quinta-feira, 4 de junho de 2009

Arco Íris

E desde quando classe social é parâmetro para futebol???
Meio estranha essa pergunta né, mas o que sempre escuto quando falo sobre futebol com todo tricolor carioca que conheço é: “Mas a nossa torcida é a mais bonita..” E agora pergunto... E daí???
Engraçado como enchem a boca para falar do cheiro, da torcida, dos fogos, daquela coisa escrota do pó de arroz, se o futebol é jogado ali no campo...
O mais engraçado é pensarmos que vivemos em um mundo em que a renda é muito mal dividida (não precisa ser nenhum gênio da geopolítica para saber disso) e como um time com a grande maioria da torcida do Estado e do Brasil, não seria formado pela massa??? E como uma massa pode ser formada por apenas por classe A?
Mas vamos voltar a toda a classe tricolor de grandes doutores, pensadores, e formadores de opiniões que torcem e ficam suados da mesma maneira que todos os “favelados”, que choram como todos os “ladrões” e que ficam felizes como todos os “sem dentes”...
No futebol pouco importa se você é médico ou ex presidiário... O jogo que se vê é o mesmo.
Curioso é que como ter uma torcida linda, cheirosa e poderosa (salve, salve a vidaaaaaa) não livrou o time de jogar a humilhante série C em que ingressos eram vendidos a R$1,00... Mas não seria isso preço de favelado???
Ter uma torcida de “classe” como dizem, não os livra de derrotas, não os livra de estádios vazios (quase sempre), não os livra de salários atrasados, não os livra de tremer em jogos importantes... Futebol é feito dentro de campo, com amor, raça e principalmente com títulos (coisa que nem preciso comentar que o fluminense da classe, está atrás flamengo do povo).
Por isso a minha visão, de um apaixonado pelo time que torce e da torcida que tenho, sobre o Fluminense vem mudando de um tempo pra cá... Antes via o fluminense como um Tricolor de cores estranhas, time pequeno de torcida medíocre... Hoje, a coisa tem mudado um pouco, hoje o Fluminense pra mim já até deixou de ser tricolor e virou apenas um Arco-Íris meio sem graça...

Meus não Ídolos

Ta bem, tudo bem que nosso país é carente de ídolos, mas tem hora que forçamos a barra né?
Hoje em dia, basta qualquer um receber uma grande atenção da mídia, que pronto... Nasce um novo salvador da nossa nação...Viva “Sasá Mutema”
Eu não tenho nada contra os grandes meio de massa e sua tão discuta cultura de massa (a galera da comunicação social que o diga), mas nunca entendi muito bem porque um Big Brother que fica duas semanas dentro da casa já sair com um fã clube armado com mais de 10000 membros, uma dançarina qualquer, tipo essas do Faustão que nem se sabe o nome, ser exemplo pra alguém, ou um tal de Jesus que namora a Madona ficar conhecido mundialmente, quem é Jesus??? O que ele fez? Tem gente que já namorou mais que ele e você nunca ficou sabendo não é? O único que deveria realmente ser falado é o Cristo...
Mas isso é o lado ruim da tão idolatrada globalização e seu principal aliado a internet. Antes o cara pra fazer sucesso com musica, tinha que compor, produzir, gravar, pelar saco de gravadora, pelar saco de rádio, dar sorte, para ai sim, pensar em sucesso. Hoje em dia é fácil, pluga o vilão, toma um chá de fita cassete (disseram que em Denver isso é o maior sucesso), canta umas coisas nada a ver e pronto... Nasce uma estrela... Eu ouvi Malu Magalhães?
Ah que saudade dos tempos que eu não vivi, que ídolos eram os Chacrinhas da vida, Os Pelés e Garrinchas, as Elises Reginas, os Robertos, pessoas que realmente, seja da maneira que for, tinha algo para ser admirado... Ah que saudade de um tempo sem pânico na TV e que a nossa grande preocupação era se o horário do chaves tinha sido alterado...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ônibus

Semana passada, voltando para casa após o trabalho, peguei um ônibus sentido Zona Sul do Rio de Janeiro. Extremamente cheio, notei que existiam apenas 2 (dois) lugares no final do carro. Chegando lá, percebo que no lado esquerdo havia um torcedor do Flamengo (nada contra, também compartilho do mesmo gosto), com a camisa da década de 90 e na outra extremidade do ônibus um sujeito que na minha primeira avaliação tinha algum tipo de desordem.
Não precisei de muito tempo pra ter certeza realmente que era uma desordem, mas causada esta por psicotrópicos. Percebi ao longo do caminho que o cara repetia sempre os mesmos movimentos 3 (três) vezes. Cabeça para fora da janela, olhava pela janela traseira do ônibus, e mexia o braço, justamente pro meu lado.
De inicio pensei em ficar em pé mais a frente. Mas comecei a imaginar se não seria melhor continuar no meu lugar, porque se ele fosse assaltar o ônibus junto com seu amigo flamenguista, pelo menos eles pensariam que fui o único a achá-los completamente normais apesar dos repetidos movimentos em minha direção. Se ficasse em pé e o assalto se inciasse eles iriam de cara pensar que tive medo, ou que achei que iriam assaltar, e que estavam drogados, e aí sim, aí sim eu teria o desprazer de ser o primeiro a ser assaltado.
Fiquei na minha lá, fingi até dormir em certos momentos pra demonstrar total tranquilidade com os 3kg de pó cheirados…
Saltei, nada aconteceu, e acho que até hoje devem falar entre eles: “Pô, maluco responsa!“

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Uma noite, talvez duas...

Sabe aquelas histórias que acontecem como as de filme? Assim aconteceu também com nosso amigo.
Amanheceu e Mario Puentes abre o olho sentindo que aquele dia seria diferente dos outros, porém mal sabia que aquele dia, marcaria uma nova etapa na sua vida.
Mario levanta cedo para ir trabalhar, toma seu café correndo, vai para garagem, pega seu carro e sai de casa. No caminho meio que distraído falando no celular não se da conta do que acontece ao seu redor, até que em um sinal enquanto canta "Sitting, Wishing, Waiting" do Jack Johnson que acaba de tocar na rádio, percebe que tem uma moça que não para de olhar para ele.
Puentes, como é chamado por seu amigos, mal acredita no que acontece. Mal acredita que tem uma moça linda que olhando para ele. Puentes disfarça e começar a olhar pra frente esperando que o sinal abra pois acho que aquilo não é com ele, mas ele mal acredita quando vê a moça ao seu lado debruçada na porta do carro, e antes de Puentes falar qualquer coisa a moça diz:
- Tem um trocado aí Tio???
Pronto, é como um banho de água fria sobre Puentes que não sabe o que dizer, mas pega sua carteira e como uma maneira de impressionar pega uma nota de 50 e diz:
-Tenho, mas antes tenho que saber o seu nome???
-Isabel. Diz a moça
-Você tem um belo nome, sabia???
E Isabel sem falsa modesta diz...
- Sabia. E vira as costas para Puentes que de uma maneira meio que institiva diz:
-Espera, como faço para te encontrar novamente???
-Eu estou sempre por aqui.
E Puentes durante semanas ficou passando sempre pelo mesmo lugar, no mesmo horário em busca de Isabel (Bel como ela costumava a chamar), e sempre deixava 50 reias de ajuda para moça.
Puentes estava fascinatemente intrigado de como uma moça tão bela e bonita estaria pedindo dinheiro todos os dias na rua e enquanto mais ele pensava nela, mais apaixonado ele ficava, até no papel de parede de seu computador do trabalho já tinha uma montagem escrita "Puentes e Bel", mais ainda faltava algo... A coragem de chamá-la pra sair...
Depois de semanas de espera, finalmente Puentes a chama para sair. O convite? Ir ao show do cantor Belo do qual Bel dizia ser muito fã, ele a chama e ela sem fazer muito charme aceita o convite na hora.
Puentes está super ansioso, pois já esperava por esse momento tinha tempos. Eles ficam no show em clima de romance, dançam juntos, trocam carícias e no fim entre uma música e outra eles se beijam. Pronto... ele estava realizado.
Puentes mal chega em casa e já quer marcar outro encontro com Bel, que diz que não sabe se deve se envolver com ele, mas Puentes consegue convencê-la de que é um homem de bem e tem boas intencões com ela, e o romance continua (dizem que na verdade ele ofereceu 50 reais diários pra ela).
Várias saídas acontecem entre os dois, que passam a namorar oficialmente, mas ainda faltava um detalhe... A grande noite ainda não tinha chegado para Puentes.
Praticamente tudo que tinha que acontecer para Puentes aconteceu, ela sentia dor de cabeça, enjôo, cólica, sono, fome, nausea, menos o que Puentes tanto queria que ela sentisse... Tesão.
Até que um dia em um momento que já não aguentava mais o acúmulo de esperamatozóides em sua região escrotal, Puentes fala:
-Bel, eu não aguento mais... Eu to doindo, to subindo pelas paredes e você nada???? Assim não vai dar mais pra nós... E enquanto ele ainda falava, é que ela com sua voz grossa diz:
-Tá bom, mas tem que ser por trás que eu estou naqueles dias...
E puentes meio que sem esperar a resposta diz...
-Não, não... Eu não ligo, eu não ligo, vamos assim mesmo...
- Não, tem q ser desse jeito que eu quero.
E ele, meio que sem opção aceita o que propõe Bel, porque para ele antes era aquilo do que nada...
E assim eles começam os "trabalhos" e Puentes fica louco com o desempenho de Bel, e tenta dar uma de espertinho e mudar de lugar e... Não acha nada, apenas algo grande e volumoso parecido com o que tem. Ele para na hora, começar a andar para um lado e pro outro sem saber o que fazer, enquanto isso Bel (que na verdade se chama Israel) olha para ele como um cão que caiu de um caminhão de mudança, e vendo aquela cena o tempo para na cabeça de Puentes que de uma maneira mais natural do mundo pega Bel pelo cabelo, faz cara de mal e diz:
- Eu até deixo tu me comer, mas se tu contar pra alguém pode esquecer os 50 reias, ouviu?? Pode esquecer...
E assim eles viveram felizes, Puentes com novas experiências e Bel com 50 reais por dia...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Uma vida imaginária

Angelo Acetta era um rapaz um tanto quanto problemático, desde a sua infância era perseguido por seus amigos de classe que o chamavam de bolinha devido ao seu peso elevado em relação a sua idade e altura, e também o chamavam de maluco devido a sua aparência um tanto quanto “diferente” e suas manias e neuroses um tanto quanto extravagantes.
Tudo isso ficou muito evidência na aula de educação física que durante uma das rotineiras partidas de Handball oferecidas pelo professor José Carlos, Angelo ao perder um gol, começa a morder todos os seus colegas de time e a arrancar todos os seus cabelos (corte de cabelo que ele optou pelo resto de sua vida) e a dizer a frase que dali por diante viraria seu lema: “Eu quero me internar, eu quero me internar”... Pronto, ali surgia um slogan...
O tempo foi passando e o jovem Angelo foi cada vez se isolando mais, não quase nenhum amigo real, (real porque angelo chegou a fazer festas para mais de 200 pessoas apenas com amigos imaginários que ele conserva até hoje, e, além disso, é até padrinho dos filhos de alguns) na escola ele só tinha dois amigos, um estudante Palestino que não conhecia nada de seu idioma e um menino mudo e surdo com o qual Angelo passava horas de seu dia conversando.
Mas o tempo de escola acabou e Angelo como outros jovens de sua idade foi buscar tentar mudar um pouco a humanidade e tentando obter um pouco mais de respeito de seus “companheiros” (como ele mesmo gostava de chamar todos os que passavam por sua vida) decidiu entrar para a Polícia.
Logo em seu primeiro ano como policial, Acetta, como era conhecido por seus amigos de PM, descobre que a sua vida lá não seria tão fácil. Sendo obrigado a fazer coisas que não queria e que era contra os ensinamentos do seu então mentor Padre Pedro, ele se vê em uma encruzilhada quando é obrigado a transar com uma prostituta Vietnamita, porque seus amigos descobrem que Angelo aos 27 anos ainda era virgem.
Pronto, dali em diante a vida de Angelo nunca mais foi à mesma. Depois de sentir o peso de sua masculinidade, seus sonhos com homens pelados logo sumiram e ele se convenceu que nasceu para ser homem.
Convencido disso Angelo, tentando buscar um pouco mais incentivo contra a sua timidez, começa a entrar no mundo do álcool, aí sim... Pode ser considerado como o princípio do fim. Depois de vários porres espetaculares e o uso contínuo de algumas drogas entre elas o crack e a cocaína. Acetta perde totalmente o controle de si, já que tudo isso misturado com os medicamentos que ele tomava desde sua infância no episodio em que mordeu todos os companheiros, virava um coquetel letal.
Devido a isso o grande sonho de Angelo acontece, e ele passa um período internado no hospital da Policia em um quarto sem moveis trancado por grades e preso por uma focinheira e uma camisa de força (até comentam que Hannibal Lecter dos silêncios dos inocentes foi inspirado nesse episódio) em que continha um anúncio na porta: “Perigo, proibido alimentar”.
Durante 3 anos Angelo passou por esse período de reabilitação, sem sucesso, mas tendo visto que seu caso não tinha jeito o doutor o libera do hospital dizendo a seguinte frase: “Seja feliz enquanto você ainda pode”, essa frase nunca saiu da cabeça de Angelo que buscou a felicidade o tempo todo.
Ele passou a viver uma vida auto-destrutiva, entre porres memoráveis, acidentes de motos e transas com travestis sem nenhuma proteção, até que um dia, enquanto dormia em um banco de praça angelo acorda com um jornal na sua frente e o seguinte anuncio o chama atenção: “Procura-se, profissional para área de MKT, não é necessário ser inteligente ou entender do assunto, basta ser esforçado ou ser Dj”; Angelo não era Dj, porém era esforçado e com isso ele foi procurar dar um novo rumo em sua vida.
Mas Angelo não sabia que depois desse emprego a sua vida nunca mais seria a mesma, ou talvez ele nem tivesse mais vida depois de aquilo.
Porém no início Angelo se dá muito bem com seus novos companheiros, especialmente Fabio Santos, com quem Acetta tem bastante empatia desde a primeira vez em que eles se encontraram, e logo no inicio passavam tardes e mais tardes vendo peitos caídos das amigas de Angelo na internet, era uma coisa linda.
Mas como na vida tudo que é bom dura pouco, a amizade dos 2 começa a rachar, quando Angelo leva a mulher de Santos para o dito e feito. Fabio não gosta, porém dá mais uma chance pra Angelo que Poe tudo a perder quando fica de muito papo com Cíntia funcionária nova com quem Fabio Santos queria ter um caso.
A amizade dos 2 antes inabalável, agora teve um fim, e Fabio que tinha um cargo de superioridade na empresa, começa uma perseguição implacável sobre Angelo.
Angelo não agüenta mais a pressão que Fabio Poe sobre ele e como uma válvula de escape começa a sentir uma verdadeira compulsão por ar condicionado e quer sempre ter um ligado ao seu lado o tempo inteiro.
Mas Angelo não resiste à pressão e Fabio vendo que ele levantava em média de 378 vezes por dia para ir fumar, o demite da empresa de que Angelo tanto gostava.
Ele estava perdido na vida, já não tinha mais rumo, nem o que fazer da vida, decide dar fim aquele sofrimento, lembra das palavras de seu médico, abandona seus medicamentos e decide por um fim em sua vida, para seu carro na ponte Rio - Niterói e no momento do salto ele encontra Alice, uma amiga imaginária de infância que o convence a não pular e a seguir a vida. Angelo a obedece, e dali em diante eles nunca mais se desgrudam, (salvo no dia em que Angelo toma seus medicamentos e não consegue mais a ver) e decidem se casar.
Desde aquele dia da Ponte nunca mais se ouviu falar de Angelo, porém uns dizem que eles se casaram, Fabio Santos até o perdoou e foi o padrinho da cerimônia, tiveram filhos imaginários, foram morar em uma casa com muitos ar condicionados, que não são imaginários...) As mais línguas até dizem que ele foi corno, mas Angelo fala que isso é coisa da imaginação deles...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A letter to Elise

Toca o despertador e Cláudio Ricardo mais uma vez acorda e lembra de toda a dor que está sentindo desde seu termino com sua namorada Elise.
Elise e Cláudio Ricardo sempre foram bem diferentes, ele fã de esportes, trabalha na loja de carros do pai e faz supletivo a noite, já que desde de cedo nunca foi muito bom nos estudos. Ela é estudante de letras e literatura e dizem por aí que mais do que ler ou fazer qualquer outra coisa na vida, tem como seu maior Hobby corrigir erros de português, concordância, colocação de palavras que as pessoas possam vir a dizer, é só alguém falar algo que não esteja dentro das normas cultas da língua portuguesa que lá está Elise para corrigir e deixar todos ao seu redor muito irritado com isso.
Cláudio Ricardo constantemente era vítima desse lado soberbo de Elise, e era só ele falar qualquer coisa errada aonde fosse que logo vinha uma patada de Elise:
- Humm, acho que vou pegar essa carne pra mim comer..
- Para EU comer Cláudio Ricardo, Eu... Mim não conjuga verbo, ai, não sei porque você é tão ignorante assim.
E o rapaz se sentia humilhado, mas aceitava e continuava a gostar de Elize mesmo com todos esses defeitos.
Até que um dia ele flagra Elise com outro homem que dizem ser um escritor desses famosos, mas é claro que Cláudio não o conhecia, e pronto a vida de Cláudio começa a ser um inferno para ele.
Mesmo estando errado ela não dá o Braço a torcer a mesmo no meio do nervosismo da discussão não perde a chance de corrigir Cláudio.
- Eu não acredito que você fez isso comigo, fazem 3 anos que estamos muitos.
- Faz 3 anos Cláudio, fazer quando exprime tempo é impessoal
- Não interessa o que é certo ou errado, isso aqui é entre eu e você, isso sim.
- Não acredito nisso, Cláudio Ricardo, depois da preposição usa-se mim ou ti, entre Mim e você.
E Cláudio depois dessa atitude de sua atual ex-namorada, chora de raiva e dá as costas sem ao menos se despedir.
Os dias que se seguem para Cláudio são horríveis, provavelmente os piores de sua vida, mas que os deu força para correr atrás de todo o tempo perdido para dar a voltar por cima e estudar cada vez mais. Ele troca o caderno de esporte por livros, passa a levar muito mais sério o estudo, e frequentemente é visto em bibliotecas aonde procura por livro de gramáticas para se aperfeiçoar cada vez mais no seu reencontro com Elize.
Já Elize estava bem, feliz e sempre fazia questão de comentar com os amigos de como seu ex namorado era ignorante, e que iria provar:
- Já sei
Disse ela para uma amiga
- Vou mandar uma carta para aquele jumento, e quando ele responder vocês terão uma idéia do que eu estou falando, vocês verão...
E um verdadeiro festival de gargalhadas toma conta do ambiente enquanto a carta é escrita por Elize, que no meio de tentar impressionar Cláudio com palavras difíceis fala sobre o termino do namoro deles e pede para que fique tudo bem, sem ressentimentos.
Pronto, a carta é entregue a Cláudio por um amigo em comum do ex-casal.
Elise espera o retorno da carta que demora dias, até que a mesma chega e Elise chama todos os amigos para ver a carta que tinha recebido do como ela mesmo dizia: “Semi-analfabeto do seu namorado”, até que quando é aberto o envelope ela tem uma surpresa: A carta que está nele é a mesma que Elise mandou para o namorado e nela agora tem um algumas anotações feitas de caneta vermelha aonde Ricardo sublinha todos os erros gramaticais que Elise cometeu, coloca a correção escrita ao lado e em cima de forma bem grande a nota 4,0 com o seguinte recado: Favor estude mais...
Depois desse dia, Elise nunca mais foi vista falando do ex namorado, e eles até chegaram a se encontrar um dia na turma de mestrado, aonde Ricardo foi o professor de Elise.

Obs: O Título desse texto é uma homenagem a uma música do the cure (tradução: Uma carta pra Elise)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Encontro quase marcado

Rafael Mendes era apenas mais um jovem que como muitos de sua idade estudava, trabalhava, gostava de uma boa diversão, bebedeira com os amigos, mas sem deixar de lado seu amor por Priscila com quem já namorava há 5 anos.
Priscila era moça séria, daquelas que nunca sai de casa sozinha, adora ler livros, estudiosa, trabalha em uma firma de vigilância, gosta de ir a missa todos os domingos, uma moça como dizem é “pra casar”
Rafael reconhecia todos esses atributos em Priscila e sua família que o tratavam muito bem, e até já pressionavam o casamento entre os dois, e era só ter algum encontro de família, que logo vinha a velha e longa pergunta:
- E aí quando sai o casamento?
E Rafael meio sem graça dizia:
- Ainda não marcamos a data, mas vai sair, vai sair...
No fundo Priscila também o pressionava quando dizia que viu um apartamento bonito para comprar ou quando queria escolher o nome dos filhos, e ele sempre se esquivava quando ela era direta:
- Rafa, quando vamos ajeitar nossa vida?
- Calma Priscila, ainda somos muito jovens...
Ela se sentia mal, porém respondia apenas da mesma forma...
- Tudo bem...
E Rafael ia administrando essa vida de curtição/namoro achando que isso eram duas coisas totalmente distintas.
Os amigos até perguntavam porque ele não levava a namorada para sair e ele respondia sempre da maneira mais simples possível e as vezes com uma piada:
- Não tem graça, ela não gosta, é do signo de virgem mas foi registrada como leão... Dá nisso
Logo mudava de assunto.
E assim chegava mais um dia em que Rafael saia com os amigos, bebia, conhecia outras mulheres, às vezes se envolvia às vezes não e fazia isso sempre no mesmo clube aonde já era bem conhecido nos dias de quinta a noite, conhecia todos, do garçom ao dono do clube. E essa rotina já se estendia durante um bom tempo até que um amigo tem a grande idéia
- Aí, essa semana vamos curtir a noite em outro lugar
E Rafael pergunta:
- Aonde brother?
- No clube 12, disseram que lá ta rolando uma parada absurda, maior vibe, puro psy... Vou levar as Laba, vamos????
- To dentro, diz Rafael
E Rafael como todo jovem de sua idade passa a semana ansioso pensando na festa que irá curtir...
Chega o dia da “Tal festa” e Rafael como sempre liga para Priscila e finge está cansado e com sono e precisa desligar, Priscila como a boa moça que é também trabalhou e estudou o dia inteiro além de estar acostumada com uma rotina de dormir cedo e acordar cedo, ela diz mais uma vez que ama Rafael e que o espera em sua casa amanhã para verem televisão juntos na sala.
Pronto, Rafael está aliviado, missão cumprida, nada irá impedir sua noite, ele não tem medo de nada Priscila só têm amigas da igreja que não freqüentam esse ambiente e diz para seu amigo, enquanto param em um posto de conveniência para comprar uma cerveja, um chiclete e um maço de cigarros:
- Essa noite vai ser minha eu estou sentindo.
Eles chegam ao clube e avistam aquela multidão entrando e Rafael ainda fica mais empolgado:
- To sentindo cara, to sentindo...
E entram já curtindo o clima do local
Rafael está muito empolgado, mas empolgado que nunca, dança, brinca, bebe, se diverte tanto que demora a perceber que Priscila, aquela mesmo que ele namora há 5 anos, está dançando, e se divertindo com as amigas, isso, aquelas mesmo que são da igreja do dia de domingo e trocaram o som da oração pela batida do trance, e as roupas tão comportadas por óculos escuros e botas... Rafael não acredita no que vê, fica desesperado, Priscila também o reconhece fica sem graça, mas finge que nem é com ela e essa situação desagradável dura alguns minutos que para Rafael parece uma eternidade.
Até que Priscila vai falar com Rafael e esse quando ia soltar uma justificativa é surpreendido pela moça que diz:
- Olá, prazer meu nome é Priscila e o seu
- Quê, Quê
- Seu nome... O gato comeu sua língua?
Diz Priscila com um sorriso e uma desenvoltura e sexualidade que não fazia parte do seu perfil até então...
Rafael decide entrar na brincadeira e diz:
- Rafael, mas pode me chamar de Rafa
E os dois acabam ficando juntos a noite inteira como se fossem um casal que acabaram de se conhecer e não se desgrudavam, não paravam de beijar como nunca havia acontecido entre os dois.
Chega a hora de ir embora, e Rafael diz que vai levá-la em casa e Priscila diz:
- Não precisa, eu vou com as minhas amigas..
Rafael entra na brincadeira novamente e diz
- Seu telefone, posso pegar??
E Priscila é curta e grossa
- Não, melhor não... Eu tenho namorado...
No dia seguinte ninguém comentou mais nada sobre isso, e dizem até que eles sempre que se encontram ainda ficam... Mas não passa disso porque os dois deixam bem claro que ambos tem namorados.