quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Confusão

Ahhh mas eu já...
Como já fui confundido...
Com a foto de um algum crachá
E o “Procura-se” de algum bandido
Já fui confundido com cantor
Artista de TV
Com a voz de um locutor
VJ da MTV
Fui confundido com uma pessoa boa
Uma pessoa má
Um filho que foi a toa
Um marido que não vai voltar
Com parente
Empresário
Indigente
Com Bancário
Confundido com Fanfarrão
Cara sério
Barão
Alguém cheio de mistério
Certa vez com idiota
Outra com Superdotado
Algumas com Agiota
Alguém que pegou dinheiro emprestado
Fui confundido com Médico
Advogado
Enciclopédico
Mal humorado
Com Estudante
Professor
Ajudante
E até Mentor
Com rico
Pobre
Com um tal de “Tico”
Com uma pessoa esnobe
Com pai
Filho
Samurai
Com empecilho
Mas mesmo com tudo que faço
Tem um “eu” que só você viu
(Porque já fui confundido com tudo)
Mas com palhaço
Só você me confundiu

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Free, Uruguaiana, Free

Todo verão o Rio tem que ter um vilão... Isso poderia até ser poema, mas não é... Depois de proibir o velho e bom Mate um ano aí, prender quem faz xixi na rua, agora a Uruguaiana é o grande problema do Estado...
Eu não sou contra nem a favor da pirataria, muito pelo contrário... rs Mas sou sim contra as mega operações feitas para coisas que não são, no meu ponto de vista, assim tão relevantes.
Pegando o ponto da pirataria em si é uma coisa ilegal, tem que ser punida, mas precisa de todo esse escarcéu como tudo que é feito pelo governo?
Pra mim, aliás, a pirataria é muito mais uma questão cultural, do que propriamente uma ação de polícia, é muito mais uma questão tributária devido aos impostos altíssimos que o governo cobra para produção e importação de produtos do que uma mega operações da Polícia Federal, é muito mais uma questão de sobrevivência ou qualidade de vida melhor tanto de quem vende como de quem compra do que uma inteligência policial, aliás, nesse caso, chega até ser engraçado ler que agentes federais se infiltraram por 7 meses para descobrir a rotina, descobrir como funciona, todo o “esquema” de lá... Piada!
A Uruguaiana funciona desde que eu me entendo por gente e vai continuar funcionando, até porque como eu disse, é uma questão cultural, até por que quem nunca comprou um óculos na praia, ou gravou um CD de MP3 do carro, copiou um DVD de alguém, levou em algum camelô para dar uma olhadinha e trocar a bateria daquele relógio, colocar uma peça nova naquele vídeo game, comprou aquele jogo, desbloqueou aquele vídeo game, quem é que compra programas de computadores originais e coisas do tipo? Quer saber uma novidade? Você também fez parte da pirataria! Acho difícil até na casa do Sérgio Cabral todos os filhos terem todos os programas de PC originais. A Uruguaiana é só onde se concentra a pirataria e não ela em si. E ainda vai além, mesmo pirataria, ilegal, a Uruguaiana movimenta empregos, famílias que sem aquilo vão passar a viver de quê? Serão mais gente para se juntar aos “sem tetos” criados pela nossa UPP? E por falar em UPP, por que toda essa inteligência da nossa Polícia Federal não é usada para acabar de vez com o tráfico e a violência no Rio, porque as Blitz de Lei Seca não revistam ninguém? Eu não posso beber nem andar com IPVA atrasado, agora andar com 5kg de pó no carro ou 15 fuzis é tranqüilo, já que ninguém revista mesmo... Que palhaçada!
Mas é bem por aí, pelo menos espero que os itens recolhidos, na pior das hipóteses sejam feitos para ajudar as famílias de Petrópolis que precisam, e não para irem para casa dos nossos agentes bem treinados e íntegros da inteligentíssima Polícia Federal... Afinal, vender não pode né, já que é pirata...
E analisando friamente e com base até em dados históricos, acho essa operação ainda mais uma perda de tempo, porque sabemos que daqui a algum tempo a Uruguaiana continuará lá, com seus vendedores, compradores, jogos, relógios, bonés, camisas do Flamengo, óculos da China e tudo mais... Mas por enquanto ainda é verão e o governo precisa inventar vilão!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Meu Número da Sorte

Meu destino passou longe de ser comum
Por isso mesmo nunca soube porque insisti tanto no 21
Anos se passaram e mudava não
Achando que o 21 era a minha solução
Para não me assustar e me arrepender depois
Eu fui de pouquinho em pouquinho mudar pro 22
Mas não era o que queria, e como nada idolatro
Sem preconceito algum, escolhi o 24
Como nessa troca não obtive resultado algum
Eu fui mais ousado, e escolhi o 41
O erro é algo que todo mundo comete
Novamente me equivoquei e apostei no 47
Tentando sem menos afoito
Aumentei só um e fui pro 48
Mas como nesse lance de sorte não existe leis
Resolvi voltar mais atrás e fui pro 16
Como tantos outros, de um só número não passou
Comecei achar que o 21, era sim o salvador
Até que tive uma sorte como uma magia de Oxum
Daquelas clássicas pintadas em bronze
E percebi que a solução era o 71
Mas descobri que na verdade o 71
Ah o 71 era um 11...

Queima Língua

Eu como a comida do jeito que chegar
Pode doer o dente
Pode estar quente
Eu não sei esperar!

Não quero saber se faz mal
Se queimo a língua
Se vai dar íngua
Tanto faz, é tudo igual

Ai você chega
Com a mesma cara que foi
Comprando-me com um simples “oi”
E o que quer que isso seja...

Deixando-me confuso com seu ar prolixo
Com esse jeito inconstante
Seria eu mesmo interessante
Ou apenas mais um capricho?

Você não diz o que foi, nem muito menos o que era
Não diz nada
Só da risada
E me deixa na espera

Olha que contradição
A situação que me retrato
Eu que não espero nem a comida esfriar no prato
Estou esperando a sua decisão...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Gente Sempre Volta...

A gente sempre volta
Pra casa
Pra vida
Pra alguém
A gente sempre volta
Atrás
Pro trabalho
De carro, avião, ônibus ou trem
A gente sempre volta
A escrever
Uma atitude
Pra um sonho
A gente sempre volta
Na esperança
Pra realidade
A ser risonho
A gente sempre volta
Na lembrança
No momento
Na preocupação
A gente sempre volta
Pra quem gosta
Pra quem ama
Só você que não...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desperdício

É no meio de problemas que a gente enxerga realmente a vida... Se essa frase já existe, eu não sei, mas provavelmente seu conceito já foi dito de diferentes formas, por diferentes pessoas, em diferentes momentos, por diferentes razões.
Analisando a atual situação da cidade do Rio de Janeiro e principalmente na região Serrana, essa frase passa a ter ainda mais sentido, já que apenas nos damos conta dos problemas, temos surtos de solidariedade ou passamos a repensar a estrutura do Estado ou do País, em momentos como esse.
Mesmo no meio desse caos a solidariedade da população principalmente a parcela jovem da sociedade, antes alheia a esse tipo de problema, foi um ponto positivo. Ver a mobilização de todos, através de redes sociais ou de atitudes concretas de doação, é sim algo legal no meio do caos... Mas a questão é: Precisaria mesmo chegar a esse ponto?
Eu sei que as vezes tragédias naturais acontecem mesmo, já que não podemos prever ou fazer nada contra chuvas, tremores, vendavais ou coisas do tipo, porém nesse caso específico da região Serrana, acho que muita coisa poderia ser feita.
A população vem se mostrado cada vez mais inserida e preparada no que diz respeito a solidariedade, porém a população também, ou grande parcela dela, tem esse espírito imediatista, que amanhã vai parar de chover e tudo voltará ao normal, e todas as casas condenadas, ou áreas de riscos podem voltar a serem ocupadas.
Será que essa tragédia não deixará lições como tantas outras não deixaram? Será que a morte de tanta gente por um motivo tão banal ainda não é o suficiente para mudarmos de vez a nossa postura?
Mesmo assim, ainda acho que a população tem uma parcela pequena nessa história, já que não tendo estrutura, não tendo para onde ir, não tendo muito o que fazer. O Governo é sim o grande culpado na história, pois ele também tem essa postura imediatista que amanhã, daqui a uma semana ficará tudo bem e isso que ocorreu não acontecerá de novo. O Governo pode culpar a chuva? Ele pode culpar a população? Não... Ele poderia fazer obras ou desocupar famílias de inúmeras áreas de riscos e se achar que a população voltaria mesmo assim, porque não sinalizar ou colocar fiscalização para isso, será que operação Lei Seca é tão mais importante assim do que as inúmeras famílias que vivem em áreas de riscos? Por que não usar todo esse esforço para evitar que casos como esses aconteçam? Aposto que com um trabalho bem feito de conscientização, obras e principalmente fiscalização o número de óbitos teria sido bem abaixo do que vem acontecendo nesses casos de chuva.
Nós da sociedade e principalmente membros do governo temos que entender que nesse tipo de caso um raio cai sim, literalmente, mais de duas vezes no mesmo local e se não estivermos preparados, sofreremos as conseqüências disso novamente, novamente e novamente. Eu não quero que isso aconteça e preferiria que a solidariedade da sociedade fosse voltada apenas para casos que não podemos evitar... Porque esse podemos...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Eu Sou Pra Casar

Eu sou pra casar
Porque dou casa, comida e roupa lavada
Pra sair da rotina a gente usa a escada
Se alguém aparecer a gente diz que não é nada
E volta pra casa pra terminar
Eu sou pra casar
Pra você eu levo café na cama
Nem interessa de qual apelido você me chama
Ou ligo pro seu mal humor
Te beijo, te mordo, te dou amor
E mais tudo que precisar
Eu sou pra casar
Vou lembrar de todas as datas
Te juro que nunca deixarei em pé a tampa da privada
E na TV a gente vê o que você quiser
Porque eu vou adorar esses programas de mulher
O importante é do seu lado ficar
Eu sou pra casar
Quando quiser te busco no trabalho
E te levo, em qualquer horário
Ou fica em casa se quiser
Falo pra tudo mundo que é minha mulher
E se preferir nem precisa trabalhar
Porque eu sou pra casar
Na igreja, no sitio ou na praia
Fico pra sempre a não ser que me traia
Se quiser passo a odiar as mesmas coisas que você
Já vou pensando em te ver
Eu vou te completar
É, eu sou pra casar
Porque é assim que sou quando me apaixono
Vejo filme, novela, me emociono
Penso em filhos, vida, faço o almoço
Tanto faz se ainda sou moço
Prometo que vou te alegrar
Eu sou pra casar
Fim de semana a gente janta com seus pais
Se sua família for grande, tudo bem chama mais
Amigos, primos, colegas
A casa não é grande mas a gente se aperta
Se faltar cadeira eu mando comprar
Eu sou pra casar
Vou te ouvir, conversar, ser companheiro
Pra tudo que for contar, quero ser o primeiro
Seu confidente seu melhor amigo
Tudo que quiser, você conta comigo
De todos os planos vou participar
Eu sou pra casar
Ter filhos, bichos e contas
Mas no fundo isso amedronta
E eu nunca vou te decepcionar
Porque eu até sou pra casar
Mas não agora...