segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um morto muito louco

Morrer não é nem um pouco engraçado, ainda mais para quem fica... Mas vamos concordar que até existem modos engraçados de morrer.

Tirando todo o lado mórbido que o assunto causa é sempre hilário quando alguém morre em assuntos ligados a sexo.

Todo mundo solta aquela risada de canto de boca quando descobrem que aquele empresário de 97 anos morreu enquanto tinha relações sexuais com sua namorada de 18, ou que uma senhora morreu enquanto tinha orgasmos com o marido 20 anos mais jovem, cai entre nós, todas são ótimas maneiras de se morrer. (Viva o Viagra)

Mas o que me deixou assustado foi o caso do ator David Carradine que morreu enquanto se masturbava, assim como dizem ter ocorrido com Michael Hutchence (vocalista do INXS). O curioso era que ele estava dentro de um armário, nu (pelo menos algo de tradicional) se enforcando... Meio estranho né?

Não sei se eu queria morrer desse jeito (na verdade eu não queria morrer, queria ser uma espécie de Highlander, mas como não tem jeito), até porque é bem diferente você morrer como um garanhão pegador, do que como um punheteiro exótico...

Mas enfim, confesso que a primeira instante que me toquei nisso tudo, só pude pensar em uma coisa... "Meu Deus, punheta mata..."

domingo, 7 de junho de 2009

E se fosse...?

Esses acidentes aéreos e mortes trágicas são sempre muito chocantes. Sempre a sociedade absorve o luto e a dor dos parentes que nela se encontram, missas são feitas, organizações não governamentais sem fins lucrativos são feitas, tudo muito doloroso e intenso, mas e quando é diferente?
Não estou aqui para julgar a dor de vítimas de parentes, se uma dor é maior que a outra, pois como dizia Frejat: “Todo mundo é parecido quando sente dor” e realmente é, mas porque a sociedade não se sente tão chocada e vitimizada quando outros tipos de acidentes acontecem?
Acho que o que nos assusta nesse tipo de acidente, o que é comovente é a sensação de que estamos imunes ao acaso do destino, de que qualquer coisa realmente pode acontecer a qualquer pessoa.
Porque quando existe uma rebelião em um presídio, não nos choca tanto?? Porque não procuramos tantas respostas? Porque quando um caminhão rola de alguma ribanceira com centenas de romeiros, merece apenas um destaque de 15 seg no telejornal local? Moradores de rua sofrem chacinas e todos dizem que é um absurdo e só...
O afastamento de determinadas situações, fazem com que inconscientemente nos não nos importemos com elas, mesmo que uma vida perdida ou tirada, tenha a mesma dor e perda para todo mundo.
No caso do airbus 447 que caiu e deixou mais de 200 vítimas é muito triste, a nossa busca por corpos por destroços é diária, é constante, o amparo que a mídia e a sociedade dão para os parentes é muito forte, comovente e realmente necessária. Mas agora eu pergunto... E se fosse um caminhão de bóia fria???

sábado, 6 de junho de 2009

Depois da do papagaio...

Sei que sou suspeito para falar, mas realmente acho essa lei seca uma palhaçada.
Primeiro, ela não existe para proteger os cidadãos contra acidentes de trânsitos, atropelamentos e imprudência em geral, mas sim para proteger o governo contra gastos com hospitais, reconstituição de rodovias, postes, etc...
Não sou realmente a favor de o cara sair bebendo e dirigir (apesar de ser adepto dessa filosofia de vida) e realmente acho que o governo não pode ficar gastando parte de seu orçamento que seria para melhorar o bem estar da população e não para arcar com merdas que alguns fazem por aí.
O ponto que tenho para criticar essa lei seca, primeiramente é o seu método de medição para saber se o indivíduo esta ou não apto para beber, pois existem pessoas que com 1 copo(a grande maioria) está em totais condições, e mesmo assim corre o risco de por fazer um brinde, ser tratado como um criminoso... Lamentável
O outro ponto, talvez o mais importante, é a falta de estrutura que a nossa sociedade nos dá para transportes alternativos, principalmente no horário da noite. A falta de segurança não precisa ser comentada assim como a falta de transportes públicos na madrugada. Por isso, acho engraçado quando leio aqueles adesivos nos ônibus “Bebeu, vá de ônibus”, alguém já tentou pegar um ônibus de madrugada? Existem ônibus da madrugada? Os que existem, são seguros???.
Ah, você pode dizer que existem táxis disponíveis 24 horas do dia. Sim, existem, mas será que toda a parcela da população pode arcar com táxis em todas as ocasiões que estejam procurando uma distração?
O que está acontecendo, é que o direito de algumas pessoas de beber e dirigir estão sendo tirados, e nada é feito para substituir isso, nenhuma solução foi dada nem nada.
Pessoas estão sendo presas e marginalizadas por operações gigantescas acompanhadas por veículos de comunicação que tratam trabalhadores que procuram um tipo de diversão em verdadeiros vilões, sem que nenhum tipo de defesa seja dado.
Não estou aqui para criticar a campanha de lei seca, ou se é certo ou não beber, mas sim a falta de estrutura que é dado para a pessoa que trabalha a semana inteira e quer no fim de semana, sair e beber talvez duas cervejas com os amigos.
Enfim, em um futuro não muito distante, quando eu comprar uma dessas revistas de piadas, logo após as dos portugueses e do papagaio, virá a da lei seca...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Super Marketing

Não, esse artigo, ou seja lá o que for isso, não é sobre marketing. Ah, também não é sobre aquele programa de supermercado em que as pessoas saiam comprando as coisas no carinho e enchendo, sempre tive um sonho de fazer aquilo.
Eu também adianto que nem sou aquele tipo de pessoa radical, que odeia tudo e todos, que tudo critica que tudo acha feio e um absurdo. Sou bem tranqüilo, daqueles que acha tudo bem legal... Mas... Sempre tem um, mas... (adoro reticências)
È impressionante o valor que a mídia dá para os filhos recém nascidos de celebridades e transforma mães comuns em Super Mães com o discurso: “Nossa, ela fez show e ainda amamentou o filho...” “Ela faz novela e ainda tem tempo de ser mãe...” O que isso tem demais? Porque o fantástico tem que passar uma matéria da Claudia Leitte no trio na Bahia levando o leite para o pequeno Davi. A parada para levar Leiite, parecia visita de chefe de Estado, com policiais, enfermeiros, helicópteros e tudo.... Surreal!
Ela não poderia ficar alguns meses sem fazer show??? Isso sim seria ser Super Mãe, abrir mão de todo o dinheiro por algum tempo para se dedicar ao filho. A superexposição não causa danos a mãe, mas causa para a criança que com meses de idade já é celebridade e se vê obrigado a viajar todo o país atrás de turnês, fotos, capas de revistas, feiras agropecuárias (sim podem acreditar).
Desculpe a sinceridade, mas me espanta que uma criança dessas tenha tipo apenas Meningite.
O que a mídia faz é dar um grande mau exemplo para a sociedade (já que tudo é mau exemplo, porque isso também não seria?), mostrando o lado fácil de ser mãe, pois com 5 babás, 15 enfermeiras, 4 cozinheiras e 57 empregados tudo fica muito mais fácil e romântico. O filho nasce e a vida continua, as vezes elas tem que até que pegar o filho no colo, colocar pra dormir e posar para uma foto ou documentário... Tudo em nome da arte.
Mas podem dizer o que for, pois pra mim, Super Mãe é aquela que acorda cedo para levar o filho a escola, que fica horas na fila do médico, aquela que tem amor, que tem que trabalhar, cuidar de filhos, da casa, e ainda ser feliz no final do dia.
Ser mãe não tem nada de romântico e lindo, por isso que para mim essa nova geração pode até ser super... Mas mãe não...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Arco Íris

E desde quando classe social é parâmetro para futebol???
Meio estranha essa pergunta né, mas o que sempre escuto quando falo sobre futebol com todo tricolor carioca que conheço é: “Mas a nossa torcida é a mais bonita..” E agora pergunto... E daí???
Engraçado como enchem a boca para falar do cheiro, da torcida, dos fogos, daquela coisa escrota do pó de arroz, se o futebol é jogado ali no campo...
O mais engraçado é pensarmos que vivemos em um mundo em que a renda é muito mal dividida (não precisa ser nenhum gênio da geopolítica para saber disso) e como um time com a grande maioria da torcida do Estado e do Brasil, não seria formado pela massa??? E como uma massa pode ser formada por apenas por classe A?
Mas vamos voltar a toda a classe tricolor de grandes doutores, pensadores, e formadores de opiniões que torcem e ficam suados da mesma maneira que todos os “favelados”, que choram como todos os “ladrões” e que ficam felizes como todos os “sem dentes”...
No futebol pouco importa se você é médico ou ex presidiário... O jogo que se vê é o mesmo.
Curioso é que como ter uma torcida linda, cheirosa e poderosa (salve, salve a vidaaaaaa) não livrou o time de jogar a humilhante série C em que ingressos eram vendidos a R$1,00... Mas não seria isso preço de favelado???
Ter uma torcida de “classe” como dizem, não os livra de derrotas, não os livra de estádios vazios (quase sempre), não os livra de salários atrasados, não os livra de tremer em jogos importantes... Futebol é feito dentro de campo, com amor, raça e principalmente com títulos (coisa que nem preciso comentar que o fluminense da classe, está atrás flamengo do povo).
Por isso a minha visão, de um apaixonado pelo time que torce e da torcida que tenho, sobre o Fluminense vem mudando de um tempo pra cá... Antes via o fluminense como um Tricolor de cores estranhas, time pequeno de torcida medíocre... Hoje, a coisa tem mudado um pouco, hoje o Fluminense pra mim já até deixou de ser tricolor e virou apenas um Arco-Íris meio sem graça...

Meus não Ídolos

Ta bem, tudo bem que nosso país é carente de ídolos, mas tem hora que forçamos a barra né?
Hoje em dia, basta qualquer um receber uma grande atenção da mídia, que pronto... Nasce um novo salvador da nossa nação...Viva “Sasá Mutema”
Eu não tenho nada contra os grandes meio de massa e sua tão discuta cultura de massa (a galera da comunicação social que o diga), mas nunca entendi muito bem porque um Big Brother que fica duas semanas dentro da casa já sair com um fã clube armado com mais de 10000 membros, uma dançarina qualquer, tipo essas do Faustão que nem se sabe o nome, ser exemplo pra alguém, ou um tal de Jesus que namora a Madona ficar conhecido mundialmente, quem é Jesus??? O que ele fez? Tem gente que já namorou mais que ele e você nunca ficou sabendo não é? O único que deveria realmente ser falado é o Cristo...
Mas isso é o lado ruim da tão idolatrada globalização e seu principal aliado a internet. Antes o cara pra fazer sucesso com musica, tinha que compor, produzir, gravar, pelar saco de gravadora, pelar saco de rádio, dar sorte, para ai sim, pensar em sucesso. Hoje em dia é fácil, pluga o vilão, toma um chá de fita cassete (disseram que em Denver isso é o maior sucesso), canta umas coisas nada a ver e pronto... Nasce uma estrela... Eu ouvi Malu Magalhães?
Ah que saudade dos tempos que eu não vivi, que ídolos eram os Chacrinhas da vida, Os Pelés e Garrinchas, as Elises Reginas, os Robertos, pessoas que realmente, seja da maneira que for, tinha algo para ser admirado... Ah que saudade de um tempo sem pânico na TV e que a nossa grande preocupação era se o horário do chaves tinha sido alterado...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ônibus

Semana passada, voltando para casa após o trabalho, peguei um ônibus sentido Zona Sul do Rio de Janeiro. Extremamente cheio, notei que existiam apenas 2 (dois) lugares no final do carro. Chegando lá, percebo que no lado esquerdo havia um torcedor do Flamengo (nada contra, também compartilho do mesmo gosto), com a camisa da década de 90 e na outra extremidade do ônibus um sujeito que na minha primeira avaliação tinha algum tipo de desordem.
Não precisei de muito tempo pra ter certeza realmente que era uma desordem, mas causada esta por psicotrópicos. Percebi ao longo do caminho que o cara repetia sempre os mesmos movimentos 3 (três) vezes. Cabeça para fora da janela, olhava pela janela traseira do ônibus, e mexia o braço, justamente pro meu lado.
De inicio pensei em ficar em pé mais a frente. Mas comecei a imaginar se não seria melhor continuar no meu lugar, porque se ele fosse assaltar o ônibus junto com seu amigo flamenguista, pelo menos eles pensariam que fui o único a achá-los completamente normais apesar dos repetidos movimentos em minha direção. Se ficasse em pé e o assalto se inciasse eles iriam de cara pensar que tive medo, ou que achei que iriam assaltar, e que estavam drogados, e aí sim, aí sim eu teria o desprazer de ser o primeiro a ser assaltado.
Fiquei na minha lá, fingi até dormir em certos momentos pra demonstrar total tranquilidade com os 3kg de pó cheirados…
Saltei, nada aconteceu, e acho que até hoje devem falar entre eles: “Pô, maluco responsa!“