Não, sem desculpas dessa vez que eu vi.
Sei que tava errada, mas eu precisava não mais ouvir.
Cheguei como quem pede pra ser maltratada, mas fui te ver
Não te pedi nada, cheguei sem ao menos ninguém me reconhecer.
E ver de longe você com o sapato e a calça que te dei foi demais
Depois te vi de preto, e pensei que foi porque gosto mais.
Um tempo mais tarde até achei que todos estavam errados
E comecei a me sentir culpada de você um dia ter desconfiado.
Tudo ia bem, a felicidade batia e eu já estava indo embora.
Mas veja como é o destino, a alegria novamente pulou fora.
Com coisas que você fez não só pra mim, mas pra todo mundo que lá estava.
Até que concordei com aquela multidão que de você reclamava
E o momento veio como um tiro que acabou com toda minha vaidade.
Ao perceber que tudo que falavam de você realmente era verdade.
E te falo uma constação tardia que vai parecer que sou meio “lerda”
Amor, eu te amo... Mas pra mim você é um merda...
sábado, 5 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Embasado
Tudo que entra na minha vida
Sai como poesia
Por que isso seria diferente?
Não precisa ser importante:
É um filme que vejo
Uma música que escuto
Um lugar que vou
Algo que me dizem
Uma história que pego sem querer
Um ponto de vista
Alguém que vejo
Alguém que não que não quer me ver.
A vida é um círculo
E um ciclo
Que só incomoda quando recebemos
O que volta do que fazemos
E o que fazemos?
Não incomoda?
Sim... Sempre incomoda alguém.
Não acredito na morte
Acho que as coisas na verdade não morrem
Morrem, mas não se apagam
Pra alguém sempre existe aquilo
Uma espécie de cemitérios de lembranças vivas
Que fica ali
Recebendo flores
Cantos
E orações de arrependimento, tristeza ou raiva.
Alimentando as ações como animais em uma jaula
Jaula que a gente coloca
Tranca
Joga a chave
Não vai visitar
Mas alimenta
Ou deixa alguém alimentar...
É chato quando descobrimos a verdade
A vida poderia ser uma eterna história de Platão
Daquelas que o mundo finge que nos engana
E a gente finge que acredita acreditando
E assim vive mais feliz
Acreditando em tudo aquilo que quer
Ou que deve
Como:
Em “Papai Noel”
Em “Coelhinho da Páscoa”
Em “Amanhã eu te ligo...”
E “Você é muito especial”
Sai como poesia
Por que isso seria diferente?
Não precisa ser importante:
É um filme que vejo
Uma música que escuto
Um lugar que vou
Algo que me dizem
Uma história que pego sem querer
Um ponto de vista
Alguém que vejo
Alguém que não que não quer me ver.
A vida é um círculo
E um ciclo
Que só incomoda quando recebemos
O que volta do que fazemos
E o que fazemos?
Não incomoda?
Sim... Sempre incomoda alguém.
Não acredito na morte
Acho que as coisas na verdade não morrem
Morrem, mas não se apagam
Pra alguém sempre existe aquilo
Uma espécie de cemitérios de lembranças vivas
Que fica ali
Recebendo flores
Cantos
E orações de arrependimento, tristeza ou raiva.
Alimentando as ações como animais em uma jaula
Jaula que a gente coloca
Tranca
Joga a chave
Não vai visitar
Mas alimenta
Ou deixa alguém alimentar...
É chato quando descobrimos a verdade
A vida poderia ser uma eterna história de Platão
Daquelas que o mundo finge que nos engana
E a gente finge que acredita acreditando
E assim vive mais feliz
Acreditando em tudo aquilo que quer
Ou que deve
Como:
Em “Papai Noel”
Em “Coelhinho da Páscoa”
Em “Amanhã eu te ligo...”
E “Você é muito especial”
terça-feira, 1 de junho de 2010
Minha Cama de Zinco
Estive vendo outro filme chamado Minha Cama de Zinco. Como muitos filmes na minha vida esse é mais um filme que eu vejo sem ver, sim... Daqueles que passam várias vezes e eu fico vendo e fazendo algo, vendo e fazendo algo, infelizmente não dei atenção que o filme necessitava, mas como eu tenho o dom de fazer mil coisas ao mesmo tempo (viu meninas, só ligar) pude acompanhar um pouco da história.
O filme narra a história de um escritor que é alcoólatra e totalmente dependente do seu vício para trabalhar e acaba por tentar se reabilitar e conhece a mulher do seu chefe também viciada e nela vive um romance no mínimo estranho e confuso.
No fim do filme eles não ficam juntos, o marido morre em um acidente de carro embriagado (o destino tem dessas coincidências) e as letras sobem com a sensação de que... Não sei, só fica a sensação.
Pra falar a verdade acho que a sensação é uma sensação de identificação com o personagem, já que me identifico com personagens assim: viciados, alcoólatras, etc... Não porque sofro um desses males (é, do alcoolismo não estou longe), mas porque vejo neles um estado meio perdido, mas ao mesmo tempo uma forma para continuar.
No filme, a presença dela o fazia se sentir bem, mas ele só encontrou a verdadeira cura (cura não, porque como ele mesmo diz que a cura é o fim do desejo e ninguém quer deixar de sentir desejo) sozinha, pois por mais que a presença dela o faça se sentir bem e feliz tudo que ele precisa é de estabilidade.
Estranho, não? Como essa história no fundo é comum a todos nós, que às vezes somos obrigados a abrir mão de algo ou às vezes somos algo de quem abre a mão, simplesmente porque daquele jeito não dá, porque não temos segurança e achamos que merecemos coisa melhor, ou que as coisas têm que melhorar, e aí... Talvez e aí a “grande chance” que a gente sempre busca... Passou...
Mas será realmente isso a solução? Será que seguir sozinho quando achamos alguém com quem a gente quer ficar, é a melhor coisa? Até onde vale tentar? Onde fica o limite entre amor e amor próprio? Entre felicidade e burrice? Entre gostar e teimosia? Quer saber? Acho que ninguém, nem eu mesmo nunca saberemos responder isso, mas pelo menos vou morrer tentando descobrir até onde eu conseguir... Mesmo que eu seja um monte de coisa aí de cima...
O filme narra a história de um escritor que é alcoólatra e totalmente dependente do seu vício para trabalhar e acaba por tentar se reabilitar e conhece a mulher do seu chefe também viciada e nela vive um romance no mínimo estranho e confuso.
No fim do filme eles não ficam juntos, o marido morre em um acidente de carro embriagado (o destino tem dessas coincidências) e as letras sobem com a sensação de que... Não sei, só fica a sensação.
Pra falar a verdade acho que a sensação é uma sensação de identificação com o personagem, já que me identifico com personagens assim: viciados, alcoólatras, etc... Não porque sofro um desses males (é, do alcoolismo não estou longe), mas porque vejo neles um estado meio perdido, mas ao mesmo tempo uma forma para continuar.
No filme, a presença dela o fazia se sentir bem, mas ele só encontrou a verdadeira cura (cura não, porque como ele mesmo diz que a cura é o fim do desejo e ninguém quer deixar de sentir desejo) sozinha, pois por mais que a presença dela o faça se sentir bem e feliz tudo que ele precisa é de estabilidade.
Estranho, não? Como essa história no fundo é comum a todos nós, que às vezes somos obrigados a abrir mão de algo ou às vezes somos algo de quem abre a mão, simplesmente porque daquele jeito não dá, porque não temos segurança e achamos que merecemos coisa melhor, ou que as coisas têm que melhorar, e aí... Talvez e aí a “grande chance” que a gente sempre busca... Passou...
Mas será realmente isso a solução? Será que seguir sozinho quando achamos alguém com quem a gente quer ficar, é a melhor coisa? Até onde vale tentar? Onde fica o limite entre amor e amor próprio? Entre felicidade e burrice? Entre gostar e teimosia? Quer saber? Acho que ninguém, nem eu mesmo nunca saberemos responder isso, mas pelo menos vou morrer tentando descobrir até onde eu conseguir... Mesmo que eu seja um monte de coisa aí de cima...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Tanta saudade
To sentindo tanta saudade
Que nunca pensei sentir
To sentindo tanta saudade
Que meu rosto, não sabe nem sorrir
To sentindo tanta saudade
Dos abraços, daqueles dias que ficaram pra trás
To sentindo tanta saudade
E eu que já achei que não era nada demais
To sentindo tanta saudade
Dos beijos, dos carinhos
To sentindo tanta saudade
E me sentindo tão sozinho
To sentindo tanta saudade
Do seu cheiro seu sorriso e sua voz
To sentindo tanta saudade
Será que nunca mais seremos “nós?”
To sentindo tanta saudade
De conversar, te contar o meu dia e perguntar o seu
To sentindo tanta saudade
Quando nessa história a gente se perdeu?
To sentindo tanta saudade
Das promessas, dos planos de casar
To sentindo tanta saudade
Que não aguento acordar e te procurar
To sentindo tanta saudade
Dos momentos quietos abraçado
To sentindo tanta saudade
De ter você ao meu lado
To sentindo tanta saudade
Dos dias em que já pude te ter
To sentindo tanta saudade
De tudo que vem de você
To sentindo tanta saudade
De tudo que um dia já foi verdade
To sentindo tanta saudade
Eu to sentindo tanta saudade...
Que nunca pensei sentir
To sentindo tanta saudade
Que meu rosto, não sabe nem sorrir
To sentindo tanta saudade
Dos abraços, daqueles dias que ficaram pra trás
To sentindo tanta saudade
E eu que já achei que não era nada demais
To sentindo tanta saudade
Dos beijos, dos carinhos
To sentindo tanta saudade
E me sentindo tão sozinho
To sentindo tanta saudade
Do seu cheiro seu sorriso e sua voz
To sentindo tanta saudade
Será que nunca mais seremos “nós?”
To sentindo tanta saudade
De conversar, te contar o meu dia e perguntar o seu
To sentindo tanta saudade
Quando nessa história a gente se perdeu?
To sentindo tanta saudade
Das promessas, dos planos de casar
To sentindo tanta saudade
Que não aguento acordar e te procurar
To sentindo tanta saudade
Dos momentos quietos abraçado
To sentindo tanta saudade
De ter você ao meu lado
To sentindo tanta saudade
Dos dias em que já pude te ter
To sentindo tanta saudade
De tudo que vem de você
To sentindo tanta saudade
De tudo que um dia já foi verdade
To sentindo tanta saudade
Eu to sentindo tanta saudade...
Vai deixar?
Por onde anda o meu sorriso? Perdido em outro bar?
Cansei de rimas
Da tentativa de me encontrar
A rima saiu
Mas não foi proposital
Poderia dizer não faz mal, mas pra fugir da rotina
Não falo nada
Só penso
E como penso...
Que os dias cinza como hoje já não foram tão ruins
Que a pior dívida que a gente tem é com a gente
Muita coisa pesada
Muito clima pesado
Insegurança
Confusão
A televisão desligada
É a vida que não funciona
Quem era perto nunca mais vi
Cadê os cadernos com figuras
Os desenhos na parede
As cartas apaixonadas
E a inveja de quem nos via?
Lembra de mim cantando?
Já não conheço mais música
Cansei de curas imediatas
Promessas de felicidades milagrosas
Ta faltando de tudo
Falta você
Falto eu
Mas ninguém percebe
Cadê a velha e boa chamada?
Aquela que era feita com número
Que a gente brincava quando respondia
E ria
Sem saber o que via pela frente
É
Os dias passaram
As chamadas acabaram
Você se foi
Eu to indo
To cansando
Já cansei
E aí...
Vai deixar?
Cansei de rimas
Da tentativa de me encontrar
A rima saiu
Mas não foi proposital
Poderia dizer não faz mal, mas pra fugir da rotina
Não falo nada
Só penso
E como penso...
Que os dias cinza como hoje já não foram tão ruins
Que a pior dívida que a gente tem é com a gente
Muita coisa pesada
Muito clima pesado
Insegurança
Confusão
A televisão desligada
É a vida que não funciona
Quem era perto nunca mais vi
Cadê os cadernos com figuras
Os desenhos na parede
As cartas apaixonadas
E a inveja de quem nos via?
Lembra de mim cantando?
Já não conheço mais música
Cansei de curas imediatas
Promessas de felicidades milagrosas
Ta faltando de tudo
Falta você
Falto eu
Mas ninguém percebe
Cadê a velha e boa chamada?
Aquela que era feita com número
Que a gente brincava quando respondia
E ria
Sem saber o que via pela frente
É
Os dias passaram
As chamadas acabaram
Você se foi
Eu to indo
To cansando
Já cansei
E aí...
Vai deixar?
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Mesmo assim
Agora eu sou o vilão
Da história que eu nem inventei
Você não fala que me disse “não”
Conta pros outros que eu vacilei
Que me crucificam com palavras
Perguntando o porquê dessa novela
Não conto como você que me tratava
E respondo: “Pergunta pra ela”
Insistem demais
Que eu deveria ter mudado
Mas foi você que não quis mais
Ter-me ao seu lado
Achou que era boa pra mim
E eu nada pra você
Assumo: Sofri sim
E afirmo: Vou sobreviver
E continuarei forte
Fazendo tudo o que sempre fiz
Quem sabe você também tenha sorte
E mesmo sem mim, talvez seja feliz...
Da história que eu nem inventei
Você não fala que me disse “não”
Conta pros outros que eu vacilei
Que me crucificam com palavras
Perguntando o porquê dessa novela
Não conto como você que me tratava
E respondo: “Pergunta pra ela”
Insistem demais
Que eu deveria ter mudado
Mas foi você que não quis mais
Ter-me ao seu lado
Achou que era boa pra mim
E eu nada pra você
Assumo: Sofri sim
E afirmo: Vou sobreviver
E continuarei forte
Fazendo tudo o que sempre fiz
Quem sabe você também tenha sorte
E mesmo sem mim, talvez seja feliz...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Só desejo...
Por quantas vezes já nos pegamos desejando muito alguma coisa que parecia impossível? Daí quando acontece, em alguns casos com o passar do tempo pensamos: “È, nada demais" e corremos atrás de um novo “impossível” para conquistarmos. Problema nisso? Pra mim nenhum, até porque acho sim que devemos ter sempre nossas metas altas para buscarmos sempre coisas melhores e procurarmos sermos pessoas melhores.
O problema é que às vezes acho que sofremos demais por essas metas, porque achamos que o “impossível”, o “difícil”, o “improvável” são essências para nossas vidas e quando não acontece é uma frustração que não tem tamanho.
Desejamos demais aquele emprego: Brigamos, estudamos, participamos de vários processos seletivos e quando ele vem à gente não fica satisfeito, quer outro ainda mais difícil.
E aquele amor? E aquelas pessoas que queremos ficar? Que casaríamos, teríamos filhos e seríamos felizes pra sempre? Sabe por que achamos isso? Porque não a temos...
Fico pensando que existem certas coisas que desejamos tanto, aprendemos tanto a querer, a ser fruto de cobiça que quando tivermos a oportunidade de ter, já não faria tanto sentindo. É como um homem que busca chegar no topo de uma montanha, mas quando ele chega lá e acaba, ele vê que o legal mesmo era desejar aquela montanha e todas as dificuldades que a fizeram chegar no seu topo. Conquistar algo dá a sensação de missão cumprida, e depois?? Depois do começo o resto é o fim né...
Acho que em certas situações somos como aqueles malucos que correm atrás de ônibus e ambulâncias, como todos os cachorros que correm atrás de carros simplesmente por correr, mas se um dia pegassem um, certamente eles não saberiam o que fazer... E será que a gente sabe?
O problema é que às vezes acho que sofremos demais por essas metas, porque achamos que o “impossível”, o “difícil”, o “improvável” são essências para nossas vidas e quando não acontece é uma frustração que não tem tamanho.
Desejamos demais aquele emprego: Brigamos, estudamos, participamos de vários processos seletivos e quando ele vem à gente não fica satisfeito, quer outro ainda mais difícil.
E aquele amor? E aquelas pessoas que queremos ficar? Que casaríamos, teríamos filhos e seríamos felizes pra sempre? Sabe por que achamos isso? Porque não a temos...
Fico pensando que existem certas coisas que desejamos tanto, aprendemos tanto a querer, a ser fruto de cobiça que quando tivermos a oportunidade de ter, já não faria tanto sentindo. É como um homem que busca chegar no topo de uma montanha, mas quando ele chega lá e acaba, ele vê que o legal mesmo era desejar aquela montanha e todas as dificuldades que a fizeram chegar no seu topo. Conquistar algo dá a sensação de missão cumprida, e depois?? Depois do começo o resto é o fim né...
Acho que em certas situações somos como aqueles malucos que correm atrás de ônibus e ambulâncias, como todos os cachorros que correm atrás de carros simplesmente por correr, mas se um dia pegassem um, certamente eles não saberiam o que fazer... E será que a gente sabe?
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