quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

You Oughta Know

Faço em cima do último porque assim dá sorte
Sorte? Que mania de querer sempre achar solução
Sempre quis que as coisas no mínimo “fossem”
Mas descobrir que só de “não ser” já ta bom
Em um dia que tudo mudou, me vi sozinho
Como se tivesse um braço para duas luvas
É a verdadeira imagem do desperdício
Não ter ninguém pra dividir meu guarda chuva
O pessimismo é inevitável
Mas dizem que há outra modo de ver as coisas por inteiras
E assim só continuo com dúvidas
Será que você me viu de outra maneira?
Se me viu da maneira que nunca fui
E talvez um dia que nunca serei
Foi você que me enxergou errado?
Ou mais uma vez eu que errei?
Se errei tanto faz
Isso nunca vou mudar o que aconteceu
Os momentos em que fomos um ou mais
Dos eternos encontros do seu olhar com meu
As confidências que um dia fizemos
As promessas de sermos mais que dois
Prefiro pensar que isso não é o fim
Os planos apenas ficaram pra depois
Sei que nada é por acaso
Como tudo que em pouco tempo você me deu
E que todos que passam tem um propósito
Só ainda não descobri na minha vida, qual foi o seu...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Seguir...

Silêncio
Que dói até quando faz barulho
Mesmo quando não sei
Acabo sabendo que é
Ou sentindo que é
Que estranho
Na verdade é normal
Como tudo que vai
Que vem
E passa
Mas não passa
Vai passar?
Eu me pergunto
Parece que não...
Mas tanto faz
Resolvi enfrentar
Ir em frente
Acabar com mitos e lendas que eu mesmo criei
Na verdade nessa história, só eu criei...
Já fugi demais
Ta na hora de seguir
De encarar as frustrações
Que no fundo
Vão doer menos que o silêncio que já parou de fazer
Sim
Vou mudar
Sem copo d'água ou dia de sol
Não quero esperar nada acontecer
Nada mudar
Tudo vai acontecer do jeito que tá
Pois...
É melhor ouvir
Do que se calar
É melhor agir
Do que nada fazer
É melhor ser
Do que não ser
Pra mim de hoje em diante
Vale muito mais
O que me faz bem
Do que o que quero

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Primeiro amor

Há 17 anos, lembro vagamente de um domingo não tão qualquer como o de ontem, em que um moço simpático de cabelos grisalhos comandava o meu time de coração e o levava para ser campeão. Alguns anos depois descobri que aquele moço era o Júnior um dos melhores laterais de todos os tempos, e aquele título era o Brasileiro de 92... Anos se passaram, frustrações aconteceram e 17 anos depois pude ver tudo àquilo bem de perto.
Hoje, dia 07 de dezembro é praticamente feriado no Rio de Janeiro e no Brasil, é um dia em que todo o amor inexplicável que se sente realmente é recompensado, toda a falta de lógica é deixada de lado e somos recompensados por amar algo que aprendemos a amar desde que nascemos e que não recebemos nada em troca.
Um amor de um flamenguista não liga pra dinheiro, bens ou posses. É um amor sincero, quase de mãe para um filho que no caso é mais velho que nós, mas tratamos como criança e só queremos o sucesso.
Somos odiados por todo o resto que existe, mas é claro, ninguém gosta de ver a festa que fazemos, a alegria que temos, mesmo quando perdemos é nossa foto que sai no jornal e como um amor bandido quando perdemos, somos zoados, nos choramos, xingamos, dizemos que Flamengo nunca mais... Mas é só ter mais uma vitória que voltamos como se nada tivesse acontecido e torcemos, gritamos e como uma mãe que perdoa um filho que fez besteira enchemos novamente a “nossa casa”, que dizem ser de todos, mas ninguém se encaixa lá melhor
“Eles são ricos e você ta aí” sempre ouvimos isso, e sim sabemos que é uma verdade, mas dane-se o amor é pelo time e não para quem está lá, até porque quem está tem que saber que ele quando coloca aquela camisa, quando veste o manto está jogando por 35 milhões de apaixonados que queriam estar ali, mas infelizmente não podem, e se não agüentam essa pressão é melhor mesmo que sumam que mudem de clube mesmo e só fiquem se for pra honrar nós torcedores que não recebemos, só damos e merecemos respeito e consideração como pagamento.
A vitória é boa, o título também, mas vivemos anos de jejum e verdadeira conflitos de amor e ódio em que exageramos e as vezes somos "exagerados",mas juramos que é sempre tudo por amor, um amor que não se explica um amor que não morre e só cresce e crescerá ainda mais, pois hoje, todo o nosso amor foi recompensado e eu que já deu tanto, hoje só posso agradecer... Obrigado Flamengo por existir.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Volta

A dor...
Descobri que dor não é sentir
Mas sim
É não sentir
A dor
É não ver mais um nome aparecendo no celular
É não ligar dizendo
Nem ouvir
Meio que do nada
"Boa noite"
A dor
É o vazio da saudade do que já não é mais
E talvez nem seja
Mas é muito abstrato
Cadê a realidade?
Espero outros falarem da minha vida
Pra mim
Cadê minha força?
Acabou...
Cansei
Resolvi não fazer nada
Vou fingir que nada acontece
Que a frustração não existe
Mas pera...
Só de fingir
Já faço
E muito
Pois ando preocupado com o que acham de mim
E o que acho deles?
Não importa?
Espero muita coisa
E continuo esperando
Ironia do destino
Logo eu que nunca tive muita paciência de esperar
To deixando o destino me levar
Que piada
E ele leva?
Pra onde?
Pra quem?
De volta?
Quem sabe...
Só o que importa
É o que é...
E o que sou
Pois
Até que enfim
Aprendi
Que ninguém
Hora nenhuma
Em momento nenhum
Haja o que houver
Vai poder dizer
Que não sou bom
Pois o que sou
Nesse momento
Só cabe a mim...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Lula "O Filho da Puta"

Mais um filme é lançado no mercado nacional dentre tantos outros. Aparentemente apenas mais um filme inocente sobre um ser que nasceu na miséria e chegou a ser “alguém” na vida... Sim, essa história inocente parece ser um retrato muito comum da nossa nação... Mas... A vida sempre tem um mais
O filme em questão seria totalmente inocente sim se não se chamasse “Lula o filho do Brasil” e contasse a história de nosso digníssimo presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Então, quando vi sobre o lançamento do filme pensei: “Putz, que palhaçada”, “Dois filhos de Francisco 2” algo assim... Mas não tive uma visão muito crítica e profunda do assunto até que lendo a veja dessa semana (não fui influenciado, apenas abri os olhos) minha visão sobre o assunto mudou bastante.
Lendo sobre o filme e de como ele surgiu, percebo que o que aconteceu foi uma tentativa de mitificar Lula contando sua trajetória de vida nos cinemas de uma maneira poética e linda, se eu quiser até a minha história fica assim porra. Tudo já foi armado, o lançamento do filme será esse mês a globo passará ele em março através de uma minissérie de alguns capítulos e depois sairá em DVD, preciso falar pra vocês o que acontecerá em 2010? Sim as eleições presidências...
Voltando ao filme, a matéria da revista diz que o filme foi baseado na biografia de Lula e faz a comparação de alguns fatos que são mostrados no filme e o que realmente aconteceu. O que se percebe é uma tentativa totalmente desesperadora de transformar o Lula em um novo Messias, já que frases são inventadas, situações são distorcidas e qualquer coisa que tenha acontecido na vida que o mostra como ser humano que tem raiva, inveja, ou vive situações constrangedoras foram totalmente esquecidas do filme, elas não aconteceram?? Ele foi santo? E o dedo que dizem que ele cortou de proposito?
O filme já é visto como uma ótima arma para a campanha presidencial de Dilma Rousseff com sua cabeça gigante e ser ar de superior e de quebra fortalecer ainda mais o PT em outras cadeiras.
E não para por aí... Todas as empresas patrocinadoras do filme das quais não me lembro mais quem são, tem ou tiveram alguma ligação ou foram beneficiadas pelo governo ou alguém lá de dentro. Essas empresas doaram valores absurdamente mais altos do que os padrões do cinema nacional e a distribuição será também a maior vista até hoje.
O que mais posso dizer? Lembro-me que antes de 2002 o PT virou moda, jovens achavam que se o partido chegasse ao poder tudo mudaria, eram comum ver bandeiras e aquelas camisas vermelhas com a estrela do partido perambulando por ai... E sete anos depois o que mudou? Os jovens não são tão jovens, inúmeros escândalos apagaram o brilho da estrela pela qual nunca simpatizei (sim me orgulho de nunca ter votado no Lula), viram que o partido era apenas mais um na sujeira da política Brasileira e perdendo a força que tinham resolveram agora lançar o filme e transformar o presidente no maior cabo eleitoral já visto desde de Jesus Cristo, levando a sua história de vida ao cinema e no fundo conseguindo sim me fazer chorar, não de emoção, mas de raiva...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

As flores de plástico não morrem

Nós sempre nos orgulhamos de sermos seres únicos. Orgulhamos-nos de termos jeitos diferentes de todos, aparências inconfundíveis, exaltamos personalidades únicas e deixamos bem claro o tão famoso “nosso jeito”, declaramos ditados de gostos diferentes, preferências... Mas no fim das contas a gente nunca entende essa diferença no outro.
Acho que isso já vem da nossa dificuldade de lidarmos com momentos de sacrifícios, momentos de adversidades e tudo que vai contra o que achamos que tem que ser.
A sociedade moderna perdeu um pouco o “tato” de lidar com a indiferença de pessoas já que tudo agora é resolvido online, através de emails, e problemas de discordância se resolve às vezes com tiros, porradas e guerras... Nunca se entendendo
Partindo do geral para o particular, hoje em dia não temos mais a “paciência” ou habilidade de lidar com aquela pessoa “chata”, aquela pessoa que não nos agrada, que não vamos com a cara, que o santo não bate, entre outras coisas. Ao invés de tentarmos resolver, dar uma chance quem sabe, entendermos que as pessoas realmente são diferentes... Não, a gente simplesmente fecha a cara, foge, se afasta, deixa de sair com amigos porque não gostamos ou simplesmente não vamos com a cara de determinada pessoa... Alguém pode realmente acabar com nosso ambiente? Alguma pessoa pode ser capaz de tirar o brilho de tantas outras que podemos encontrar? E será essa pessoa mesmo errada? Será o que aconteceu já não passou?
Enfim... Por que não nós não nos espelhamos nas flores? Que todas têm suas cores, seus jeitos, seus formatos e perfumes. E mesmo umas sendo bem raras e outras dando em qualquer lugar no fim das contas para nós, todas sempre terão seu espaço e valor...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Valor de um sonho

O que é valor? Em marketing essa questão é respondida facilmente como a percepção que a pessoa tem de quanto custa este ou determinado produto ou serviço.
Se continuarmos pensando na relação entre marcas, serviços e produtos percebemos o quanto essa relação beira a injustiça, pois enquanto se paga fortuna por algumas coisas entrando em prestações, passando por verdadeiros “sufocos” financeiros para adquirimos aquilo pra alguma dessas coisas não passamos de mais uma numeração no cadastro... Contraditório né?
E quando se trata de ser humanos? O que é valor? Até onde “vale” o valor de alguma pessoa pra alguém?
A balança de valores pra ser humano também é meio desproporcional por enquanto se da muito valor pra alguém a recíproca nem sempre é verdadeira. Às vezes se coloca sonhos e se faz sonhos baseado naquele valor e quando ele não volta de maneira igualitária tudo acaba... Alguém pode ter o poder de destruir nossos sonhos?
Os sonhos são destruídos mais facilmente que construídos, mas realmente é justo construir um sonho em cima de alguém? Alguém pode carregar o peso de ser responsáveis por nossos sonhos?
Isso não acontece apenas em relacionamentos propriamente ditos, mas quando falamos uma verdade para alguém como do tipo: “Ele não gosta de você...” Pronto, naquele momento mais um sonho é destruído... Mas por quê?
Normalmente nós temos a necessidade de apoiar alguns de nossos sonhos que são sempre abstratos em algo concreto como alguém, a opinião de alguém, algum aspecto financeiro e assim não damos o real sentido da palavra sonho que é simplesmente o de sonhar...
Mas voltando ao valor ou a falta dele eu não acho que se deve realmente medir o quanto alguém vale para nós, mas sim até onde alguém vale pra nós, o importante de tudo é sempre criarmos um limite que vai ou que acaba quando começamos dar valor pra alguém, mais do que damos pra nós... Simples né