quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cidade Desespero

O bicho ta pegando... Mais uma vez.
Nem sei se já falei sobre isso, ou se já usei esse título. Se não usei é sinal que sou criativo, se já usei é sinal que situação ta mesmo braba... Logo, me saio bem de qualquer maneira.
Então... Nessas últimas 48 horas o terror tomou conta do Rio de uma forma ainda mais intensa. Bandidos fazem pressão, mas não se sabe exatamente porque, a polícia não consegue controlar, não se sabe exatamente porque... E a população, sem saber o que fazer, nem porque...
Vários são os pontos para ser abordados aqui que talvez bateriam meu recorde de palavras em um só post, mas será que adiantaria?
Indo pra ficção, a situação do Rio lembrou-me do último filme do Batman em que o Coringa espalha o terror de diversas formas para conseguir o que quer... É... Lá é ficção e aqui não temos Batman.
Mas começando pelo começo (óbvio), novamente eu volto a citar e gritar para todos que o grande culpado disso, ou quem tem a maior parcela de culpa é o “usuário de vez em quando”. Sim, é o cara que gosta de fumar, cheirar, comprar coisas roubadas, participar de coisas ilícitas e acaba contribuindo no final para o tráfico ter dinheiro e investir pesado em materiais de guerra ou até mesmo seduzindo jovens e cada vez mais pessoas a participar do mesmo.
Quando eu digo usuário de vez em quando, eu não falo do viciado, porque esse, infelizmente já não tem mais controle pelas suas escolhas, mas sim eu falo da galera que gosta de fumar um pra se divertir, que gosta de cheirar, principalmente os que têm um nível sócio econômico considerável e são os primeiros a reclamarem por aí da violência, do absurdo e do Governo. Minha gente, mesmo não querendo... Vocês são os grandes culpados e se reclamarem comigo, lembrarei isso.
Não querendo jogar só para um lado, a grande parte da sociedade também tem culpa quando compra coisas ilegais, coisas roubadas ou dá aquela propina, aquele suborno tentando assim dobrar o sistema... Diz-me, quem não se enquadra no quadro citado a cima?
Mas... Tudo isso não justifica, o Governo também tem sua parte de culpa.
Achei essa coisa da UPP uma ação totalmente despreparada e bem maliciosa logo no ano de Eleições, já que como alguém tira o bandido da favela e acha que ele sumiria no espaço? Não... Ele vai ficar por aí, tentando modos de sobreviver através de arrastão, assaltos, seqüestros etc... Até onde uma coisa compensa a outra?
Sinceramente, eu acho que o Governo e a Polícia deveriam ser mais duros no que diz respeito a esses “elementos”, acho sim que em alguns casos, prender não adiantaria e matar talvez fosse sim a solução... E os direitos humanos? Sim... Eu queria ver essa galera defensora dos direitos humanos perderem um filho, uma mãe, ou um ente querido para essa marginalidade se eles continuariam achando a mesma coisa.
Pode não parecer, mas se analisarmos friamente que cada vítima que vemos, que cada pessoa que sofre com a violência, leva mais tantas com elas. Mesmo não sendo conhecidas, são pessoas que podem ter filhos, pais, mães, parentes e tudo mais. Isso não é filme e cada pessoa que morre ou sofre com essa violência não é figurante. Pode não parecer mais são pessoas.
Mas pouco importa, porque pro Governo ou para pessoas do alto escalão, isso não afeta muito. Por isso o discurso de que “façam tudo normalmente”, e a população fica preocupado sem saber como agir, se deve ou não ir, já que a imprensa ainda mais sensacionalista ajuda a divulgar o pânico. Será que um patrão entenderia se o funcionário não fosse trabalhar com medo?
Não entendo porque o Governo ou o País não faz nada para conter isso. O que falta? Dinheiro? E a quantidade de dinheiro que entra no Estado através de inúmeras fontes como arrecadação de impostos e de multas. Não é suficiente? Então onde ele entra que ninguém vê?
Mas eu acho que no fundo já sei... Enquanto os bandidos estão tocando o terror em nossa cidade, o Governo está sem contingente Policial para combater a criminalidade porque MEGA operações da Lei Seca estão sendo feitas por aí... Afinal, dirigir e beber deve realmente ser muito pior que matar...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mas quem sabe...

Outros deviam ser melhor que eu
Quem sabe uns 10
Quem sabe mais
Só fiquei sabendo disso
Nem quis saber de mais
Ou não
Que injusto eu...
Mas quem sabe você se enganou
Confundiu meu nome
Minha idade
Meu email
E eu to te culpando
Erros acontecem
Mas quem sabe você não me afasta de tentar de novo
Não vou ter vergonha na cara
Amor próprio
Ou um bando de coisas que os perdedores falam
Pra justificar
O obvio...
Outros eram melhores...
Ou novamente não
Mas quem sabe talvez você não tenha entendido o que eu quis dizer
Talvez eu não tenha lido o seu manual
A sua cartilha direito
E nem você a minha
E ficamos por aí...
Por aqui
Eu meses
Ou menos
Esperando você pra me escolher
E no fundo você
Sem ao menos saber
Que eu existia
Mas quem sabe...

Muitos por aí...

Eu assumo a culpa que me colocaram
Assumo o papel que recebi
E como um ator
Eu encarnei

Eu disse o que me contaram
Passei o que ouvi
E como um bom atravessador
Eu repassei

No fundo foi armado
Acharam que eu não agüentaria
Se bobear foi apostado
Devo ser previsível

E eu agi como programado
Confirmando minha biografia
Fiz o que era esperado
Sou incorrigível

E dessa vez sem arrependimentos
Falei porque quis
Contei porque achei devia
E no fundo fiquei bem

Nem me importei com os sentimentos
Por isso fiz o que fiz
Expus o que sentia
Será que não fariam isso também?

E tanto faz esse “fazer”
Pra sinceridade não dá pra voltar
Se algum colega por isso eu perdi
Certamente não seria o primeiro

Então, dane-se o que vão dizer
Foda-se o que vão falar
Não ligo de assumir
“Eu sou fofoqueiro”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mais que dois

E vira cada um
O que um dia já foi dois
O cúmulo da injustiça
Assim como aquele que pra justificar os erros que faz
Simplesmente decidir rever os conceitos
De uma vida...
Será que vale?
O cada um que sobra
Agora delimita o seu território
Que um dia foi de dois
Locais
Horários
O tempo
E o incrível acontece
O indivisível
Agora tem uma divisão tão racional
Quanto um choro de madrugada
Que não funciona
Às vezes os limites ficam a mercê dos imprevistos
E o cada um
Vira dois
Pelo menos quanto se conta
Que por dentro
Talvez sejam até meio
A metade de um
Ficou com o outro
Pena que é segredo
E não confirmado...
E o um vira
E se vira
Para não ver
Enquanto o outro finge que não viu
Tentando concertar o erro do indivisível
De um jeito previsível
E ensaiado
Como tem gente inocente...
Cada um não percebe
Mas todo mundo percebe
Que já não são
Mas todo mundo só não sente
O que cada um sente
“Será que alguém ainda sente?”
“Será que um gosta mais?”
“Será que foi de comum acordo?”
“Por que acabou?”
Até que um
De dois se vão
E volta a ser um
Ou até meio
Sofrendo com a saudade de ser dois
Ou não...
Podendo até estar feliz
com a nova chance que a vida lhe deu
De ser dois novamente
E quem sabe até...
Chegar a ser mais
O quanto quiser...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nina

Justamente
É justo
Contando como tudo que conta
A realidade é só uma questão de percepção
Infelizmente
Isso tem um custo
E a vida desconta
“Fazer o que quer” é um artigo em extinção
Preguiça
Dever
Prioridades que não queremos
"Os sonhos sempre ficam pra depois"
Submissa
Fazer
“Para o que não nascemos”
Erro de um, frustração de dois
Imprevisto
Mudanças
Culpa da vida
"Todo erro tem um motivo"
Persisto
Com andanças
E Aborrecida
Desabafo: “Ninguém tem nada a ver com isso”
Termino
Recomeço
Mas volto
No meio do tumulto
"Ainda tento me encontrar"
Destino
Não esqueço
Me revolto
Mas luto
"Daqui ninguém me tira. Aqui é meu lugar"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sonho Tardio

Foi meio confuso
Como tudo interessante
Tinha momentos reais
Que só durava um instante
Lá estava você... Ou ela
Do mesmo jeito que eu deixei
Ainda pareceria se importar
De um jeito que jamais achei
Falou metáforas confusas
Que nem eu entendi
Falou para tentar
Antes de você... Ou ela desistir
Mostrou-me uma laranja
Da qual tirava o caldo
“Isto é o nosso amor
Ele está ficando acabado
Como uma laranja sem caldo
Nada que sobra presta
Como o nosso amor
A solidão é o que resta”
Você... Ou ela me alertava
De um jeito que não dava pra negar
Queria me ter por ali
Pedia-me pra ficar
E eu ficava
Cumpria a promessa de a gente envelhecer
Esse sempre foi meu sonho
Formar uma família e vê-la crescer
E no sonho vi tudo
De um jeito bem bonito
Uma pena que o sonho era meu
Tão irreal e finito
Acordei apavorado
Sabendo exatamente o que a gente perdeu
Valeu a tentativa meu sonho
Mas foi a primeira vez que você tentou me avisar do que já aconteceu

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Será?

Te troquei por uma ilusão
Acho justo você falar não
Ou preparar um sermão
Caso te peça perdão

Foi bom você trocar o nome
Por um novo que não some
E seu coração talvez tome
A terceira pessoa do pronome

Convenhamos que foi maldade o que fez
Partir de verdade dessa vez
Deixando apenas um título de “ex”
Sem nem dar um talvez

Com uma pequena esperança
Que se acontecesse a”tal” mudança
Eu ainda teria a segurança
De ter a fantasiosa última dança

Mas esquece tudo que pra ti lembro
Desde o mês de Dezembro
A camisa do Flamengo
Ou algum outro mulherengo

Tentado entender o porquê
Da gente não se vê
E muito menos saber cadê
O amor entre eu e você

Ou nem lembre o passado
Considere que na verdade nada deu errado
Apenas cada um foi pro seu lado...
E eu que sou o exagerado...