Vende-se um coração
Em bom estado
Apesar de já ser usado
Pelo menos fisicamente falando
Ele tá bem
Ta respirando
Vende-se um coração
De segunda mão, terceira, quarta o que for
Com muita gente que já
O maltratou
Enganou
Esmagou
Usou
Mas ele é forte
E do jeito dele
Mesmo com falta de sorte
Quase sempre se recupera
E o melhor espera
Vende-se um coração
Mutável
Às vezes sensível
Incansável
Às vezes inatingível
De manteiga
Que se emociona com uma música
Um mendigo pedindo dinheiro
Já em outras
Acha besteira
E frio como uma rocha
Inabalável com o desespero
Pensa nele primeiro.
Vende-se um coração
Meio burro
Mesmo quando pensa em sonhos
Coitado
Que bisonho
Pensa que a dona vai voltar
Acha que ela vem se desculpar
Pensa que ela vai aparecer
Pensa que vai voltar pra te ver
É meio inocente
Com esse sonho permanente
Vende-se um coração
Bem grande
Cheio de
Tristeza
Incerteza
Culpas
Desculpas
Arrependimentos
Momentos
Lembranças
Maldades
E saudades
Cabe tudo que quiser
Cabe o que você trouxer
Vende-se um coração
Esperançoso
Que sempre acredita
Que vai ficar tudo bem
Só quer acreditar
Que a alegria vem
Um dia do nada
De uma vez pra ficar
Vende-se um coração
Que sente dor
Muita dor
Que ele queria transpor
Dividir
Dar
Doar
Se livrar
Sei lá...
Vende-se um coração
Que não agüenta mais ser solitário
Preferia ser guardado em um armário
Ao invés de implorar pra ser de alguém
Ao invés de chorar a noite por não ter ninguém
Quer apenas que toda essa tristeza passasse
E no fundo só queria que você voltasse...
Mas enquanto isso...
Vende-se um coração
Vende-se um coração
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Do Contrário
(Dudu Mendonça/Rafael Thomé)
Queria que sábado e domingo fosse dia de semana
E segunda a sexta o final
Queria que nascer velho
E morrer criança fosse o normal
Queria que meus pais fossem mais jovens
E nunca se fossem antes de mim
Que todos os nãos que eu recebesse
Soassem como um belo sim
Queria que cada aniversário que eu fizesse
Deixasse-me mais novo
Queria chocolate emagrecesse
E que comer salada deixasse gordo
Queria que sexo com camisinha
Transmitisse doença
E o sem camisinha
Fizesse bem à beça
Queria que o sistema público
Fosse melhor que o particular
Queria que ser morador de rua
Significasse ter um lar
Queria que álcool fosse essencial
Para a sobrevivência da vida
E refrigerante fosse igual água
Obrigatório tomar todo dia
Queria que frustração
Seria ter exatamente o que quis
Mas trocaria tudo pra saber o quanto eu sofreria
Antes de te fazer o que fiz...
Queria que sábado e domingo fosse dia de semana
E segunda a sexta o final
Queria que nascer velho
E morrer criança fosse o normal
Queria que meus pais fossem mais jovens
E nunca se fossem antes de mim
Que todos os nãos que eu recebesse
Soassem como um belo sim
Queria que cada aniversário que eu fizesse
Deixasse-me mais novo
Queria chocolate emagrecesse
E que comer salada deixasse gordo
Queria que sexo com camisinha
Transmitisse doença
E o sem camisinha
Fizesse bem à beça
Queria que o sistema público
Fosse melhor que o particular
Queria que ser morador de rua
Significasse ter um lar
Queria que álcool fosse essencial
Para a sobrevivência da vida
E refrigerante fosse igual água
Obrigatório tomar todo dia
Queria que frustração
Seria ter exatamente o que quis
Mas trocaria tudo pra saber o quanto eu sofreria
Antes de te fazer o que fiz...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Lição
Escolha seus amigos pelo o que eles são não pelo o que tem
De prioridade ao amor pelo o que é, nada além
Permita-se ser e deixa que o outro seja
Não limita-se em fazer algo com medo de que a “turma” o veja
Goste, ame aquele que por algum motivo quer gostar
Não procure motivos em terceiros para se podar
Você não compra pessoas como roupas, carros e festas
E se te alguém que você compre, com certeza essa pessoa não presta
Olhe todos iguais, independente do endereço que mora
Fique com o amor que realmente espera, mesmo que esse ainda demora
Largue os preconceitos, enxergue o valor de cada um
Tenha amigos distintos, não se incomode com aquela amizade incomum
Lembre-se sempre que todo mundo tem o seu valor
Carregue no peito o passado, ele será seu guia onde quer que for
Não se ache melhor que ninguém, mesmo que certas atitudes te façam mudar de opinião
Seja apenas você mais nada, e guarde essa lição:
Os valores que hoje fazem você se achar superior a alguém
São os mesmo que na frente farão se sentir inferior também...
De prioridade ao amor pelo o que é, nada além
Permita-se ser e deixa que o outro seja
Não limita-se em fazer algo com medo de que a “turma” o veja
Goste, ame aquele que por algum motivo quer gostar
Não procure motivos em terceiros para se podar
Você não compra pessoas como roupas, carros e festas
E se te alguém que você compre, com certeza essa pessoa não presta
Olhe todos iguais, independente do endereço que mora
Fique com o amor que realmente espera, mesmo que esse ainda demora
Largue os preconceitos, enxergue o valor de cada um
Tenha amigos distintos, não se incomode com aquela amizade incomum
Lembre-se sempre que todo mundo tem o seu valor
Carregue no peito o passado, ele será seu guia onde quer que for
Não se ache melhor que ninguém, mesmo que certas atitudes te façam mudar de opinião
Seja apenas você mais nada, e guarde essa lição:
Os valores que hoje fazem você se achar superior a alguém
São os mesmo que na frente farão se sentir inferior também...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Parce Que C'etait Moi, Parce Que C'etait Pour Toi
Uma vez você cantou que eu te dava sorte
E eu falei pra todo mundo que você me fazia forte
Como pode você ter azar e me deixar sem força?
Será mesmo que nosso amor merecia viver entre as moscas?
Eu preferiria ter a vida de um comercial de televisão
Em que os 30 segundos nem dão tempo pra frustração
E ainda por cima, nesse tempo tudo funciona como o programado
Se eu tivesse esse dom, com certeza ainda estaria ao seu lado
Sem me contentar só com os sonhos pra podermos dialogar
Como parecia um tempo distante aquele que podia te ligar
Ou te ver, aparecer sem avisar, chegar sem ser convidado
Se fizer isso hoje, o porteiro que me conhecia, diria que estou no prédio errado
E não daria nem pra interfonar, se é que me compreende
Vai que eu ligo, e uma nova versão minha atende.
Dizendo que agora você é dele, que seria melhor eu desaparecer
Que otário, mal sabe ele quantas vezes você me disse que amaria até morrer
Eu tô vivo! Por isso no fundo eu acredito, que esse será pra sempre o nosso drama
Só porque a gente não se vê não que dizer que não se ama
Mas é duro, é estranho, é doloroso não estar com quem se gosta
Por mais que eu procure parece que nunca terei resposta
Nem algo que justifique o porque que hoje em dia a gente nem se fala “oi”
Talvez a única coisa que me fez ficar mais conformado com a vida foi
Achar a explicação mais simples que me ajude a esse caos todo entender
A gente só viveu isso tudo por um motivo:
Porque era eu,
Porque era você...
E eu falei pra todo mundo que você me fazia forte
Como pode você ter azar e me deixar sem força?
Será mesmo que nosso amor merecia viver entre as moscas?
Eu preferiria ter a vida de um comercial de televisão
Em que os 30 segundos nem dão tempo pra frustração
E ainda por cima, nesse tempo tudo funciona como o programado
Se eu tivesse esse dom, com certeza ainda estaria ao seu lado
Sem me contentar só com os sonhos pra podermos dialogar
Como parecia um tempo distante aquele que podia te ligar
Ou te ver, aparecer sem avisar, chegar sem ser convidado
Se fizer isso hoje, o porteiro que me conhecia, diria que estou no prédio errado
E não daria nem pra interfonar, se é que me compreende
Vai que eu ligo, e uma nova versão minha atende.
Dizendo que agora você é dele, que seria melhor eu desaparecer
Que otário, mal sabe ele quantas vezes você me disse que amaria até morrer
Eu tô vivo! Por isso no fundo eu acredito, que esse será pra sempre o nosso drama
Só porque a gente não se vê não que dizer que não se ama
Mas é duro, é estranho, é doloroso não estar com quem se gosta
Por mais que eu procure parece que nunca terei resposta
Nem algo que justifique o porque que hoje em dia a gente nem se fala “oi”
Talvez a única coisa que me fez ficar mais conformado com a vida foi
Achar a explicação mais simples que me ajude a esse caos todo entender
A gente só viveu isso tudo por um motivo:
Porque era eu,
Porque era você...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Deixa Pra Próxima...
É foda puxar assunto
Com quem não ta afim
Normalmente monossilábicas
Resumem-se em ”não ou sim”
Tento falar do sol
Ou do tempo
Invento temas absurdos
Como: A Evolução da Velocidade do Vento
Penso em piadas diárias
Pra criar um diferencial
Mas nem acha graça
Parece não ter expressão facial
Exercito minha Disgrafia
Com textos intermináveis pra você
E acaba tão rápido
Que acho que no fundo nem lê
Escrevo uma página de assunto
Pra talvez chamar atenção
Você se resume a uma linha de resposta
E aposto que só por educação
Chamo-te pra noite
Você prefere o dia
Convido pra praia
“Estou naqueles dias”
Chamo para um almoço
Em minha churrascaria predileta
Você não se anima muito
“Ah... Estou de dieta”
Te convido pra tomar um Chopp
Agora através de um torpedo
Você demora a responder
Mas diz que amanhã acorda cedo
Mas tem horas que você parece que vai
E eu precipitadamente festejo
Mas sempre tem reunião na casa de uma amiga
"Faz tempos que não a vejo"
Falo do cinema
E de um filme que saiu
Você cita um amigo camelô
E que logo esse filme já viu
Então chamo pra outro
Você diz que tem um show
Eu sou intrometido
Falo que nesse também vou
Me deixa sem resposta
Do MSN você se desliga
Eu vou e falo de novo
“Sabe o que é... É que vou com amigas”
Quando ligo não atende
"O telefone nunca fica comigo"
Mas se ligo de outro número é sempre de primeira
Tudo bem, eu finjo que acredito
Pergunto do fim de semana
Você me fala “o que tem”
diz que vai viajar
e eu: "Que coincidência eu também"
Novamente fico sem resposta
Perguntando se dá então pra gente sem encontrar
Educadamente você diz que verá como ficarão as coisas
E “Se der eu passo por lá”
Mas não passa
E nem liga pra dar resposta
E se novamente eu toco no assunto
Você diz o eterno: “Deixa pra próxima...”
Com quem não ta afim
Normalmente monossilábicas
Resumem-se em ”não ou sim”
Tento falar do sol
Ou do tempo
Invento temas absurdos
Como: A Evolução da Velocidade do Vento
Penso em piadas diárias
Pra criar um diferencial
Mas nem acha graça
Parece não ter expressão facial
Exercito minha Disgrafia
Com textos intermináveis pra você
E acaba tão rápido
Que acho que no fundo nem lê
Escrevo uma página de assunto
Pra talvez chamar atenção
Você se resume a uma linha de resposta
E aposto que só por educação
Chamo-te pra noite
Você prefere o dia
Convido pra praia
“Estou naqueles dias”
Chamo para um almoço
Em minha churrascaria predileta
Você não se anima muito
“Ah... Estou de dieta”
Te convido pra tomar um Chopp
Agora através de um torpedo
Você demora a responder
Mas diz que amanhã acorda cedo
Mas tem horas que você parece que vai
E eu precipitadamente festejo
Mas sempre tem reunião na casa de uma amiga
"Faz tempos que não a vejo"
Falo do cinema
E de um filme que saiu
Você cita um amigo camelô
E que logo esse filme já viu
Então chamo pra outro
Você diz que tem um show
Eu sou intrometido
Falo que nesse também vou
Me deixa sem resposta
Do MSN você se desliga
Eu vou e falo de novo
“Sabe o que é... É que vou com amigas”
Quando ligo não atende
"O telefone nunca fica comigo"
Mas se ligo de outro número é sempre de primeira
Tudo bem, eu finjo que acredito
Pergunto do fim de semana
Você me fala “o que tem”
diz que vai viajar
e eu: "Que coincidência eu também"
Novamente fico sem resposta
Perguntando se dá então pra gente sem encontrar
Educadamente você diz que verá como ficarão as coisas
E “Se der eu passo por lá”
Mas não passa
E nem liga pra dar resposta
E se novamente eu toco no assunto
Você diz o eterno: “Deixa pra próxima...”
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Pretensão
Pescar não é Peixaria
Fazer pão não é Padaria
Fazer barba não é Barbearia
Malhar não é academia
Estar junto não é companhia
Sorrir não é ter alegria
Chutar o futuro nem é profecia
Ser sincero não é grosseria
Ser nobre não é burguesia
Briga entre dois não é covardia
Passar trem não é Ferrovia
Sonhar não é fantasia
Vender livros não é livraria
Passar carros não é rodovia
Fazer vidro não é Vidraçaria
Falar do futuro não é profecia
Nem todo namoro é porcaria
Camelô não é pirataria
Vender relógio não é Relojoaria
Destilar não é refinaria
Ser Sultão não é poligamia
Vender pastel não é Pastelaria
Vender papel não é Papelaria
Ser Judeu não é pagar ninharia
Nem toda mulher tem a mão macia
Nem todo amor guarda fotografia
Nem toda a criança brinca com gritaria
Nem todo Baiano curte Folia
Fazer camisa não é Estamparia
Ter alguns doentes não é epidemia
Dar algo de graça não é cortesia
Fazer cerveja não é Cervejaria
Ser Bruxa não é Bruxaria
Nem toda canção bonita arrepia
Nem todo Bêbado que chega em casa assobia
Nem todo fresco tem alergia
Nem todo homem gosta de Orgia
Nem todo amigo a gente confia
Fazer essa merda não é poesia
Fazer pão não é Padaria
Fazer barba não é Barbearia
Malhar não é academia
Estar junto não é companhia
Sorrir não é ter alegria
Chutar o futuro nem é profecia
Ser sincero não é grosseria
Ser nobre não é burguesia
Briga entre dois não é covardia
Passar trem não é Ferrovia
Sonhar não é fantasia
Vender livros não é livraria
Passar carros não é rodovia
Fazer vidro não é Vidraçaria
Falar do futuro não é profecia
Nem todo namoro é porcaria
Camelô não é pirataria
Vender relógio não é Relojoaria
Destilar não é refinaria
Ser Sultão não é poligamia
Vender pastel não é Pastelaria
Vender papel não é Papelaria
Ser Judeu não é pagar ninharia
Nem toda mulher tem a mão macia
Nem todo amor guarda fotografia
Nem toda a criança brinca com gritaria
Nem todo Baiano curte Folia
Fazer camisa não é Estamparia
Ter alguns doentes não é epidemia
Dar algo de graça não é cortesia
Fazer cerveja não é Cervejaria
Ser Bruxa não é Bruxaria
Nem toda canção bonita arrepia
Nem todo Bêbado que chega em casa assobia
Nem todo fresco tem alergia
Nem todo homem gosta de Orgia
Nem todo amigo a gente confia
Fazer essa merda não é poesia
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Dezembro Vem
Dezembro vem
E com ele enfim
Tudo do ano que não foi
Tudo que ficou pra depois
“Deixa pro ano que vem”
Dezembro vem
E com ele uma espécie de fim
De um novo ano sem um "oi"
Da frustração que a vida impôs
De terminar o ano sem ninguém
Dezembro vem
E o desespero também
Com a sensação que poderia ter sido
Do todo o engasgado que não foi dito
E tudo que se ouviu quieto
Dezembro vem
E a correria a mais de cem
Pra justificar o que foi cometido
Provar pra todo que eu acredito
Que meu destino ainda está incompleto
Dezembro vem
Com os planos que não aconteceram
Com as pessoas que não voltaram
O “faltar algo” gritando
Outra festa de fim de ano
Dezembro vem
Com as idéias que não amadureceram
Com as lagrimas que não secaram
Mas estão silenciando
Como a previsão ruim de algum cigano
Mas dezembro veio
Rápido como o vento
Com um arrependimento que afunda
O peito cheio de culpa
Que faz a gente refém
Mas dezembro veio
Mesmo com o clima meio cinzento
Os dias sendo uma eterna segunda
A vida sabe que não desisto nunca
Ah dezembro vem...
Ah dezembro...
Vem...
E com ele enfim
Tudo do ano que não foi
Tudo que ficou pra depois
“Deixa pro ano que vem”
Dezembro vem
E com ele uma espécie de fim
De um novo ano sem um "oi"
Da frustração que a vida impôs
De terminar o ano sem ninguém
Dezembro vem
E o desespero também
Com a sensação que poderia ter sido
Do todo o engasgado que não foi dito
E tudo que se ouviu quieto
Dezembro vem
E a correria a mais de cem
Pra justificar o que foi cometido
Provar pra todo que eu acredito
Que meu destino ainda está incompleto
Dezembro vem
Com os planos que não aconteceram
Com as pessoas que não voltaram
O “faltar algo” gritando
Outra festa de fim de ano
Dezembro vem
Com as idéias que não amadureceram
Com as lagrimas que não secaram
Mas estão silenciando
Como a previsão ruim de algum cigano
Mas dezembro veio
Rápido como o vento
Com um arrependimento que afunda
O peito cheio de culpa
Que faz a gente refém
Mas dezembro veio
Mesmo com o clima meio cinzento
Os dias sendo uma eterna segunda
A vida sabe que não desisto nunca
Ah dezembro vem...
Ah dezembro...
Vem...
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