eu ser breve
Porque se tudo vem a tona
A felicidade é promissora

É melhor você nem me conhecer muito bem
Saber dos meus defeitos
Ou conhecer as qualidades

Vai que vira refém
Desse meu jeito imperfeito
Aí seria maldade

Melhor você ficar longe
Conhecer dá trabalho
E você ta sem tempo

Já adianto que não sou nenhum Monge
E sempre me atrapalho
Com a vida e os contratempos

Melhor mesmo você continuar pensando assim
Achando que sou inacessível
Desinteressante e Metido

Pelo menos só pra mim
Eu escondo que sou incrível
E não digo o que poderia ser dito

Mas é melhor mesmo você continuar pensando que sou chato
Me deixar bem distante
Só assim não vai querer me ver

Por que se deixar, de amor eu te mato
E no fundo você ficar longe
Vai ser melhor mesmo... Bem melhor mesmo...
Pra você....

segunda-feira, 21 de março de 2011

E Foi Assim (Mais ou Menos)

Eu fui e fiz
Quase tudo que quis
Eu sentia ou reprimia
Quase tudo que devia
Bêbado eu fiquei
Italiano virei
Peitos vi
Saudades senti
Coisas deixei pra lá
Em momentos quis voltar
A noite festejei
Cedo acordei
Passeio não quis fazer
No máximo ao bar pra beber
Amigos conheci
Lembranças deixei aqui
Noticias mandei
(Eu fiz falta que sei)
Pensei em geometria
Falei com minha irmã todo dia
Muro de boate escalei
Talvez por isso o braço cortei
“No si Puede” ouvi
Da polícia corri
Fotos tirei
Certas já apaguei
Uma grande parte de Amnésia
Pro estômago: Leite de magnésia
Tequila eu bebi
Só merda comi
Lá não malhei
Vários quilos ganhei
Vídeos filmei
Que pro pressão popular apaguei
De alguns fatos não lembro
Não esqueci do Flamengo
No palco eu subi
Pra gringo menti
Violão eu toquei
Musiquinhas cantei
Apelidos inventei
Mãe de outros zoei
O resumo é isso aí
Com partes que tive omitir
Mas nem se quisesse eu conseguiria exibir
No meio de tanta coisa,tudo aquilo que vivi...

quinta-feira, 10 de março de 2011

E você faria o quê?

Se eu fosse qualquer um seria mais fácil
Assim você não faria essa cara de medo
Se eu fosse sem manias seria bem fácil
Assim você não faria o ar de desespero

Eu compreendo demais
Talvez isso seja um problema
Se eu fosse “menos assim, menos assado”
Eu faria cinema

Ai sim deixaria de ser louco
Pra ser um gênio
Quem sabe sonhando um pouco
Eu ganharia até prêmio

E ser eu seria bem mais fácil
E quem sabe até, você deixaria de ser você
Eu acho bem justo, não é?
Ou apenas eu tenho a obrigação de deixar de ser?

Assim eu perco as manias e perdoo os erros de português
Aqueles grosseiros, incapazes de serem ditos
Ou quem sabe eu até escreva um poema
E nele marque um erro só pra você em negrito

Dizendo que com você eu até cazaria

É, assim, todo errado, com z mesmo
O amor faz a gente fazer tantas loucuras
Como terminar um poema de “amor” , pensando em você e rimando com torresmo

Tão Complicado Que Nem Tem Nome...

Confusa?
Novidade!
Desparafusa?
Fragilidade!

Um fato transforma em acidente
Quem sabe com o tempo isso passa
Às vezes queria que você fosse diferente
Mas talvez se fosse, não teria graça

Provavelmente quase ninguém te entenda
Por isso pra si, não te toma...
Se seus pensamentos tivessem legenda
Aposto que elas seriam em outro idioma

Um bem complicado
Para fazer jus a sua personalidade
Mas aposto que há quem saiba que viver a seu lado
É sinal de felicidade

Em certos momentos não entende nem a piada
Em outros não entende o que pra si faz
Será que não entende o motivo da risada?
Ou não acha graça porque entende até demais?

E se perde dentro da profundidade das decisões
Que a cada dia a vida te faz tomar
Para cada escolha são tantas opções
Que nem sabe por onde começar

E o teu medo de ter medo de ter medo
Às vezes faz ser impulsiva
Mas talvez o destino tenha lhe ensinado desde cedo
Que é tentando que se cresce na vida

Só no seu mundo que não é incerta
Transita entre as extremidades de cada lado
Mas se te interessar a gente se aperta
Cabe mais um nesse teu quadrado?

quinta-feira, 3 de março de 2011

É Carnaval!

O bloco na rua
Na TV gente nua
Nessa época pode

Beijo na boca
A voz que ta rouca
Coração quase explode

Uns dias de folga
O patrão se empolga
E libera o salário

O chato é do contra
O fanfarrão só apronta
Pra merda não tem horário

Tem uns que viajam
Pra horas de trajeto se encorajam
Quem nunca viveu?

Tem gente que fica
E o macarrão com salsicha
Quem nunca comeu?

Uns vão pro sul ou salvador
Outros pro exterior
Os "Afortunados"

Mas também tem a velha casa
Que há anos se passa
Na região dos lagos

O homem agarra
A mulher se amara
A galera é atuante

Com a madeira que se trouxe
É vendido algodão doce
Todo mundo vira ambulante

Homem que se veste de mulher
Nem sabe bem o que quer
Mas fala que ta valendo

Mas a mulher que se veste homem
Será que a outra ela come?
Que suruba estou perdendo...

O chato aparece
O maluco se esquece
Que não é normal

O casado se incomoda
Ser solteiro é a moda
Ah é carnaval!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Inevitável

Vê se não tira meu sono
Porque se eu me apaixono
Você não vai agüentar....

Eu gosto de ser o dono
Daqueles que senta no trono
E aí, vai se acostumar?

Aos meus presentes do nada
As ligações de madrugada
Pra dizer que to com saudade

Os emails contando piada
Um assunto da semana passada
Que eu terei esquecido de verdade

Ou ao meu beijo carinhoso
Um abraço caloroso
Em um domingo de chuva

Que será maravilhoso
“O nada pra fazer" vai ser tão gostoso
E pra gente... Vai cair como uma luva

Vai conseguir aturar os poemas com seu nome
Ao meu “Possessivo Pronome”
Que inúmeras vezes será repetido

Ou ao esquecimento do seu sobrenome
E com vergonha pode ser que tome
O seu novo apelido

Até porque às vezes a vida uma escolha te nega
No destino comigo ela te prega
E o "nós" passa a ser irrecusável

Mas o amor é uma flor que se rega
Falando assim ele é ainda mais brega
Mas nem tenta fugir que é inevitável....